Sala de Estar

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Sala de Estar

Mensagem por Secret em Ter Nov 04, 2014 8:24 pm

Relembrando a primeira mensagem :

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Re: Sala de Estar

Mensagem por Roxanne Stella Rimmer em Dom Nov 23, 2014 5:11 pm

ain't it good?
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Não tem de quer. Ah, e pode me chamar de Felly ou Fells se quiser, falar meu nome inteiro me dá preguiça por você.
Comentei dando um sorriso pequeno. Quando as pessoas falavam meu nome inteiro sempre achava que estavam bravos ou algo do tipo. Há anos que ninguém me chamava pelo meu nome inteiro. Só haviam duas oportunidades quando meu nome inteiro era falado: quando estavam bravos, ou quando minha mãe não gostava da bagunça que meu quarto tinha ficado no dia anterior. Mas eu conseguia entender o ponto de vista de Brayden. Acabara de me conhecer, e não pude deixar de esperar que tivesse ganhado alguns pontos com ele por não ter o sufocado com perguntas como minha mãe.
Brayden tinha me segurado, por reflexo, na hora que eu ia cair, e não pude agradecer mais por aquilo. Eu realmente não queria ter que explicar para minha mãe o que tinha acontecido, e dizer trinta vezes que eu não precisava ir no hospital. O garoto caiu na gargalhada pela minha fala e eu não podia negar. Ele me lembrava Jonathan em sua aparência, faltando apenas as orbes azuis claras da família. Ele o lembrava no jeito como ria, só faltando um pouco mais de sarcasmo que eu esperava que viesse com o tempo vivendo comigo.
Não, Felicity. Ele não é o Jonathan. Não é justo pedir isso dele!
Estou bem, valeu.
Voltamos a andar e neguei com a cabeça, a voz de Brayden me tirou dos devaneios que me perseguiam ao falar sobre o café. O que diabos davam para aquelas crianças comerem no orfanato? Papel com água? Uma das bebidas mais típicas de Nova Iorque era o café com caramelo, e todos tinham pelo menos provado uma vez na vida. Arregalei os olhos ao ouvir seu comentário.
Ah, então iremos prova-lo assim que você quiser. E sim, carrapatos. Já tentou tirar um carrapato de qualquer animal? É mais difícil que tirar pirulito de uma criança. Assenti certa, fazendo minha primeira missão o apresentar o famoso Café Caramelado do Café Pettit. Um sorriso se abriu em meu rosto ao ouvir que ele gostava de que eu falasse. Talvez porque fosse tímido, ou talvez eu pelo menos conseguia lhe fazer rir com as merdas que falava. De uma maneira ou de outra, levei como um elogio. Lacrosse é um jogo de estratégia. Tem uma bolinha pequena e uns bastões com gradezinhas. Se eu conseguisse jogar com uma bola daquele tamanho teria entrado no time. Mas preferi ficar com o vôlei.
Expliquei simples. Eu não sabia como descrever o Lacrosse, e sinceramente, ele teria que ir lá ver como realmente era o jogo. Meu sorriso abriu ainda mais com seu pedido e coloquei o braço entrelaçado com o dele, olhando a rua vendo se não vinha nenhum carro dos dois lados e atravessei, o levando comigo.
Não precisa me pedir duas vezes.
Apoiei a mão na porta de vidro pesada e a abri, um sininho tocando em cima de nós, a quentura do local misturada com o cheiro de café recém preparado me acomodando mesmo quando não tinha apenas um casal conversando e o barista atrás do balcão. Retirei meu braço do seu e tirei o casaco que m cobria, o prendendo em minha cintura e entrando na fila para pedir meu café.
Segunda vez hoje, Fel? Esqueceu alguma matéria para fazer a lição?
Alex sorriu para mim e olhou para Brayden e de volta para mim.
Na verdade, vim mostrar o lugar que faz o melhor Café Caramelado de toda Manhattan para meu irmão. Ele voltou da Inglaterra essa semana.
Nossa, que legal, cara! E vou fazer o melhor Café Caramelado para ele saber quem manda na franquia de cafés de Nova Iorque.
O garoto loiro piscou para Brayden, logo depois lhe mandando um sorriso e indo fazer os dois cafés. Segurei a risada e coloquei o dinheiro do lado da máquina registradora. Eu conhecia Alex há um tempo, ele era amigo do meu irmão desde que me conhecia por gente, e ele sempre estava por dentro de casa com meu irmão... Não mais.
E ai Felly, como vão as meninas? Soube que serão escolas mistas agora? Mais fácil para nós dois arrumarmos um garoto... Na verdade não para mim, já que terão garotas a vontade, mas isso é o de menos.
Eu soube. O Bray vai entrar no nosso ano, mesmas aulas que eu, para falar a verdade.
Ah... Bom saber disso.
Alex colocou os cafés no balcão e guardou o dinheiro, ainda olhando algumas vezes para Brayden. Peguei um deles e o entreguei, avisando que estava quente e agradeci a Alex. Andei para um dos sofás e sentei ali, admirando a foto das bandas dos anos noventa que eu tanto ouvia em casa por culpa do meu pai. Olhei Brayden e com muita vontade no café, e neguei com a cabeça.
Eu disse que está quente! Cuidado, ou vai queimar a língua. Sorri e dei um gole no meu, o assoprando antes. Então Bray, vai tentar entrar para algum time?

robb stark
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Sweet.
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Re: Sala de Estar

Mensagem por Brayden L. Rimmer em Dom Nov 23, 2014 5:58 pm



 
 
  
A Brand New Life.
Imagine there's no heaven, imagine there's no countries and no religion too..
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F
elicity queria que eu a chamasse pelo apelido e por mais idiota que a ideia soasse, eu senti o meu rosto corar. Digo, era perfeitamente natural o uso de apelidos, mas eu de ceta forma não me sentia confortável o suficiente para usá-los com ela. Por outro lado eu queria me aproximar dela, o que era um ponto que eu sentia que conseguiria sem problemas, mas eu também gostava tanto do nome dela que abrevia-lo parecia besteira. Felicidade era um nome muito bonito e que combinava aos montes com a garota de cabelos coloridos. Melissa e Greg não poderiam ter escolhido nome melhor.

-Felicity é um nome bonito, eu gosto dele. Não acho legal abrevia-lo.

Falei abrindo um sorriso tímido conforme atravessávamos a rua em direção ao café. O lugar não era grande nem extremamente chique, mas era arrumado e parecia bem higiênico. Por conta do horário, não haviam muitas pessoas ali exceto por um casal de idosos que pareciam se divertir comendo o seu pedaço de muffim. Um sorriso se abriu em meu rosto quando observei a cena. Acho que pelo fato de ter visto um casal tão problemático como os meus pais eram, eu não acreditava num relacionamento que fosse durar anos ou até mesmo décadas, por isso eu sempre achava muito bonito quando encontrava um casal juntos já quando idosos. Eu não falei nada, é claro. Apenas segui Felicity em direção ao balcão quando um garoto de cabelos loiros nos atendeu. Eles começaram a conversar sobre a escola e minha "irmã" me apresentou. Tentei soar simpático então abri o meu melhor sorriso e acenei, mas o garoto chamado Alex não pareceu prestar muita atenção em mim.

Eu não era expert em romance, mas qualquer bobo perceberia que o menino atrás do balcão tinha uma queda, não, um abismo pela morena ao meu lado. Acho que ele não teria gostado muito de me ver com ela se ela não tivesse me apresentado como irmão e ele nem pareceu chocado com o fato de não saber que ela tinha outro além do que havia falecido há dois anos. Qual era mesmo o seu nome? Jonah? Eu não me lembrava muito bem, mas sabia que os dois eram bem próximos.

Nós acabamos por pegar uma mesa no canto do local, um pouco afastados do casal que ainda comia o seu muffim lentamente. Peguei o café que ela me ergueu e o toquei com a boca, arrependendo-me no mesmo momento. Estava fervendo! A morena deu risada quando eu afastei o copo rapidamente de mim e então me lembrou do aviso que eu já havia recebido antes. Abri um sorriso, um tanto sem graça.

-Eu percebi. Ai. -Sorri. Esperei alguns segundos vendo a menina de frente para mim dar um gole em seu café e então me certifiquei que já era seguro para eu fazer o mesmo. Assim que senti o líquido quente e doce em minha boca, eu pensei que poderia morrer. Era divinamente delicioso. -Isso é mesmo café? -Perguntei espantado, dando mais um longo gole. -Isso é maravilhoso!

Sorri abertamente descobrindo o meu mais novo vício ou talvez minha comida favorita em todo o mundo. A morena perguntou se eu estava pensando em entrar para algum time de esporte, e a verdade era que não. Eu não jogava nada bem o suficiente para entrar para algum time, apesar de eu saber que para me enturmar, entrar para um grupo fosse legal. Dei de ombros olhando para os meus dedos segurando o copo quentinho e sorri. Eu não tinha ideia do que estava falando, mas quis parecer legal.

-Talvez eu tente para lacrosse. Nunca joguei nada parecido, mas parece ser divertido.

Dei de ombros indiferente, apoiando meus cotovelos sobre a mesa e saboreando meu mais novo amor: Café com caramelo. Eu queria agradecer Felicity por ter me levado ali e por ter me feito experimentar uma coisa tão boa e eu com certeza teria feito isso antes se uma mulher loira - em cerca dos seus trinta anos - não tivesse parado ao lado da nossa mesa, carregando um carrinho de bebê consigo. Ela abriu um sorriso largo para mim e para a menina na minha frente.

-Olá vocês dois! Eu preciso muito ir ao banheiro, podem olhar o meu pequeno pra mim? São cinco minutinhos, juro!

Nós abrimos a boca para responder, mas já era tarde, ela já havia corrido para a porta do café. Meus olhos caíram arregalados em Felicity que parecia a beira da risada. Quando vi o seu sorriso eu quis rir também. Olhei para o bebê que parecia tranquilo em seu carrinho e sorri. Pobre criança.

-Ok. Isso é normal por aqui? -Dei risada, balançando a cabeça negativamente. -Uma mãe confiar o seu filho na mão de adolescentes?

A criança parecia estar entretida o suficiente com o brinquedo em suas mãos e nem pareceu notar o sumiço da mãe. Meus olhos caíram na porta do banheiro me certificando de que ela não saíria correndo e abandonaria o seu filho conosco porque Felicity e eu retornarmos para a casa com um bebê no colo poderia ser muito estranho. Ainda assim eu me senti mal pela criança e cheguei a desejar que ele tivesse uma mãe melhor. Eu não sabia se ele tinha pai, mas se aquele filho fosse meu eu ficaria um tanto irritado por fazerem o que ela fez com ele. Ainda assim eu estava contente por sermos de fato inofensivos e não sequestradores de criança. Mesmo assim a possibilidade me incomodava e muito.





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Re: Sala de Estar

Mensagem por Roxanne Stella Rimmer em Qua Nov 26, 2014 7:39 pm

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Um sorriso se abriu ao meu rosto quando ouvi as palavras de Brayden sobre meu nome. Era confortante saber que alguém realmente gosta dele como era, e não o encurtasse, por mais que eu pedisse para fazer. Mas alguma coisa tinha de diferente no tom de voz do menino ao meu lado. Não importava quantas vezes ele falasse, nunca parecia que meu nome saía de seus lábios de modo cruel, ou insatisfeito. Voltei a observar os desenhos de madeira na mesa, que sempre me pegavam de surpresa. Antes de saberem meu nome, o gerente do café me chamava de ‘a menina que gostava de arranhar a mesa’, mas eu estava somente seguindo as linhas da madeira falsa com as pontas dos meus dedos.
Sim, é café e sim, já sei que virou sua bebida preferida. Olhei para o garoto e abri um sorriso, dando uma piscada de desenho animado, totalmente sarcástica. É o que todos dizem!
Assenti ao ouvir que ele queria tentar para o Lacrosse. Não me entenda mal, eu já gostava muito de meu mais novo irmão, mas um garoto que não sabia nem o que era Lacrosse não tinha possibilidade nenhuma de saber jogar o maldito jogo. Dei de ombros e dei mais um gole na delícia quente em minhas mãos, ignorando mais uma vez a vibração de meu celular, o nome de minha mãe aparecendo na tela, seguido por uma mensagem: Está tudo bem??? Precisa que eu vá lhe buscar??? Não me entenda mal, eu amo minha mãe, e tenho mais que agradecer por tê-la em minha vida, mas às vezes ela podia ser um pouco sufocante.
A primeira briga que eu tinha tido com minha mãe era para que escola eu queria ir, na quinta série. Eu lembro que minha melhor amiga – Agnes – mudou para o W.S.A. um pouco antes de terminar o ano letivo, e eu chorei. Chorei porque ia passar três meses sem minha melhor amiga, chorei porque não tinha mais meu irmão perto de mim e chorei porque eu era egoísta. Parecia mentira, coisa de minha imaginação, mas no mesmo dia, minha professora de Sociologia sentou na sala e nos mandou pensar e escrever uma redação sobre essa frase: Humanos são os seres vivos mais egoístas de todos. Até quando alguém morre, você chora. Você só chora porque eles não estão mais ali para lhe prover tudo o que eles estavam lhe dando por tanto tempo. A verdade era que eu não ligava se estava sendo egoísta ou não. Eu só conseguia pensar no quanto não queria perder mais ninguém em minha vida, e foi a partir desse dia que minha mãe colocou uma asa sobre mim.
A temporada de testes já acabou. Vi o sorriso do rosto do menino cair um pouco, mas o meu apenas se alastrou. Mas, como eu sou sua nova irmã legal, quero ganhar pontos com você, e sou capitã do time de Volei, posso falar com o treinador de Lacrosse para ele lhe abrir uma exceção.
O gosto doce do café desceu mais uma vez pela minha garganta, queimando-a deliciosamente um pouco mais a cada gole que dava. Uma mulher loira parou ao nosso lado com um carrinho de bebê, e eu podia jurar que ela tinha brotado do chão feito um musgo no cimento. Minhas sobrancelhas se juntaram e eu não pude entender nada do que estava acontecendo, a não ser que a mesma tinha pedido para nós vigiarmos nosso bebe enquanto ela ia ao banheiro. Meus olhos caíram na pequena criança no carrinho e depois em Brayden, que parecia um tanto surpreso e indignado com a atitude da mulher em deixar sua criança sozinha com dois adolescentes que poderiam muito bem ser irresponsáveis, irem embora e deixar o bebê pelado com uma cueca na cabeça e sozinho.
Na verdade, não. Mas, eu vou tirar uma foto com esse bebê e vou chama-lo de Tim.
Peguei meu celular e arrastei a tela para cima. A câmera frontal apareceu e eu estiquei o braço, encaixando o bebê, que por sinal brincava distraidamente com seus brinquedos, mal notando que sua mãe tinha sumido, e Bray ao seu lado. O garoto sorriu e eu fiz uma careta confusa, como se não entendesse nada do que estava acontecendo, o que eu realmente não estava. Dei uma gargalhada com a foto e postei direto no Instagram, a moça loira voltando à nossa mesa com uma cara de alívio e um ‘obrigada’ saiu de seus lábios. Neguei e respondi mamãe que já estávamos voltando para casa, e que tínhamos apenas parado para tomar um café. E agora era a hora de soltar a bomba.
Ei, Bray... Posso te chamar assim, não é? Em todo caso, eu me inscrevi nesse acampamento de verão que estava tendo na nossa escola, e minha mãe te inscreveu também, então a gente... meio que vai fazer uma viagem juntos.
Soltei a notícia enquanto o sino da porta tocava e nós saiamos para o vento frio do fim de noite de Manhattan: o clima perfeito. Eu tinha pedido para minha mãe não o inscrever, que talvez ele não quisesse ir, ou não gostasse do campo rural tanto quanto eu, mas ela mesma tinha feito a autorização e entregue para nosso diretor, o que tinha me deixado ainda mais possessa.
Eu falei para ela que você talvez não quisesse ir. Sabe? Talvez não curtisse insetos, ou tivesse fobia de aranhas, mas ela não me escutou. Mas pelo lado bom, você vai conhecer minha melhor amiga, eu a conheço desde que eu era uma pirralhinha.
Comentei tentando amenizar o problema para o garoto, lhe oferecendo um sorriso sem graça. Nossa casa podia ser vista de longe, as paredes brancas se destacando junto a luz de fora do jardim. Aquela era a casa que qualquer criança sonhava em ter quando adulto, e eu a estava deixando por um acampamento que muitos achavam fedido e nojento. Bom, só teríamos que ver o que o mesmo ia nos proporcionar.
ENCERRADO

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