Sala de Estar - Jantar

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Sala de Estar - Jantar

Mensagem por Secret em Seg 8 Jul - 19:41:52

Sala de Estar - Jantar
A sala de estar é toda decorada de modo sofisticado e moderno, arrumada e organizada tem uma. A sala Da Acesso ao quarto de Rachel e ao corredor que leva ao banheiro.


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Re: Sala de Estar - Jantar

Mensagem por Rachel Horowitz-Berry em Ter 9 Jul - 17:36:41





#NY #DREAM #BROADWAY #HOME

A New Girl in the Big Apple ...


E
ali estava eu, caminhando por um corredor com várias portas de correr grandes e em cada uma havia o número do apartamento do andar. Com os passos curtos e firmes naquele chão pensava das ultimas horas antes de chegar na cidade dos meus sonhos. Foi tudo tão triste e dramático que me fazia lacrimejar novamente. Havia deixado meu namorado em Ohio, junto aos meus amigos e meus pais. Eles havia preparado tudo, meu apartamento, minhas despesas. Foi difícil deixar a todos, quando peguei o Trem de Ohio para a '' Big Apple '' foi de cortar o coração, mais ao por meus pês na cidade, a tristeza foi trocada por realização e felicidade, finalmente estava onde me sentia feliz e onde era meu lugar dos sonhos. Meus pais disseram que eu moraria num Loft muito bem organizado, sofisticado e bonito bo Brooklyn e que o meu apartamento era o de nº 1289.
Caminhava agora mais depressa. 1280, 1285, 1287, 1289, Finalmente. Parei de frente com a porta, encarei aquele grande monumento, ali seria minha passagem para uma nova vida, para minha casa. Respirei fundo e pus a chave na fechadura girando a lentamente, peguei na maçaneta, e puxei a porta para a esquerda fazendo a mesma deslizar e me dar a visão plena do meu novo lar. Meus olhos brilharam ao ver aquilo. Ao entrar na casa pude ver tudo bem arrumado e organizado, meus pais haviam ido ali a meses atrás suponho. Após um pequeno cômodo de entrada tinha a Sala de estar, que era grande. Com uma bancada branca onde ficava a Tv, o sofá de canto branco logo a frente de uma pequena mesinha de centro com os detalhes preto. Ao lado da sala no mesmo cômodo tinha uma mesa grande de mármore preto com cadeiras de cor de mogno.
Joguei minha bolsa no sofá e comecei a olhar a casa por completo, meu quarto era lindo, enorme e com uma cama familiar. Alguns dos meus objetos antigos haviam sido levado e deixou com um estilo mais parecido comigo. Olhei a cozinha e o banheiro. Voltei a Sala e me sentei no sofá, os olhos transbordando de lágrimas peguei meu celular e comecei a digitar uma mensagem para os meus pais, eles deveriam saber que já havia chegado no meu novo Lar.
Rachel Berry - SMS ; escreveu:
Para: Papai ( Leroy )
Pai, cheguei e aqui é simplesmente perfeito. Obrigada por tudo e venham me visitar logo. Finn deve estar Arrasado, por favor mandem um beijo em todos por mim. Ainda estou meio triste com tudo mais logo passa, New York é a cidade dos meus sonhos e eu agradeço muito por estar aqui, Enfim, Beijo amo vocês Pais.
~ Rachel.






Este post tem o número 001 e contém não sei quantas palavras. As pessoas presentes sãoApenas Eu e ela se passa no Corredor do Colégio Mckinley.. RACHEL BERRY está vestido esta roupa: (ROUPA AQUI GATOS&GATAS.). eu gostaria de acrescentar que Now I Live in NY *o*.
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Re: Sala de Estar - Jantar

Mensagem por Rachel Horowitz-Berry em Dom 11 Ago - 0:06:57


Makeover   ♥

With: Harry Edward | Clothes: Vestido de Festa da Rachel | Feeling: Pretty


Chegamos no prédio em Bushwick e logo subimos para meu andar, abri a porta de correr metálica e dei espaço para Harry passar. Estava apressada, não queria demorar muito mais sabia que isso seria inevitável. -Fique a vontade, Ah, logo logo eu volto, ou não Falei com um sorriso simpático e baixei a voz ao falar o "ou não". Quase corri pelo corredor e entrei no banheiro, logo retirei minha roupa e entrei no chuveiro, o que deveria ser uma rápida troca de roupas se transformou numa preparação habitual, por mais que eu tivesse pensando em ir pro quarto meus costumes me levaram ao banheiro e lá estava eu. Ter tomado banho que custaria alguns minutos então fiz isso rápido. Após sair do chuveiro me sequei e corri para a pia e escovei os dentes e o cabelo, suspirava e batia o pé freneticamente, estava nervosa. Entre algumas penteadas da escola de cabelo sobre meus fios castanhos eu pensei em Eckl, minha ultima festa causou meu encontro com ele e aquilo ainda me perturbava, seus olhos azuis penetrantes ainda me causava frio na barriga.
Me enrolei na toalha e corri para meu quarto, por sorte era próximo ao banheiro. Meus guarda-roupa parecia um closet, repleto de roupas, como eu era um tipo de pessoa muito perfeccionista e organizada minhas roupas eram separadas por gênero, os vestidos de festa, os conjuntos do dia-a-dia, as roupas de dormir e as da Faculdade.  Peguei um vestido no cabide, ele era um vestido bem bonito e combinava com festas, Na parte de cima ele era de cor preta e na sua borda, da cintura para baixo ia mudando para um prateado brilhante, com certeza aquele vestido me custaria uns olhares durante a festa. Após vesti-lo peguei um par de sapatos altos, eu era baixinha e aquilo me ajudaria um pouco. Maquiagem, perfume doce e sedutor fui para a sala de estar parei uns metros longe de onde Harry estava sentado. Ele logo me avistou e eu sorri sem graça, meu perfume tomou todo o cômodo, juntei as mãos tímida e olhei para ele que não tirava os olhos de mim. - Então, desculpe pela demora tá, vamos ? - Falei tentando não parecer constrangida com aquilo tudo, Harry estava bem vestido, e pelo que eu sabia os garotos não tinham essa preocupação com roupas.

#HOME #BROOKLYN #HARRY ♥
I'm the one who want love you more ♥

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Re: Sala de Estar - Jantar

Mensagem por Harry Edward em Dom 11 Ago - 1:11:57




TAG:Rachel B. Berry              VESTINDO: Clique Aqui!            HUMOR:~~
Rockaway Beach



Após algum pouco tempo de táxi acabávamos por chegar à zona onde Rachel morava. Entravamos no prédio e ao chegarmos à porta ela dava-me espaço  para entrar e dizia que voltaria logo... 'ou não'. Eu ria levemente, tá eu já estava habituado ao fato de 5 minutos na liguagem de mulher significar 30, já não era a primeira vez que tinha de esperar alguem se arrumar, ou neste caso "mudar de roupa", acho que só tinha de me habituar mesmo, nada que me incomodasse visto que sempre fui bastante paciente, uma das minhas grandes qualidades. -Oh claro, demora o tempo que quiseres, não te preocupes. Eu dizia ao piscar-lhe o olho e sentava-me ao ver-lhe desaparecer pelo corredor. Teria de me distrair para passar o tempo visto que tinha de esperar, por isso acabava por notar o quanto bonita era a casa, sendo moderna e muito bem organizada, para não falar da óptima vista que se tinha da sala de estar para a rua, dava para ver o céu azul escuro e estrelado, e a lua enorme branquinha e linda, isso era algo que eu adorava apreciar, talvez esse fosse um dos motivos pelo qual eu amo tanto passear pela praia de noite. Eu esticava o braço fechando a mão e erguendo apenas o dedo polegar, e tapava a lua do meu ponto de vista com o meu dedo. Admirava o fato de a lua ser sempre do mesmo tamanho que o dedo polegar não importa onde estamos, eu sorria. Passado algum curto tempo eu ouvia a voz de Rachel, ela estava pronta. Eu virava-me e avistava ela já arranjada e com um vestido preto, notava que ela estava um pouco mais alta, saltos altos, ha claro.  Conseguia sentir o cheiro feminino e bom do perfume dela enquanto me aproximava, sim ela realmente estava linda. -Estás.. Linda. Eu sorria enquanto lhe elogiava com um tom baixinho. -Sim claro, vamos. Então saia do prédio a seguir dela e iamos para o nosso suposto proximo destino.
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Re: Sala de Estar - Jantar

Mensagem por Rachel Horowitz-Berry em Qua 18 Set - 23:41:38




Rachel Berry Está no Brooklyn Com Eden Von Helling Em Casa.
Está Vestindo Isto
e Está Ouvindo One More Night
Welcome to my paradise.


O caminho para o Brooklyn seria longo, isso era tudo que precisávamos agora, uma longa viagem para pormos os pingos no "is". Samira não havia vindo comigo e Eden, provavelmente aquilo que havia prendido ela na festa era realmente importante. O motorista seguiu até o Brooklyn assim mesmo, talvez por ordem de Samira. No caminho fomos conversando e a garota me explicou algumas coisas sobre ela, nada que eu não soubesse. Não seria apenas aquilo, não iria pressiona-la ali seria indelicadeza da minha parte, talvez mais tarde pensaria em pedia explicações, mas agora só queria chegar em casa e cuidar dela que aparentava estar mais cansada.

Jhonny entrou na rua de Bushwick e eu senti algo reconfortante por dentro, agora sim me sentia livre da tensão que estava em Manhattan, ali era minha casa e eu me sentia mais segura . Indiquei a Jhonny onde era o meu prédio. Assim que o carro parou toquei a mão de Eden com um sorriso um pouco mais animado que os anteriores. - Chegamos, vai ficar tudo bem, ninguém te achará aqui Ok ? Você está a salvo. - Fiz um sinal com a cabeça como se afirmasse as minhas próprias palavras. A porta se abriu e o ar quente penetrou o carro, Eden saiu e logo em seguida sai também, agradecemos a Jhonny pelo favor. Segurei no braço de Eden delicadamente e fui guiando-a para dentro do prédio. Os olhares ao redor demostrava minha insegurança por um certo instante, e se alguém nos visse por ali ? Alguém que alertasse a irmã da Eden, isso seria um problema. Adentramos ao Hall e passamos direto pela bancada do porteiro que nos olhou confuso e hesitou em falar algo comigo. Apertei o botão do elevador e olhei para Eden tentando lhe transmitir conforto com um sorriso. A porta do elevador se abriu e no mesmo instante entramos apressada. Faltava pouco para chegarmos em minha casa e isso seria tudo que eu precisava para meu próprio conforto, tinha certeza de que não havia vigias lá dentro.

Caminhamos pelo corredor do andar onde ficava meu Loft, agora estava um pouco mas relaxada, a minutos atrás uma sensação de perseguição me preencheu o que não era comum, eu me sentia tão segura no momento em que cheguei e do nada algo parecia errado.
Parei na frente da porta que logo acima tinha o numero 1289 numa borda dourada. Abri a porta e dei espaço para que Eden adentrasse ao lugar. Finalmente um sentimento de Paz e conforto me preencheu por completo. Fechei a porta e tranquei, caminhei até o sofá e joguei meu corpo de modo cuidadoso pelo móvel. - Eden, agora você deverá descansar, tome um banho, isso lhe fará bem melhor, e se quiser te empresto uma roupa. Se estiver com fome podemos preparar algo para você comer, sinta-se a vontade. Sorri para a garota que varria o local com uma feição um pouco mais tranquila. Aquele momento parecia apropriado para eu perguntar o que realmente queria saber, só deveria escolher bem minhas palavras. - Então, Eden, sem querer ser desagradável mas, pode me explicar o que aconteceu com você ? - Olhei para a garota sem jeito, não queria causar desconforto para ela mas eu tinha o direito de saber a verdade até porque estava meio envolvida nisto a partir daquele momento.

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Re: Sala de Estar - Jantar

Mensagem por Eden Von Helling em Qui 19 Set - 15:28:58

I have no happiness in my fucking life, everyone wants me dead, even myself. I cant' stop crying and I just wish this all ends.
I just want to die.

Ela respondeu que o seu nome era Rachel, presenteando-me com um sorriso confuso, porém doce, depois. Tentei contribuir, mas fui mal sucedida. Ela perguntou como eu me sentia, sendo que apenas encolhi os ombros e olhei para os pés. Não estava com grande disposição para falar, nem tão pouco para viver.

- Já estive melhor- Uma risada triste e distante saiu de mim. Fez-se silêncio por um pouco, o que apenas aumentava a tensão. O tempo passava e o risco de eu ser descoberta era cada vez maior... O meu típico e inevitável hábito de roer as unhas voltou. Olhava para a janela, nervosa, temendo que dela irrompessem Emily e Alexia, prontas a dar-me a maior e pior lição da minha miserável vida. Estava de tal maneira receosa e assustada, que até dei um pulo no assento do carro, quando o telemóvel de Johnny tocou.

Pouco depois o carro arrancou e encontrávamo-nos na segurança do movimento, embora sem Samira. As luzes da noite de New York foram algo com que eu crescera, mas às quais não me conseguira habituar. Noite era tempo de estrelas e escuridão, não de semáforos, candeeiros e incandescência... Pequenos pormenores sobre mim mesma e os meus gostos que com o tempo esquecera, ocupada por pensamentos mais escuros e depressivos... E lentamente assim me tornara uma Eden totalmente diferente. Diminutos laivos da antiga menina inocente e que todos adoravam pareciam completamente distantes, vidas de outrora que agora eram completamente inalcançáveis. E das quais eu morria de saudades...

Conversas superficiais e de circunstância preencheram a primeira parte da viagem, porém depois o silêncio misterioso e constrangedor era cada vez mais pesado e frequente enquanto nos afastávamos da festa. Começava a ter uma noção do que fazia, como era algo tão louco e perigoso, mas que nesta situação era das atitudes mais seguras a fazer. O carro parou e o meu coração também. Conheceria por fim o meu abrigo. A morena colocou a sua mão por cima da minha, fazendo com que eu me sentisse reconfortada por momentos, e reforçando a sensação com palavras de apoio. Saí do carro antes de Rachel e agradeci a Johnny, que apenas acenou brevemente. A menina agarrou levemente no meu braço e levou-me para dentro do apartamento, que se apresentava mais arrumado e limpo do que o meu alguma vez fora. Porteiro, elevador, corredor, todos eram desafios a níveis psicológicos diferentes. A porta aguardada chegou pouco depois. Rachel abriu-a e eu entrei primeiro.

Conforto e segurança. Uma hipótese de me vestir, lavar, comer e, sobretudo, dormir. Tudo isso era o que eu via naquela casa, tão comum, que passava desapercebida no meio de tantas outras. Não sorri, mas revistei todos os recantos daquele hall. Os meus olhos rolavam de um lado para o outro, como que procurando algo suspeito. Só de ver o telefone fixo fiquei exaltada...

Rachel atirou-se cansada para o sofá. Permaneci de pé, estática e confusa, a olhar para ela. Tudo naquela casa estava a meu dispor, segundo o que ela me disse. Não queria abusar da sorte e da hospitalidade, mas a fome e sono gritavam mais alto do que a educação. Uma pergunta desconfortável seguiu-se: o que se passara comigo. Mordi muito ligeiramente o lábio e refleti antes de responder. Ela tinha o direito de saber. Embora nem eu percebesse muito bem toda aquela teia, tentaria fazer o melhor a explicar. Coloquei um pouco de cabelo atrás da orelha e sentei-me hirta no sofá, ligeiramente afastada dos pés dela.

- O que aconteceu comigo?... É uma longa história- Suspirei- Eu tentei suicidar-me há bastante pouco tempo- As feições dela contorceram-se ligeiramente numa expressão preocupada e de receio, como aliás já haviam feito muito nessa noite- O que me fez fazer isso foram vários fatores. Descobri que era lésbica, quem eu amo não me ama, os meus pais não têm tempo para mim, nem sei há quanto tempo não os vejo... Uma das minhas duas irmãs ausentou-se, mas agora voltou, não sei porquê nem há quanto tempo. A outra minha irmã, companheira de infância e de vida, deve odiar-me neste momento- Lágrimas ameaçavam cair e senti os olhos ficarem húmidos. Rachel mudou de posição e colocou o seu braço à volta dos meus ombros- Eu não tenho para onde ir, fugi há umas horas de um hospital só para ir uma festa, estão à minha procura, se me encontram vou para um hospício- O rosto contorceu e lágrimas começaram a jorrar. As últimas palavras saíram num timbre de choro e sofrido- Estou completamente perdida, numa casa de uma pessoa que não conheço. Tenho cortes nos braços e estou completamente arrasada. Só quero morrer. Quero que todo este inferno acabe de vez- Coloquei os cotovelos nos joelhos e apoiei a cara nas mãos, chorando. Rachel acariciava-me as costas. E apenas esse mínimo gesto fez-me lembrar de Emily, que neste momento, tal como eu, me deveria querer morta. E mais uma vez me perguntei como é que chegara àquele ponto.





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Re: Sala de Estar - Jantar

Mensagem por Rachel Horowitz-Berry em Qui 19 Set - 18:28:02




Rachel Berry Está no Brooklyn Com Eden Von Helling Em Casa.
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e Está Ouvindo Cry - Kelly Clarkson
I Feel so close to you.


Os poucos minutos que faziam após minha chegada com Eden mas mesmo assim o tempo custava a passar, parecia que o tempo havia parado, percebi na feição de Eden que aquela pergunta não havia sido uma boa ideia. Ela se sentou no canto do sofá. Observei atentamente livrando minha mente de qualquer outro pensamento me concentrando unicamente na garota e nas suas palavras que na medida que eram ditas iam me causando um aperto mais forte no peito. Agora tudo estava explicado, o motivo do suicídio não era algo simples ou bobagem de adolescente, o caso da garota era realmente sério, com certeza ela deveria ter a mente perturbada, atormentada com tudo aquilo.
Me sentei ereta ao lado da garota e passei a mão sobre o ombro dela, talvez aquilo fosse inútil mas eu queria apenas conforta-la de algum jeito. Eu sabia que a garota iria desabar no momento em que vi seus olhos brilharem, as lagrimas iam transbordando dos olhos dela, aquilo só fez meu coração ficar mais sufocado do que já estava, sentia um nó agoniante na garganta, eu sabia que não suportaria ver a garota chorar sem fazer o mesmo, ainda mais naquela situação. Passei a sentir uma compaixão pela garota e tentaria ajuda-la da forma que estivesse ao meu alcance. Eden afundou o rosto na mão e começou a chorar, eu me pus a acariciar as costas dela sentindo meus olhos queimarem, logo as lágrimas iam percorrendo meu rosto, chorava calada,  não com a mesma intensidade de Eden mas as lagrimas teimavam a descer entre os meus olhos. Levei minhas mãos até as mãos da garota e puxei as para perto de minha perna, agora que seus ombros estavam estendidos num meu campo de visão pude ver as cicatrizes quase impercebíveis na altura do pulso.  Pude ver o rosto molhado e cansado dela, vi a feição dela mudar ao ver meus olhos molhados também. Suspirei tentando me recompor e passei uma mão sobre o rosto da garota tentando enxugar a face pálida dela. -Olha só, você não está na casa de uma desconhecida, você já é mais que uma estranha para mim Eden. Olha pra mim, me prometa que não tentará nada contra si mesma, e não tenha medo de ser internada, se não se senti a vontade indo a clínicas ou a hospitais o que acha de ter um médico particular ? - Forcei um sorriso simpático entre meus lábios e passei a mão abaixo dos meus olhos limpando a umidade que ali estava. -Você é Linda Eden, não se machuque para descontar a raiva que senti. Todos nós temos algo que nos leve a beira, algo que nos abale tanto que a única opção que pareci ser viável é o fim, talvez isso tenha a abalado mas não tente isso de novo. Olha, se estiver se sentindo assim novamente, querendo fugir de tudo pode vir para minha casa, procure qualquer outra saída menos esta. Encarava os olhos da garota, a profundidade que eles tinham me proporcionava uma viagem. Puxei a garota entre os meus braços e a abracei num modo protetor, não interessava o fato de termos nos conhecido a apenas alguma horas mas tentaria ser uma ajuda para a garota, tentaria ajuda-la de qualquer forma.
-Ok, chega de chorar tá bom, agora você irá tomar um banho, e eu prepararei um sanduíche para você combinado.- Dei um beijo sobre a cabeça dela e a afastei delicadamente dando lhe um sorriso reconfortante. -O banheiro fica no final do corredor certo ? Bom banho, logo logo levo uma roupa para você. Apontei para o corredor que se estendia na ala esquerda do hall e sorri antes de me virar e caminhar até a cozinha para preparar algo para a garota comer. Dei um suspiro, aqueles últimos acontecimentos haviam mexido comigo, não via Eden como um desconhecida, agora sentia afeto por ela e faria de tudo para dar o conforto que ela precisava naquele momento.

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Re: Sala de Estar - Jantar

Mensagem por Eden Von Helling em Sex 20 Set - 12:40:49

You are my safe port, I know I can count on you. We will probably be great friends and that's so exciting.
Hope?

O choro tornava-se cada vez mais intenso. O meu semblante encharcado parecia expulsar nesse momento todo o rio de lágrimas que havia estado enclausurado durante tanto tempo na minha alma. As minhas mãos foram colocadas graciosamente nas pernas de Rachel, num gesto de afeto. Com os olhos completamente vermelho e inchados, observei o rosto da garota. Já não estava apático, nem confuso, nem receoso. Mostrava-se triste, num limiar fino e sensível entre a firmeza e o choro. Sem dar por isso, cessei os soluços para observar a expressão da morena, que parecia verdadeiramente preocupada comigo. A sua mão acariciou levemente a minha face húmida e cansada. E o que se seguiu foi talvez o maior e melhor momento de felicidade e esperança que eu jamais me lembrava de ter ocorrido à minha pessoa nos últimos anos.

Palavras doces, genuínas e de conforto acariciavam-me a alma. Uma pequena luz, ali bem longe, começou a brilhar. A luz da fé de que tudo ficaria bem e que na verdade tinha alguém que gostava de mim e me apoiava. Luz, no meio da escuridão. Esperança. Palavras que outrora acharia mentiras e ameaças, mas que todavia me pareciam a mais pura das sinceridades naquele momento, com aquela pessoa. Como se, mesmo que me conhecesse apenas há umas horas, já tivesse chegado mais dentro de mim do que qualquer outra pessoa. Ela descobrira beleza em mim. Escavara aos poucos o que achava serem os restos de uma alegre adolescente. As suas palavras cúmplices de compreensão eram talvez o melhor que eu podia pedir. Alguém que não me visse como uma pequena suicida sem noção, mas sim como uma criança que sofrera demasiado para a sua idade. Não me sentia louca e incompreendida. E, para mim, isso era o melhor que eu podia pedir.

Por fim, deixou de falar. Algo estranho, intruso, até nostálgico se apoderou de mim. No segundo seguinte, sem controlar esse impulso natural e verdadeiro, sorri sinceramente para Rachel. Ela abraçou-me nesse instante. Dessa vez, em vez de me mostrar completamente apática, também a envolvi nos meus braços. E assim ficámos por momentos. Temia que quando nos largássemos, eu voltasse àquele buraco fundo onde caía permanentemente na escuridão. Só que depois lembrei-me: eu ainda estava nele. Embora, talvez, tivesse encontrado uma corda, uma salvação. E agora tinha de me agarrar a ela e tentar subir para a luz.

Ela levantou-se, beijando levemente a testa e indicando-me o caminho para o banheiro. Claro que ela não sabia como eu me suicidara, mas também não lhe iria contar esse tipo de pormenores. Pelo menos não agora. Fiquei ainda um pouco sentada no sofá, relembrando o tacto dos braços de Rachel sobre os meus. Os meus olhos fixavam a parede vazia, porém a minha mente viajava por lugares distantes. Os pensamentos eram sempre os mesmos, que apenas variavam num sentido retrógrado e que acabava sempre por voltar ao mesmo. Por fim, levantei-me e dirigi-me ao dito corredor. Ao fundo, uma porta. Tinha medo de que, quando a abrisse e olhasse para a banheira, acordasse na maca de hospital e percebesse que fora tudo um sonho. Porém, tinha de ir. Pois uma parte ainda racional de mim dizia que nada estava para além daquela mera porta ao fundo do corredor escuro. Excepto os meus demónios.

Passo a passo cheguei à maçaneta, que rodei vagarosamente. Por sorte, era um banheiro belo e extremamente diferente daquele em que tudo acontecera. Era repleto de tons neutros de castanho e algumas pedras e um cheiro agradável característico conferiam-lhe uma aura zen. Abri logo a torneira da água quente, para começar a encher a banheira. Sentei-me no chão e retirei os sapatos altos lentamente. Alguma tinta teimosa agarrada a eles ameaçava que o seu próximo destino fosse o lixo. Suspirei e retirei o vestido sem alças, preto. A roupa interior reveladora seguiu-se. Levantei-me, sem roupa alguma. Tranquei a porta e dirigi-me à bancada do lavatório. Apoiei os braços no mesmo, a cabeça para baixo. E sim, comecei a chorar. Estava tão magra que se tornava doentio. Tinha receio de erguer a cabeça e olhar para o espelho, mas acabou por acontecer. Solucei e olhos começaram a lacrimejar ainda mais. Encostei-me à parede e comecei a deitar tudo para fora, descontroladamente. As minhas costas deslizaram pela pedra da mesma, até a cabeça ficar entre as pernas. Assim fiquei até Rachel bater à porta e perguntar se estava tudo bem. Engoli em seco o choro, limpei os olhos e afirmei um límpido "Sim". Aproveitei a ocasião para me colocar dentro da banheira, que entretanto ficara cheia. Era tão difícil. Tão difícil resistir à tentação de me afogar. Porque daquela vez era muito provável conseguir matar-me sem se interrompida. Mas dessa vez faltava-me a coragem. Ou a cobardia.

Não consegui relaxar, visto estar sempre de dentes fortemente cerrados e intercalando isso com roer as unhas. Quando estava razoavelmente lavada, saí logo da banheira. Estava orgulhosa por não estar morta, e envergonhada por ter orgulho de algo tão... estúpido. Enrolei-me numa toalha e fui até ao quarto, onde um pijama colorido e pouco usado repousava na cama, junto com umas meias e cuecas. Tal como mamãe, quando era mais presente, as costumava colocar. Sorri ao lembrar-me desses doces tempos. Vesti o colorido pijama, enfeitado com desenhos fofos de cupcakes. Ficava-me pequeno. Eu reparara que Rachel era um tanto baixa, e já que eu era muito alta para a minha idade, parecia que estava a usar roupa para catorze anos. Depois de pentear e secar o cabelo, lavar os dentes com uma escova suplente da garota e acabar o resto das rotinas pós-banho, dirigi-me à cozinha. O cheiro era muito bom. A mesa estava posta para dois. Só que desta vez a minha acompanhante não era Emily, mas sim Rachel. Sorri para ela, que finalizava os preparos, colocando os guardanapos. Perguntei se ela necessitava de ajuda, porém, como explicitamente respondeu, já havia terminado. Sentei-me e olhei para a comida, com um aspeto delicioso. Os meus olhos já pestanejavam pesadamente, tal era o sono e o cansaço. Bocejei intensamente e olhei para Rachel.

- Não tenho muita fome- Mordi o lábio.



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Re: Sala de Estar - Jantar

Mensagem por Rachel Horowitz-Berry em Qua 25 Set - 2:39:25




Rachel Berry Está no Brooklyn Com Eden Von Helling Em Casa.
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Tudo parecia estar correndo perfeitamente, Eden estava no banheiro, o que me deu uma certa aflição, ela lá sozinha parecia um convite para uma nova tragédia. Separei um pijama para ela, um que eu não usava a algum tempo. Depositei-o na cama e sai do quarto ficando parada no corredor, o silencio me incomodou, talvez eu devesse confirmar se a garota estava bem, só assim ficaria tranquila. Caminhei até a porta do banheiro e pus o ouvido sobre a superfície de madeira tentando absolver qualquer detalhe que fosse alarmante, não ouvia nada de mais e isso só me causou mais aflição. Dei três batidas rápidas na porta tentando chamar a atenção da garota que estava do outro lado. - Eden, está tudo bem ? - Apertei os lábios esperando alguma resposta positiva vindo dela e após ouvir a voz fraca e abafada responder a minha pergunta eu relaxei os ombros soltando o ar dos pulmões, ela ficaria bem, eu tentaria fazer de tudo para que ela sentisse isso, se sentisse em casa, acolhida, Protegida.

Próxima missão, alimenta-la, eu não tinha um certo dote culinário mas conseguiria usar o microondas. Por sorte havia comprado Pizzas só precisava descongelar e esquentar, isso seria trabalho do microondas. Comecei a arrumar a mesa, pus copos, pratos, talheres e uma guardanapos, foi nesse momento em que a garota adentrou a sala trajada com a roupa, eu hesitei rir, talvez aquilo soaria grosseiro então apenas sorri fitando-a por completo, a roupa parecia um pouco pequena, eu e Eden não tínhamos a mesma altura, ela era mais alta que eu assim como o resto do mundo. O aparelho num suporte de mármore apitou sinalizando que o lanche já estava pronto. Retirei os pedaços de Pizza do microondas e depositei sobre a mesa acompanhados de uma jarra de suco. Eden se sentou na cadeira livre logo a frente da que eu me sentaria. As palavras dela chamaram minha atenção, arqueei os lábios mostrando uma cara chateada. - Suponho que você não deve ter comido nada nas ultimas horas, come só um pouco, vai te fazer bem. Depois irá descansar, no meu quarto ok ? - Sorri gentilmente e me sentei na cadeira a frente da dela. Enchi o copo da garota com o suco e assenti com a cabeça motivando-a a dar um gole. Me servi de um pedaço da Pizza e logo após depositei um pedaço no prato dela. Fixei o olhar nela esperando que ela comesse pelo menos um pedaço do alimento, seria bom que ela se alimentasse, iria dormir melhor. - Não vou comer até você comer junto.- Sorri tentando parecer descontraída e cruzei os braços pondo os sobre a mesa esperando que ela começasse a comer.

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Re: Sala de Estar - Jantar

Mensagem por Eden Von Helling em Sab 28 Set - 7:46:32

You are my safe port, I know I can count on you. We will probably be great friends and that's so exciting.
A safe hug.

O seu semblante rapidamente se mostrou invito, pois provavelmente não ficara agradada com a minha ingratidão mimada. Mordi de forma ligeira o lábio quando Rachel começou o um pequeno sermão, repulsivo de se ouvir, porém correto e necessário. Ela sentou-se à minha frente e eu permaneci hirta, enquanto o meu copo era enchido. Colocou uma fatia de pizza no meu prato. Estava faminta, mas sem disposição para comer. Era estranho e desconfortável... E foi pior quando ela cruzou os braços e usou uma chantagem astuta para eu comer. Fixei-a por um pouco, esperando que desistisse e se agarrasse à comida. Contudo, os tique-taques repetitivos do relógio soavam num ritmo marcado, e ela continuava a olhar para mim. Desviei os olhos para a pizza. Tinha bom aspeto, mas naquele momento eu não estava mesmo pronta a comer. Enfim, há pequenos sacrifícios que valem a pena serem tomados, e que neste caso seriam benévolos para ambas. Suspirei e peguei num guardanapo, levando a pizza à mão. Talheres? Não me apetecia demonstrar etiqueta. A primeira dentada foi lenta e a melhor. Depois dela, Rachel também começou a sua refeição com um sorriso, embora de modo mais educado. Só me apercebi da fome que realmente tinha quando comi duas fatias grandes em menos de um minuto. Bebi o suco, também saboroso. Lembrei-me dos bons momentos em que era mais nova e eu, Emily e Alexia fazíamos concursos de arrotos. Normalmente a disputa pelo primeiro lugar era entre mim e a mais velha, visto que Lexi era mais reservada, limpa e ajuizada. Dei uma pequena risada. Por fim, quando comera mais de metade da pizza, limpei a boca com o guardanapo e pousei-o -Terminei- Disse eu. Ela deu uma última dentada à fatia sobrevivente, ajeitando o cabelo para trás da orelha depois. Referiu que eu poderia dormir no seu quarto, que ela ocupar-se-ia do sofá. Indignada, ripostei. -Não, não. Isso nem é uma opção. Eu fico no sofá- Ela começou a apresentar argumentos previsíveis sobre que eu devia ficar confortável na cama, pois passara por muito, e outro tipo de objeções desse género. Eu levantei-me decidida, arrumando a cadeira de seguida. - Rachel, já me estás a ajudar muito. É o mínimo que eu posso fazer- Sorri docemente e estendi a mão para a ajudar a levantar. Ela assim fez. Abriu a boca para falar mais, mas eu lancei-lhe um olhar de "Não vale a pena, eu sou muito teimosa" e ela suspirou, com uma ligeira frustração reconhecível. Abandonou o cômodo.

Ela foi arrumando o travesseiro, a manta e tudo no sofá, enquanto eu arrumava a mesa de jantar e levantava os pratos. Enquanto monotonamente limpava a loiça no lavatório, refleti sobre o meu comportamento nessa refeição. Depois da ingratidão viera a gula e o egoísmo, dando lugar à teimosia no final. Eu não era nem estava perto de ser a hóspede ideal. Todavia, examinando a situação, não era qualquer drogada embriagada fugitiva e suicida que se dispunha a lavar os pratos depois do que passara. Foi árduo e complicado, mas consegui terminar. Sacudi as mãos, bocejei e concentrei toda a minha pouca energia para manter os olhos abertos. Cheguei à sala, onde Rachel ajeitava o travesseiro pela última vez. Para sofá, passava bem por uma cama bem catita, depois de todos os preparativos da noite colocados a rigor. Desejei boas noites a Rachel. Inicialmente apenas acenei, visto ela estar naquele momento na porta da sala e eu próxima do sofá. Depois, sorrindo, dirigi-me à garota com um passo quase de corrida e abracei-a fortemente -Obrigada, muito obrigada- Ela colocou a minha cabeça entre as suas duas mãos, afastando-a e olhando ternamente para mim. Por um segundo parecia que ia falar, mas depois, para meu espanto, também me abraçou. Assim ficámos naquele momento, conhecidas há umas horas, mas agora ligadas por um elo inerente e fortíssimo, que naquele momento era infinito. Por fim separámo-nos. Sorrimos uma para a outra e eu acenei. Ela saiu da sala, provavelmente para ir até ao seu quarto. Atirei-me para o sofá, nos extremos da exaustão.

Foi uma questão de segundos até adormecer completamente e mergulhar no mundo distante dos sonhos.



notes: hope ; tags: Rachel; wearing: this; Thanks Maay From TPO.
Eden Von Helling
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Somewhere, somehow.
*-*
ESPS

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Re: Sala de Estar - Jantar

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