Hall de Entrada

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Hall de Entrada

Mensagem por Secret em Sex 9 Ago - 20:16:59


Primeiro cômodo da cobertura, aqui fica a porta que dá para o elevador no último andar do prédio, e é onde se recebem todos os visitantes. Possui uma decoração clássica e vitoriana toda em clores claras contrastando com cores quentes de creme ao marrom, possui uma charmosa escada que leva ao segundo andar da casa onde se localizam todos os quartos, e também uma porta à direita que leva para a sala de estar. Para que o elevador alcance o andar da cobertura é necessário o desbloqueio que apenas o porteiro poderá fazer após anunciar a chegada do visitante á governanta da casa que deverá autorizar ou não sua entrada.
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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Edgar Dohrn Morteri em Sex 6 Set - 16:53:06

Manipulating.
I dare you to resist.
O olhar de Edgar transitava de malícia ao prazer enquanto um cigarro em seu fim jazia entrelaçado em seus dedos. Edgar era encontrado sem movimento em uma poltrona de material rígido e negro, onde habitualmente se mantivera por longo tempo. O odor de seu cigarro reinara pelo ambiente, acumulando-se ao clima gélido e sombrio, onde cortinas, também negras, impediam a entrada dos raios solares. Edgar não saberia dizer se era dia, ao contrário, pouco lhe importava. Seus pensamentos eram doentios, mórbidos. Sentira-se pendendo ao desespero: um cálido abismo. Os traços complexos e poucos conhecidos pelo garoto do vestido encontrado sobre os lençóis desgrenhados impulsionavam-lhe a executar ações queridas, porém pensadas demais para serem feitas sem precisão.

Edgar recordara-se do telefonema que recebera às horas anteriores: o modo como certo vestido entregara-lhe modo de se vingar. O garoto resistira ao impulso de usufruir de fatores obscuros para conseguir o que cobiçara. Vingança. Uma voz ligara-lhe, a mesma com perceptível amabilidade. As expressas palavras eram claras: o motivo de tal dócil voz seria levar-lhe a devolver o vestido odiado. Barbara Bertrand o cobiçava e Edgar soubera como modelar a situação ao seu benefício.

O garoto obtivera uma impensada ideia de como instigar dor com eficiência, descrição e lentidão, porém sua genialidade mental não o permitira, deveria ser racional com o que estaria prestes a realizar. Fora com este pensamento que Edgar erguera-se bruscamente e, depositando as sobras do que fora um cigarro sobre um móvel rústico e adornado em negro, usufruíra de passadas apressadas pelo corredor. O encontro com os raios solares lhe causara incômoda ardência aos olhos.

O apartamento das irmãs Bertrand pudera ser alcançado com veemência, Edgar o fez ofegante. Ele levara sua mão direita ao encontro do material ocre da porta, tocando no mesmo com involuntária brutalidade. A criada aparecera com eficiência, logo lhe perguntara o seu desejo.

“Barbara”, dissera Edgar. Seu tom vocal era demasiado arrastado, imprudente. O semblante confuso da criada deixara-lhe constrangido, porém não demonstrara. Assim que recebera a devida permissão para adentrar, pisoteara a superfície de mármore. Observara os mínimos detalhes enquanto permanecia quieto e desconfortável no aguardo. Barbara irrompera rumando ao encontro de Edgar com seus passos ecoando pelo ambiente. Assim que a mesma era encontrada defronte com o garoto, ele lhe dissera em seu tom formal e sedutor:

“Venho trazendo uma proposta. Penso que irá adorá-la”, Edgar sorrira maliciosamente.
@Chris
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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Barbara Murdoch Bertrand em Sex 6 Set - 21:12:22



The fear of falling apart


Quanto tempo havia se passado desde que eu chegara? Décadas? Séculos? De acordo com o relógio Treze; Treze minutos. Justo este fatídico número que me recordava tantos dissabores, número amargo e detestável que tantos diziam causar azar, e eu era uma destes tantos. Número ímpar feito apenas de números ímpares, vinte e três era suportável, dois e três, mas treze era um e três, regiamente irritante. Talvez eu estivesse entrando em colapso, desde que eu chegara em casa não queria mais arranjar o que fazer, eu estava tão irritada, mas não queria extravasar a fúria eu apenas chegara empurrando a porta do meu quarto e me jogando em cima da cama sem ao menos dar-me o trabalho de trocar a roupa, nem mesmo os sapatos eu havia tirado. Levantei-me finalmente puxando a roupa de cama arruinando a arrumação feita por uma das criadas provavelmente logo depois que eu saí; Mas eu nem sequer ligava, nunca dera importância ao trabalho alheio a partir do momento que eles eram pagos de alguma forma, cada um com sua obrigação. Desde os quinze eu me tornara assim: seca, insensível, gélida e dura. Quinze, outro número que eu odiava. Quinze minutos se passaram desde que eu chegara.

Recostei-me no sofá abaixo da janela cobrindo-me com a roupa de cama, encostando minha cabeça no vidro da janela, olhei atentamente para o cotidiano que passava incômodo pelas ruas de Manhattan, alguém tinha tanta dificuldade em estacionar um carro que me fez ter vontade de explodi-lo apertando apenas um botão se eu o pudesse fazê-lo. Impaciente e intolerante, assim eu era. Eu estava enganando a mim mesma fingindo não saber o meu desinteresse por extravasar a cólera em atividades produtivas, mas eu sabia perfeitamente. Hoje era o dia que meu pai me ligaria para discutir sobre o meu futuro, já que este era meu último ano no instituto. Mas a verdade é que eu não desejava futuro nenhum, eu queria parar o tempo por razões fúteis, simplesmente por não ter que me dar a chance de fracassar, intolerante. Levantei-me impaciente andando até o outro lado do quarto parando em frente ao espelho observando minha imagem. Bonita, claro, sempre me achara de aparência impecável. Porém desta vez eu enxergava algo à mais desta vez, eu parecia uma criança. Minha aparência era absurdamente ingênua e imatura, observei minhas roupas: A saia rodada cercada e tudo tão cercado de delicados adornos, rendas e tecidos suaves. O rosto cheio e meigo cercado pelo cabelo de cachos distintos preso de forma infantil. Levei minhas mãos cravando os dedos entre o cabelo com os olhos marejados de fúria e a expressão agoniada no mais profundo desespero, e cada célula de meu corpo parecia gritar socorro, a cólera contida a fúria aprisionada estava se libertando violentamente numa explosão de angústia dentro de mim. Joguei-me na cama e agarrei uma almofada que estava por perto e pressionei-a contra o rosto para abafar um grito estridente de aflição, chacoalhava as pernas pedindo pelo término dessa tortura miserável que era a indecisão. Eu queria ser uma mulher, mas não estava pronta, eu também desejava fervorosamente poder continuar à ser a garotinha mimada do colegial, à isso se resume a indecisão afinal: Querer algo sabendo que o melhor seria querer outra coisa. Querer fugir das responsabilidades sabendo que eu deveria querer enfrentá-las.

Ouvi um ruído vindo da porta, alguém batia. — O QUE É? — Berrei indelicadamente sem ao menos pensar em quem poderia estar do outro lado. — Alguém espera pela Srta. Lá em baixo. — Alguma criada disse. Mas quem diabos ousava incomodar-me justo agora? — Mas o que eu estava pensando? Essa era a oportunidade de sair dessa agonia! — Levantei-me agarrando violentamente a maçaneta encarando a serviçal de quem eu não me lembrava ter visto antes. — Quem é? — Perguntei arrogante. A mulher pareceu desconfortável sabendo que havia cometido um erro, não perguntara quem era. Antes que ela pudesse dar uma justificativa patética, revirei os olhos e fechei a porta de meu quarto rumando para a escada principal da casa. Arrastando a ponta dos dedos pelo corrimão da escada eu descia os degraus curiosa por quem estaria me esperando, o som dos meus saltos batendo contra o chão ecoava pelo cômodo. Minha expressão era altiva para quem quer que estivesse à minha espera, mas se alterou por um olhar de demasiada surpresa quando observei a figura esguia do garoto conhecido, porém não habitual, parado próximo da escada. Mordi meu lábio internamente perguntando curiosa — Edgar? — Que diabos fazia Edgar Morteri em minha casa justamente hoje? — Venho trazendo uma proposta. Penso que irá adorá-la — Ele disse sorrindo provocativo. Cruzei os braços interessada olhando o garoto de cima a baixo. — Uma proposta? Acho bom me impressionar, Morteri, se não perderá a viagem. — Olhei para a criada que esperava parada ao lado da escada. — Traga... — Desviei o olhar para o garoto por um instante como se tentasse adivinhar — Uísque, e depois suma daqui. — Terminei a frase esperando não ser interrompida, eu era boa anfitriã e ao mesmo tempo péssima, eu proveria conforto às minhas visitas desde que fosse do meu jeito, se contrariada era detestável. Gesticulei com a mão para que ele me acompanhasse ao sentar em uma das poltronas localizadas ao lado. Uma proposta de Edgar certamente deveria ser encarada bem acomodada, e até o uísque nessas circunstâncias, seria propriamente adequado.



From pieces of broken memories

POST:??? • CLOTHES: This • LISTENING: This is gospel- • NOTES: A proposal? I think it's better  impress me, otherwise, you will lose the trip.
TKS, CLUMSY @ SA
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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Edgar Dohrn Morteri em Dom 8 Set - 19:47:43

Manipulating.
I dare you to resist.
Edgar notara o semblante surpreso de Barbara, ouvira muito falar da mesma. Barbara Bertrand é, claramente, alguém a se considerar, pensara Edgar, avançando, suas passadas eram calmas e pensadas. A voz dócil e amável dissera-lhe que a loira imóvel à frente de Edgar cobiçava o maldito vestido: tal envolvido aos lençóis enegrecidos em um bagunçado quarto do apartamento 3033. O gêmeo, então, decidira aproveitar-se de tamanho desejo.

Edgar mantivera-se imóvel, mas, simultaneamente, elétrico. Sentira-se envolvido. A criada se ausentara, rumando ao local onde, do mesmo, arrancaria uísque. O uísque que, de certa forma, deixaria Edgar duplamente elétrico. O garoto acomodara-se à poltrona esquerda, entrelaçando seus dedos. "Bom...", começara Edgar, contando-lhe, aos mínimos detalhes, seus feitos recentes. O olhar do gêmeo expressava poder.

"E, na festa, pretendo...", fora interrompido, neste momento, pela criada trazendo consigo o aclamado uísque. Edgar sorrira, capturando precocemente sua dose. Detalhes fluíram... Foram jogados aos ares e quando, por fim, o Morteri citara o futuro do conjunto de tecidos adorado por Barbara, sentira o poder exalado. "Um pouco mais, por favor", ordenara e bebericara do líquido recém depositado ao copo. Ouvira as falas de Barbara, pouco interessado, querendo, na verdade, a bebida.

Saíra do ambiente minuciosamente decorado do mesmo modo que entrara: elétrico, mas não veloz. O que desejara executar era deveras pensado, não falharia.
@Chris
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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Edgar Dohrn Morteri em Sex 9 Jan - 17:59:00


Edgar esperava que o acampamento cumprisse o que prometeu. Suas expectativas, altas, instauraram-se no alemão e ele chegou mesmo a acreditar que sim, aquelas seriam férias consideráveis. O que não aconteceu, pois logo após pouquíssimo tempo ele retornou para Nova Iorque, dizendo que o motivo que o trouxe de volta foi puramente o tédio de estar num local integramente verde e úmido. Ele prefere o urbano, o caos, os sons de freios e buzinas enlouquecidas em uma metrópole referencial.

Sua única decepção: ter cedido muito cedo, sem ao menos se relacionar com uma ou duas, sem ao menos ter fumado até os neurônios berrarem por sossego. Agora é tarde demais, Edgar Morteri. Você retornou à Nova Iorque e agora o acampamento está a quilômetros e quilômetros de ti, intocável e decerto impenetrável por quaisquer meios de comunicação. Quem sabe é melhor assim, quem sabe os holofotes todos se voltem àquele paraíso natural e suas futuras noitadas sejam do puro e adorável descanso daquelas lentes imperdoáveis.

Seu organismo estava limpo. Limpo de resquícios de álcool, de toxinas presentes em cigarro. Seu vício, entretanto, clama por alimento, e Edgar é um homem que vive por seus vícios. A nicotina encontrou espaço dentro de seus pulmões a partir do momento em que ele posicionou o Lucky Strike entre seus lábios, sugando de sua composição interior com fervor. Do álcool ele preferiu o usual uísque que caracteriza os alemães que são os Morteri, este que desceu rasgando seu esôfago em um prazer que somente um viciado ousa aceitar para si.

É aconselhável não agir por impulso. O raciocínio é falho, e as chances de se foder são altas, inevitáveis. O álcool o domava, os efeitos daquele líquido o tomaram e ele adorava profundamente como o controle de seu próprio corpo se esvaía. Um singelo movimento, que seria perfeitamente executado caso sóbrio, o leva ao chão em um baque surdo, lesado pelo próprio cérebro, que se tornou deficiente. Ele se ergue, notando que o piso polido, de mármore, de seu apartamento é frio, sólido, e o nocauteou involuntariamente.

Ele procurou por ela. Ela, Barbara Bertrand. Loira, francesa, cuja história consigo é gigantesca. De altos e baixos, de ódio barato, àquela sensação esquisita de querer vê-la a qualquer custo, dirigir a 140 km/h nas ruas de Manhattan rumo àquela cobertura que ele conhece bem, onde propôs algo bobo, totalmente bobo, mas que funcionou. O esportivo de Edgar acabou-se pela imprudência do dono, mas tal dono viveu. Conseguiu pressionar o botão da cobertura e permitiu que o elevador o erguesse, permitiu que aquele som ambiente o acalmasse, mesmo com suas pupilas dilatadas e sua concentração gasta, de impossível foco.  

Mas ele focou nela quando a viu. O álcool fez maravilhas a Edgar, que por orgulho não estaria ali, caso sóbrio. Suas pernas estão fracas, ele só quer dormir, mas não adormeceria naquele tapete refinado das francesas. Sua voz esteve alta, mas não por vontade própria, pois, para ele, havia sussurrado romanticamente, o que é controverso à realidade. Ele berrou por ela, a todos os pulmões, e ela surgiu ultrajada. Certamente ultrajada, claro! Um louco adentra em seu apartamento, gritando seu nome com uma voz tempestuosa, grossa, arrastada, de sílabas confusas, e o que você faz? O recebe com chá? Você fica ultrajado, mas é claro. Ainda mais se o louco, o bebum, é alguém conhecido, cuja existência só alimenta um ódio bobo, que liga o nome Edgar à personalidade rebelde de seu dono. Ele sabe o que quer dizer, mas não o diz de imediato. Ele quer vê-la primeiro, notar o quanto ela o odeia para que assim mude de ideia, rotacione os calcanhares e vá embora, conservando seu orgulho intacto.
614 palavras, com BARBIE

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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Barbara Murdoch Bertrand em Sex 9 Jan - 19:41:15


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Senti meu coração irromper numa batida singular, violenta e descompassada, ao perceber que George estacionava o caro em frente ao prédio onde se localizava a cobertura das Bertrand. Eu não queria subir, não queria sair do carro, não queria abrir a porta e não queria me mover do banco. Entretanto, eu sabia que fazer papel de escultura aterrorizada no banco de um Maybach não iria me ajudar em nada. Fechava os olhos e respirava profundamente quase periodicamente numa contagem de trinta em trinta segundos.

Não sabia se Aimée estaria em casa, se teria de lidar com tudo isso agora, e eu realmente esperava que não fosse preciso. Uma dor de cabeça atrevia-se a surgir na parte de trás do encéfalo e tudo o que eu não queria era ter de resolver mais problemas agora. Era engraçado que mesmo depois de abandonar todas as minhas obrigações sociais eu sentia um fardo tão grande quanto em minhas costas. As portas do elevador se abriram para a cobertura, um suspense irritante que me fazia temer o que encontraria do outro lado; Felizmente o Hall da cobertura estava vazio, e pelo que parecia a sala de estar também. Apressei-me para me esconder o mais rápido possível, subi as escadas na ponta dos pés à fim de que meus saltos não fizessem o mínimo ruído que pudesse denunciar minha presença. Fui surpreendida por Carmen que carregava uma pilha de roupas de cama no começo da escada.

- MERDA! -  Meus olhos arregalaram-se e a respiração parou de súbito. Por sorte não subira a voz para exclamar a indelicada expressão de surpresa. - Você quase assusta minha alma pra fora do meu corpo, Carmen! - Sussurrei pra governanta, alarmada por ainda se lembrar de como eu costumava lidar com esse tipo de situação. Felizmente, agora era diferente. - Tá tudo bem, não tem problema, eu vou estar no meu quarto se precisarem de mim. Tchauzinho! - Dei as costas à governanta e andei mais depressa que um fugitivo antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa à respeito de minha irmã.

Fechei a porta do quarto ainda cuidadosa com os ruídos, e respirei aliviada por finalmente estar à salvo de qualquer outra perturbação. Ou pelo menos era isso que eu pensava nos primeiros trinta segundos. Meu nome era berrado com tamanha intensidade do primeiro andar que eu poderia ter ouvido mesmo se eu realmente tivesse morrido da última vez que ouvi aquelas cordas vocais entoarem as mesmas sílabas.

-Aaaaaah puta que me pariu! - Apertei as pálpebras e creio que até mesmo rezei para que tudo aquilo fosse ilusão da minha mente perturbada. Não por muito tempo, já que me dei conta, que aqueles gritos eram toda a atenção cuja eu não queria voltada para mim agora. Girei a maçaneta num gesto violento, e sem importar com o barulho dos saltos que agora era realmente a menor das minhas preocupações e me dirigi em passos determinados até a fonte do escândalo.

Observando-o ao pé da escada eu não precisaria chegar um passo mais perto pra sentir o fedor embriagante de uísque e tabaco, já característicos de Edgar Morteri, mas que agora já estavas descritos em suas feições: As pálpebras caídas, a postura desajeitada e relaxada que só ocorriam quando Edgar estava realmente bêbado. E eu que pensava que não havia mais fluído de bateria neste mundo que fizessem efeito no corpo do Morteri.

-Que. Merda. Você. Pensa. Que. Está.Fazendo ? - Dividi a frase em períodos, sincronizados com meus passos de acordo com que descia a escada. Minha voz era de um tom baixo quase ameaçador e as palavras saíam afiadas por entre meus dentes cerrados num semblante sobrecarregado de ódio. Me passou pela cabeça uma situação parecida onde nós nos encontrávamos exatamente no mesmo lugar, porém numa ocasião aparentemente mais amigável, quando firmamos aquele trato ridículo que com certeza estava na minha lista de arrependimentos.

-Escute aqui seu saco de lixo mentalmente retardado com fedor de uísque. Você perdeu a noção de vez ou desenvolveu tendências suicidas? - Não importava quantas ofensas com que eu tentasse atingi-lo, suas feições deixavam claro que ele ouvira exatamente 0% de todas as palavras que eu disse. Levei uma das mãos à massagear a têmpora tentando evitar uma dor de cabeça que decerto estava por vir. A expressão de ódio se atenuara e se substituíra por um semblante cansado, por eu já saber que a raiva só prolongaria o problema, e também não retiraria informação alguma de Edgar, quanto mais uma útil, quando fitei o azul rodeado por vermelho de seus olhos soube que este seria demasiadamente um longo dia.

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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Edgar Dohrn Morteri em Sex 30 Jan - 20:18:27


Edgar, bebidas e estado de bêbado são melhores amigos desde quando o rapaz se entende por homem. Portanto, o ministério da saúde adverte: o que o alemão faz enquanto bêbado deve ser esquecido. Provavelmente não passa de uma brincadeira de um cérebro totalmente alterado e um corpo entorpecido, ou ele está realmente querendo conversar com Barbara. Mas por que Barbara? Das irmãs Bertrand, principalmente Barbara, ele só recebeu e continua a receber coices por detrás de coices. São ossos do ofício, elas o odeiam e ele não consegue manter a si apartado das francesas, como um imã que é atraído por ferro.

Aquele espaço de refino puro é conhecido por Edgar. Sua presença ali não pode ser considerada constante, mas de vez em quando ele surge para causar alguma encrenca. É impressionante a pendência de Edgar para com brigas e polêmicas. Desde que se viu como morador de Nova Iorque o homem consegue se envolver com discrepâncias e balbúrdia. Agora me diga quem é capaz de esquecer a vez que ele invadiu o território dos antigos institutos e organizou uma festinha simples que, de certa forma, acarretou em um dos inúmeros bafafás que fechou as escolas? Exato. Ninguém, pois é uma marca.

Devaneios e rodeios que o levam ao agora: tomado pela bebida e com um sentimento esquecido aquecendo a suas veias Edgar está querendo dizer algo, mas simplesmente tem a sua língua travada perante o choque que aquilo poderá trazer. Em sua mente algo tenta arduamente controlá-lo, bradando com estridência que este Edgar que se mostra inconsciente perante a loira não é ele. Ele é diferente, ele é o que todos têm como sua imagem. Um babaca que se importa somente consigo e com a vagina alheia.

Espera. Que loira? Edgar podia ver a si como um cego, pois o corpo que vê defronte não pertence a uma loira. Barbara Bertrand não está loira. Ele deve estar sonhando, não é possível. Quem sabe quando acordar estará entediado em um acolchoado respirando o ar puro e monótono do paraíso natural onde estão todos neste momento? Não é possível, repete o cérebro do alemão inúmeras vezes. O loiro de Barbara é sua marca do mesmo modo que a mesquinhez de Edgar é a sua. Aparentemente ambos estão buscando por surpreender; sem loira e sem mesquinhez. O que está acontecendo com os reis de Nova Iorque? Que insanos.

Você continua bonita. — Certamente Edgar não diz isso com todo o poderio vocal que está acostumado a ter. Ele trava a língua a cada sílaba, como que se o cérebro estivesse carregando cada uma delas e o sistema está falho. Ele tem de processar o que está a dizer, mas aparentemente seu filtro de informações está danificado assim como seu rim por ação do álcool. Ele simplesmente jorra as informações e que vão ao inferno as consequências. — Eu... Eu... Eu... — Cacete, Edgar. Recomponha-se, seu maconheiro de merda. — Eu quero te beijar pra caralho. — Acredite que na mente do alemão ele está sendo romântico. Realmente está, não é culpa dele. Culpe o álcool.

Ele ousa se aproximar um pouco. Um pouquinho, não muito. Só para que o que está a dizer seja ouvido com maior eficiência. O perfume de Barbara é muito conhecido e ele nunca havia dito que gosta com força dele. Jamais dirá, aliás. Não é coisa de macho dizer, não é mesmo? Ele somente irá dizer que os peitos dela são fartos e que este é o máximo de romantismo que consegue alcançar, ainda que não seja. Acredito que Barbie não pode estar pensando o mesmo sobre o perfume de Edgar, que é totalmente baseado no tanto de álcool que havia ingerido. O cheiro é forte e nauseante, entretanto Edgar não consegue senti-lo como os outros ou ele simplesmente não dá a mínima.
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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Barbara Murdoch Bertrand em Sex 3 Abr - 0:32:51


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Você continua bonita. — Edgar conseguiu enrolar as três palavras tão simples após alguns segundos onde suas feições poderiam ser assemelhadas a de alguém com problemas mentais, como se lutasse com o próprio raciocínio para reaprender como se falava. Provavelmente ele se referia ao meu novo cabelo escuro, o fato de eu ser Barbie Bertrand e não estar loira confundiria até mesmo quem estivesse sóbrio.  — Eu... Eu... Eu... — Edgar estava gaguejando? Ou era isso ou estava bêbada apenas por respirar aquele hálito etílico — Eu quero te beijar pra caralho. —  Minha boca se escancarou em surpresa, mesmo que todas as palavras fossem pronunciadas num sotaque incompreensível, com deficiências entre os períodos e num tom deveras arrastado era incomum de se ouvir algo parecido vindo de Edgar, ele quase, veja bem: quase, pareceu nervoso ao elaborar aquela espécie de elogio. Para pessoas normais aquilo passaria longe do conceito de elogio, mas para o Morteri em questão, era quase galanteador. — Q-Quê? — Eu certamente deveria estar afetada pelo álcool presente no ar, não conseguia compreender ou elaborar uma frase decente.

Edgar deu um passo tão longo, desajeitado e vertiginoso aproximando-se de mim que quase pareceu uma intimidação, os trejeitos do Morteri eram cômicos, e se eu não estivesse tão confusa estaria dando gargalhadas. De qualquer jeito eu ainda pude ligar os fatos, ou que dois mais dois são quatro e saber que com sua última frase a intenção do bebum naquele momento era realmente encurtar distância para tocar os lábios nos meus, e eu sabia que a sensação se não me colocasse em coma alcoólico ao menos seria parecida com a de beijar uma garrafa de uísque barato. Os olhos estavam tão embriagados e confusos que era quase um lamente desde que me agradava consideravelmente os círculos azulados dos olhos do Morteri, era o que ele sabia fazer bem: Estragar as coisas que eu gostava sempre que estava por perto.

Minha reação mais rápida foi a de segurar o rosto de Edgar apertando ambos os lados de sua mandíbula com a mão direita — Edgar, o. Quê. Você. Tá. Fazendo?— Minha cabeça se recolhia, criando distância entre os rostos o quanto fosse possível. Segurando seu rosto tive mais controle para pensar sobre o quê estava acontecendo, e para raciocinar sobre quais atitudes deveriam ser tomadas. — Você está bêbado, muito bêbado, e isso se eu estiver sendo muito esperançosa— Acreditar que a embriaguez de Edgar era causada apenas por álcool era ingenuidade. — Eu não vou falar com você nesse estado, então vá emb...— Não pude terminar a frase antes de de ser surpreendida pelo ruído que parecia vir do elevador subindo trazendo alguém para a cobertura. Merda! E se fosse Aimée? Eu não queria lidar com Aimée agora e muito menos queria que ela me visse naquela situação com Morteri. — Merda! Nós temos que ir, rápido! — Desci as escadas dando a volta em Edgar empurrando-o pelas costas escada acima, teria de escondê-lo em meu quarto até que fosse seguro para sair; o problema é que Edgar estava bêbado demais até para ser empurrado, e a cada um de seus passos lentos e trocados aumentava meu medo de que o desgraçado caísse e estragasse tudo. — Vem Logo, Edgar! — Puxei-o pelos braços ao alcançarmos o topo da escada. Milagrosamente alcançamos meu quarto e eu fechei a porta atrás de nós tão vorazmente quanto podia ser enquanto fazia silêncio. Empurrara Edgar para que se sentasse no sofá próximo a porta, ele não exatamente se sentou, mas de alguma forma aterrissou lá de modo que não desmaiasse e batesse a cabeça no chão do meu quarto. — Ok— Virei-me para o Morteri de braços cruzados e postura altiva — Agora me escute bem, você vai fazer silêncio e em troca eu tento ouvir o que você veio aqui para me diz...— Respirei profundamente. Edgar não estava em condições de soletrar A-E-I-O-U naquele momento, estava tão chapado que se eu desse perfume dizendo ser uísque ele beberia elogiando. Meus olhos reviraram-se quando percebi o que teria de fazer — Vamos lá, você vai tomar um banho gelado.

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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Edgar Dohrn Morteri em Sex 3 Abr - 2:42:17


A entorpecência o retira de órbita; é como estar ali de corpo, mas com a alma perambulando livre. O olhar é borrado, arduamente focado e facilmente perdido em uma quantia exorbitante de luzes — por que tão claro? — e em formatos, cores. Suas pernas tremem com algo o dizendo que o peso não está sendo sustentado com tamanho fervor como anteriormente. E trôpego Edgar se aproxima de Barbara, os cheiros de ambos se envolvendo num só, numa singularidade extravagante. O amargor alcoólico com o caro da francesa, excetuando o hálito ardido que é emanado do interior da boca do alemão, interior este sofrido pela quantidade colossal de doses ingeridas.

Horas atrás Edgar apenas pensou em engolir, e engolir, e engolir. O corpo sofrendo com a diversidade alcoólica à força colocada em suas dependências e ele singelamente bebia sem ver o quê. Queria estar alto, com a sensação maravilhosa de torpor, de sensibilidade extrema da derme, de esquecer o que lhe é importante, apenas focar no superficial e neste somente. Todavia, algo se deu falho e aqui está ele, os olhos fracos fitando fixamente alguém importante. Alguém que ele quer muito que saiba que é importante.

Algo o instiga de dentro para fora, algo o move sem que despenque no tapete. As pernas, mesmo que bambas, o levam para defronte de Barbara e ele está em pé, não perfeitamente firme, porém em pé. Não se lembra de seu sobrenome com facilidade, e muito menos do que o levou ali, perturbando o ambiente previamente calmo. Ele não liga, mas é claro, não há algo sólido que ele dê a mínima neste momento. Seus turbulentos e decaídos olhos somente focam Barbara, o azul apagado visualizando-a com fervor. Algo dentro de Edgar traz à tona o beijo acontecido em sua cobertura, distinta festa há quase éons atrás, e certo sentimento ainda mais potente acarreta num querer por aquilo a acontecer novamente.

Não é romântico. Não faz cafuné, não é de encomendar flores nos aniversários. Não gosta de beijos a todo o momento, não gosta de café da manhã na cama. Não está interessado em fotos conjuntas em redes sociais e não dará chocolates apenas para encantar a amada. Seu jeito é estritamente límpido — toda e qualquer pessoa em Nova Iorque saberá que Edgar Morteri não faz romance. Pois então, o que está acontecendo com o dito cujo? Culpe o álcool, ele irá dizer em defesa. O tolo, movido por certas alterações em seu corpo, desinibido a ponto de ir àquela cobertura esbravejando o seu querer enlouquecido por ter Barbara consigo.

Retornando à realidade como que num flash repentino, Barbie está em sua frente confirmando o real: ele está bêbado. Muito. — Eu tô bêbado. — Edgar repete em acenos de cabeça constantes, como que ordenado pela moça. Qualquer fala de Barbara entrando-lhe à cabeça e lá se fixando, o moreno facilmente manipulável em um momento de fraqueza e desespero como um destes. — Você não vai falar comigo, melhor eu ir embora... — Tropeçando nas próprias colocações, tendo a língua como livre. Não está perfeitamente ciente do que sai de sua boca, com sua voz, maquiado em base de seu desejo. Simplesmente fala, grita, berra ou o que for.

Barbara é rápida e logo ele está sendo levado escadas acima — sorte não ter despencado e fraturado alguma parte de seu corpo. Algo o leva, pois Edgar não está perfeitamente certo de seu juízo e muito menos de reflexos bons, dignos. O alemão vê-se num acolchoado macio, as costas duramente tratadas relaxando-se com veemência. Ao encostar o pescoço, a luminária no teto o deixou levemente cego e, num ato de queda de seu rosto, ele foca Barbara tentando dizer-lhe algo logo ao lado. Banho gelado? Não... Ele está bem. Você pode dormir que ele vai embora. Ou ao menos é desta forma que Edgar está pensando, a mente num transbordar de pensamentos. O saber de que, caso tente retornar à sua cobertura, irá bater em algum poste ou fazer seu caminho por dentro de alguma companhia bancária. Morreria embriagado e todos iriam rir do tolo Edgar Morteri que, nadando em dinheiro, não pôde se controlar com bebida.

Você tá sendo... Boa... Comigo. — São intervalos, mas cada letra é dita. Os olhos estão selados, o negro o toma como um abraço apertado. Não se lembra de ter dito e irá lembrar-se de absolutamente nada quando despertar; todavia, Edgar Dohrn Morteri clamou, sem desvios e sem rodeios, as seguintes palavras: — Eu gosto de você. — E adormeceu no sofá de Barbara, como que desfalecido em sua própria fraqueza.
755 palavras, com BARBIE

Edgar Dohrn Morteri
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