Auditório

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Mensagem por Secret em Sab 29 Jun - 23:26:53

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Re: Auditório

Mensagem por Emmanuele Burnier Blanche em Qui 22 Jan - 18:11:48

Um Passo de Cada Vez
To live is to make mistakes. Dying is wanting to have committed more.
♪ ♫ ♩

– 8h. – Período; Matinal. – Clima; Parcialmente nublado .

♪ ♫ ♩

Leve. Essa seria o vocábulo que melhor delinearia como a doce Emmanuele estava sentindo-se. Com as costas apoiadas na parede de seu dormitório enquanto permanecia assentada sobre a cama abraçada com suas pernas, raciocinava em alusão a saudade que já obstruía sua mente quando se versava de Mabelle (de forma até mesmo excedida para sua idade) pressentia temor de tocar seus pés ao solo e não ouvir mais seu simbólico ‘’Bom dia pequena. ‘’ O fato a ser relavado é que sempre fora apegada a sua irmã mais velha e saber que ela não se encontrava ali não lhe oferecia entusiasmo para encarar o dia.

♪ ♫ ♩

Alguns minutos se passaram de maneira veloz enquanto os olhos da universitária fitavam detalhadamente os movimentos dos ponteiros do relógio. ‘’ A universidade. ’’ Seu subconsciente alertou de forma imprevista, deixando a jovem sem saber como atuar. Evidentemente estava cedo e as aulas não haviam tido inicio, todavia, a loura suspirou três vezes prosseguidas e abandonou sua cama. Em sua cogitação quanto mais cedo chegasse menos movimento encontraria.

♪ ♫ ♩

Ligeiramente, mas ao mesmo tempo com atenção dentro do possível, desceu as escadas após finalizar suas necessidades higiênicas. Seu corpo estava extenuado e não se sentiu bem a não ver Belle e sua face de boneca, mesmo já se preparando para isso. O cabelo em um coque, usando uma blusa comprida listrada e uma calça de ginástica fazia parte de seu traje de hoje.  Tinha pressa e o motivo era nítido apenas para a mesma; carecia ficar sozinha. ‘’ Miss Emmanuelle, não irá tomar o café da manhã? ‘’ A voz preocupada disse logo atrás de loura quando a mesma estava com a mão na maçaneta. – Eu não vou me alimentar agora, estou apressada, mas obrigada. – Virou o rosto em direção a funcionaria, com um sorriso curto, mas que transparecia gentileza, antes de sair do local.

♪ ♫ ♩

O táxi estacionou, retirando-lhe dos seus pensamentos que se repetiam sempre em que lembrava sua conversa com Bea. Abriu a bolsa em seu colo, retirando uma quantia de dinheiro e estendendo a mão para frente. Abriu a porta e saiu do carro, fechando-a seguidamente. Ignorou a vozearia que predominava o local, entrando no prédio universitário. Caminhou pelos corredores, desviando de alguns jovens antes de adentrar ao auditório. Não havia ninguém ali. O silêncio junto a pouca iluminação do recinto soou como música para seus ouvidos. Era disso que precisava, de um tempo só para si mesma. Caminhou pelo minúsculo corredor que dividia uma parte das cadeiras das outras, parando apenas ao ver o grande palco. Será que seria algum problema se ela subisse no mesmo? Foi tudo que conseguiu pensar ao vê-lo sem ninguém. Olhou para trás de relance, o vidro da porta mostrava que ninguém estava passando por ali. Voltou seu olhar para o palco, decidindo utiliza-lo. Foi até a pequena escada do lado esquerdo, subindo-a e virando-se defronte as cadeiras. Respirou fundo, retirando seu Iphone da bolsa e destravando a tela. Colocou para tocar sua música preferida, sem utilizar o fone de ouvido, depois acomodou-se sobre o chão, abrindo novamente a bolsa e retirando suas sapatilhas rosadas de Balé. Colocou-as e guardou o tênis (qual usava antes) dentro da bolsa, levantando-se e repousando seu aparelho telefônico sobre a bolsa. Nada lhe atrapalharia, já que usava uma calça que libertaria seus movimentos.

❝ Hurry up and wait
So close, but so far away
Everything that you always dreamed of
Close enough for you to taste
But you just can't touch ❞

A melodia doce daquela composição invadiu seus tímpanos com serenidade, acalmando seu coração e sua alma. Aos poucos foi mantendo-se na ponta dos pés, com a suavidade de uma boneca de porcelana. Com leveza, seu pé esquerdo passou pela perna que estava como apoio até chegar à altura do joelho. Aparentando a formatura do número "quatro”. Como sentia-se bem a praticar aquela arte de dança, era como se, por um doce momento, esquecesse os problemas de sua vida por inteira. Retornou o pé que estava próximo ao joelho para o solo, só que para trás, dando um giro e voltando a posição inicial. Anelando, juntou seus pés, proporcionando outro giro para o lado enquanto uma de suas pernas não tocava o solo, parando-o na posição ‘’Arabesque’’ qual a perna fica esticada atrás do corpo, já outra perna, fica parada como apoio. Retornou a ficar com o corpo rígido, Unindo os calcanhares, mantendo os pés abertos um para cada lado, em linha reta, abaixando lentamente e, seguidamente, voltando à posição normal.

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Re: Auditório

Mensagem por Aleksei C. V. Bouhlarouz em Sab 24 Jan - 16:26:16




It's Beautiful Day




O bipe de mensagem de seu Iphone ecoava pelo quarto escuro e com odor de cigarro, cafeína e bebidas. Sentir-se um fracasso completo não o agradava de forma alguma, ainda mais quando deixava de fazer algo por outras pessoas. Sua mão direita foi até o criado mudo e segurou o aparelho, que vibrava de novo. Na tela, as mensagens se misturavam, ora do CERN, o laboratório que tanto almejava, ora de Alumia, uma garota que conhecera. Tiveram apenas uma noite, que para o Croata não significou absolutamente nada.

Ele ainda estava ali, deitado na cama e coberto por lençóis escuros e macios. -Deixar de ignorar o CERN. - Murmurou ele e digitou algo como um "Partirei para Genebra a noite." e enviou para o número do laboratório. Em seguida, excluiu as mensagens de Alumia e jogou o celular entre os travesseiros brancos e limpos, andando em direção do banheiro.

Após suas limpezas matinais, Bouhlarouz notou que estava de manhã cedo, e ao julgar pelo que fez a noite passada, aquilo era bem estranho.
Aleksei tomou um gole de café amargo e forte, e deixou o apartamento, indo para um local que ele precisava conhecer.

-Cala a boca e me escute - Gritava pelo celular ao descer do táxi em frente ao Anfiteatro: - ,não irei ficar nessa cidade. Vou pra Europa, e não, você não virá comigo. Vou desligar. - Colocou o telefone no bolso e entrou no local. O Croata gostou da sensação artística dali, e sua arquitetura era adorável. Alek notou que estava vazio em algumas partes, mas o som de música o atraiu para a parte do palco. Os bancos vazios não eram tão chamativos como a loira no palco que dançava. Vagamente, lembrou de Chandelier, e imaginou se ela saberia dançar aquela música.

Em meio a palmas, o rapaz moreno descia as escadas até a primeira fileira em frente ao palco e se sentou ali, observando-a dançar. -Você dança bem. É uma pena que não tenha um público maior para vê-la. A propósito... - Seu carregado sotaque croata e embebedado com tédio e rancor ecoou na direção da garota, no instante em que ele cruzou as pernas: -Me chamo Aleksei, um fracassado físico nuclear que não serve para mais nada, além de observar as pessoas se saírem bem.

valeu @ carol!

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Re: Auditório

Mensagem por Emmanuele Burnier Blanche em Sab 24 Jan - 23:21:28

Um Passo de Cada Vez
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♪ ♫ ♩

– 8h. – Período; Matinal. – Clima; Parcialmente nublado .

♪ ♫ ♩

Enquanto praticava seus movimentos de forma suave e cuidadosa sentia-se como uma criança ao receber seu brinquedo almejado; feliz e concretizada. Esse sentimento duraria enquanto ela se dedicasse a dança e, se fosse por suas próprias decisões, ela duraria até quando seus pés sinalizassem de alguma forma que era a hora de parar e descansar.

♪ ♫ ♩

Fechou os olhos por alguns segundos e suspirou, buscando uma inspiração interior. Para ela era saudável se expressar durante sua dança, mostrar seus sentimentos em meio a giros e passos; como a sensação de realizar o seu maior sonho. Estava pronta para executar o passo mais complicado para a mesma, mas o barulho perceptível de palmas a fizeram abrir os olhos rapidamente como se estivesse fazendo algo errado, será que estava? Seus pés cambalearam para trás enquanto seu globo ocular esverdeado seguiam o jovem que ali surgiu de forma tão silenciosa que não havia o notado até então. Observou-o se sentar, se preparando de alguma fora para receber um sermão inesquecível.  

♪ ♫ ♩

Sua mente apenas disparava pensamentos de que ele fosse algum professor (mesmo parecendo jovem para isso.) ou qualquer autoridade da universidade que lhe diria que era para ela não está ali. Seus ombros paralisados descansaram ao ouvir o breve comentário do mesmo sobre sua dança e, após uma pequena pausa, sua apresentação de uma forma um tanto incomum. – Sabe, eu prefiro assim. – Admitiu, cessando sua coreografia e olhando ao redor. – Ainda não sou acostumada como sendo o foco da atenção de muitas pessoas. – Entortou os lábios, depois abriu um pequeno e tímido sorriso, estava envergonhada de ter sido vista e seu rosto logo a denunciou se ruborizando. – Ale... Ale.. – Tentou pronunciar enquanto olhava para as luzes aos lados. – Aleksei. – Seu sotaque russo estava desaparecendo, mas não inteiramente. – Você cursa física nuclear e ainda diz que é fracassado? – Disse gentilmente, maneando a cabeça negativamente. – Então é minha vez! Eu sou Emmanuele e adivinha? – Içou as sobrancelhas, com uma face brincalhona, abaixando-se e pegando seu celular, parando a música – Sou uma dançarina fracassada. – Tentou imita-lo, trazendo um pouco de humor para frase. Talvez ele gostasse da brincadeira, talvez não, mas ela não iria suportar ficar em um clima tão ‘’nubloso’’ como o humor do outro evidenciava estar.

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Re: Auditório

Mensagem por Aleksei C. V. Bouhlarouz em Qui 29 Jan - 16:03:04




We one, but we not the same




O croata analisou a garota a sua frente de cima a baixo, e notou que ela não tinha só de belo o bom humor. Seu olhar sério e nublado pairava por alguns minutos no olhar tímido da loira, que alegava gostar de dançar sem ninguém a observando. Além disso, ela questionara a razão dele ser fracassado e fazendo-o desviar o olhar para o chão por alguns segundos, antes de encará-la novamente: -Você fracassada? Dança tão bem, como pode ser fracassada? - Questionou o croata, passando a mão pelos próprios cabelos escuros, penteando-os para trás.

Refletira sobre sua ida ao CERN, Aleksei divagou por alguns minutos. Será que seria uma boa escolha ele ir pro laboratório e deixar a vida que tinha em NY? Além do dinheiro que ganharia, ele teria uma alta fama entre os físicos do ramo dele. Por outro lado, iria deixar pessoas para trás, pessoas que lhe deram um enorme valor, e outras que deveriam ser mortas.

-Preciso de uma opinião sincera. - Disse o rapaz se aproximando da loira e sentando ao seu lado, sem encará-la: - Vamos supor que você tivesse uma chance de ir para a Europa viver seu maior sonho. Porém, existem pessoas aqui na cidade que não quer que você vá por que irá sentir muita a sua falta. Como agiria? - Tamborilou os dedos próximos a ela, e em seguida ergueu o olhar na sua direção, notando mais de perto o rosto ruborizado que lhe deu um leve e sutil toque a mais de beleza.

Ele não podia pensar nisso em uma hora daquelas, podia? Certamente que não. Seu olhar fora desviado para os o teto, e antes que ela respondesse, ele disse calmamente:-Você fica bonita com as bochechas avermelhadas e o olhar pequeno diminuido pela timidez.

valeu @ carol!

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Re: Auditório

Mensagem por Emmanuele Burnier Blanche em Qui 29 Jan - 17:25:51

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♪ ♫ ♩

Período; Matinal. – Clima; Parcialmente nublado .

♪ ♫ ♩

Sorriu com a resposta do outro, um sorriso curto.  Gostava quando elogiavam sua dança, isso a fazia se sentir menos patética ao lembrar-se de tudo o que seus pais diziam sobre essa carreira que só traria perda de tempo, segundo eles. – Você fracassado? Se dispõe a fazer algo tão complexo como cursar física nuclear, como pode ser fracassado? – Retornou a imita-lo porque, verdadeiramente, não gostava quando as  pessoas se depreciavam, isso lhe despertava um lado sentimental, mesmo se tratando de uma pessoa desconhecida até então.

♪ ♫ ♩

O observava calmamente, ele parecia pensativo e, bem, não seria ela que lhe interromperia, poderia estar refletindo sobre algo sério. Olhou ao redor, colocando suas mãos sobre a madeira do auditório e esticando as pernas para frente, assim poderia se sentar melhor sem sentir aquela dor na coluna que lhe atormentava desde suas férias com Sam. Deslizou sua mão direita em direção à bolsa que estava colocada ao seu lado, trazendo-a até seu colo e guardando seu celular.

♪ ♫ ♩

Elevou seu olhar ao ouvir o garoto voltar a se pronunciar. Isso era bom, talvez ele já tivesse tido a resposta para o que tanto lhe afligia. ‘’ Opinião? Sincera? ‘’ Repetiu em pensamento, abrindo um pouco mais seus olhos verdosos de forma inesperada, como a atitude do rapaz de se sentar ao seu lado. O problema era sério. Assentiu como afirmação a sua pergunta, fazendo com que sua mão se entrelaçasse na outra enquanto olhava para suas sapatilhas. A questão do garoto embaraçou sua cabeça e a mesma não conseguiu reprimir um risinho bobo. Ela ficou indecisa e não sabia como ajuda-lo. Uma viagem para concluir seu sonho era maravilhoso, mas deixar pessoas que ama para trás seria doloroso.  Se concentrou tanto ao ponto de não perceber o garoto lhe olhando. Franziu o rosto, juntando suas finas sobrancelhas. Sabia que sua resposta poderia influenciar o rapaz, ou não? Deu de ombros calmamente, tentando sair de seus pensamentos, ele precisava de uma resposta, aquilo deveria estar o agoniando.

♪ ♫ ♩

Chegou a sua decisão final, mas aquilo se tratava dele, então esperava apenas lhe ajudar com sua sincera opinião, como ele pedira. Subiu o olhar para a porta do local, pouca movimentação, ainda deveria ser cedo. A garota desviou o olhar para o outro que observava algo em cima dos mesmos. Abriu os lábios rosados para falar, mas tudo o que saiu deles fora o ar. O que ele disse? Ela sentiu seu rosto avermelhar novamente com a ultima fala do mesmo, olhando para o outro lado e depois novamente para seus pés. – Olha, é uma pergunta complicada. – Admitiu, sem jeito. – Mas sonhos são sonhos! – Concluiu, juntando seu dedo indicador ao outro e os chocando calmamente. – Seus amigos e sua família teriam que compreender que isso é tudo o que você quer na sua vida profissional. – Retornou a olhar-lo. – Não é? –

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Re: Auditório

Mensagem por Aleksei C. V. Bouhlarouz em Qui 19 Fev - 22:08:34




It's Beautiful Day




Os olhos sérios do croata fitavam fixamente a loira dançarina a sua frente. Talvez ela estivesse com total razão a respeito do assunto. Se fossem seus amigos, iriam entender, afinal por mais que não quisessem, seria injusto da parte deles não aceitar suas decisões, mesmo que significasse ele ir embora de NY por tempo indeterminado, talvez até pra sempre.

Desviou o olhar da loira para a arquitetura do local. Mesmo dentro da universidade, aquela área ali parecia ser exterior, e isso o agradava em partes. -Você tem razão. - Murmurou baixo e balançou os pés impaciente. Alek ainda estudava as ações dela, mas percebeu um detalhe importante: Ela não tinha um humor igual aos outros.

-Você está certa - Sorriu amistosamente, percorrendo os dedos pelos fios escuros de seu cabelo, demonstrando um tique nervoso e um sinal de perfeccionismo: - , se são meus amigos, irão compreender, afinal sou um bom amigo. - Seu tom de voz narcisista o rotulou como completo babaca, mas de que adiantava afinal? Todos tinham defeitos, e o maior defeito dele era ser, na definição de várias pessoas, um puto mesquinho e arrogante.

Dera um longo suspiro. Sua mente estava a mil, pois o dilema de sair de NY e recomeçar sua vida no local aonde ele mais sonhou não era para ser tão problemático, se o Destino não quisesse jogar com a sua vida usando dados de apostas. Ímpar você tem felicidade, par, você se ferra. Saindo do lado dela, o rapaz moreno ficou diante da bailarina, e abriu um largo sorriso, mostrando uma covinha do lado esquerdo. Um sorriso nada anormal, para uma pessoa tão mudada como ele. -Estou decidido a ir - Seu sorriso ia diminuindo, e ele abaixou o rosto por segundos, até fitá-la de forma divertida: -Mas, antes de ir, será que eu poderia vê-la dançar de novo? Você dança muito bem, sabe? - Deu uma risada amistosa, e se sentou em uma poltrona, cruzando as pernas e a encarando com um ar de jurado, mas sem perder o humor no olhar.

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Re: Auditório

Mensagem por Joshua Austin Ohlweiler em Sab 28 Mar - 20:50:03

xxx words. with the Liesel and dancing Chandelier, by Sia. Anxious.

O grande dia. Era assim que o garoto considerava o dia de hoje. Jamais havia se apresentado para alguém. Se estava estava nervoso? Acho que a resposta era clara. Puxou o copo d'água ao seu lado, levantando-o e aproximou vagarosamente ao contato das grossas bordas mucosas que formavam seus lábios. Era visível o quanto suas mãos tremiam. Precisava eliminar tamanho temor e nervosismo. Respirou fundo, observando-se no espelho mais uma vez. A roupa era simplista precisando obviamente de liberdade para seus movimentos. Os pés descalços sentiam um frio inexistente sobre o piso de madeira. Ansiedade era o nome.

Lembrou-se do rosto da melhor amiga lhe sorrindo como se o encorajasse. Lies, como a chamava, tinha um dom imensurável para o acalmar. Fechou os olhos, permanecendo com a doce lembrança. E por fim, contente, partiu do recinto.

[...]

Ainda estava atrás das coxias quando avistou a jovem em meio aos bancos do auditório. Sua beleza peculiar e olhos claros se destacavam com facilidade em meio a baixa luminosidade do ambiente. Caminhou alguns passos à frente, mantendo a mesma expressão simpática de sempre para esconder tudo o que sentia. Viu-se de frente para ela. O coração batia mais rápido, o estômago praticamente parecia ter uma revoada de borboletas. Deu alguns saltos quase que imperceptíveis na busca de se livrar de maus pensamentos. Parou ao ver a proximidade que possuía, assentindo com a cabeça para que pudessem iniciar a música. Como eles sabiam? Há poucos minutos atrás, antes de iniciar, o garoto havia deixado um pen-drive com um dos assistentes para que pudesse ser plugado no sistema de som.

Assim como requerido, seu momento dava início. Sorriu pela última vez antes de fechar os olhos e voltar para a mesma expressão séria que se imaginava ao ouvir tal música. O som, vagarosamente e em tons altos, ia preenchendo a sala. Diferente da versão original, essa possuía uma introdução mais lenta, feita de toques que se assemelhavam com o de um piano tocado tecla por tecla. Como era justo, fazia o mesmo. Possuía movimentos calmos e lentos para que se adaptassem. Mexia o corpo como se fosse levado pelo mar ao entardecer.

A sonorização original se dava início com algumas batidas altas e fortes antes da letra, obrigando-o a fazer o mesmo. Usou dos pés para que pudesse simbolizá-las, pisando forte em cada batida e jogando o corpo para o lado contrário dos pés, voltando com todos os dois para o centro ao ouvir a letra ecoar pelas paredes. "Party girls don't get hurt", determinou os movimentos iniciais. Foi quase que por impulso. Sua mão direita percorreu todo o corpo, indo de encontro para a outra mão levantada para o alto. O movimento se fez nas duas primeiras palavras. Seguindo ao retorno para baixo, nas três seguintes. Se havia mais algum movimento além desses? Claro. Os ombros iam se mexendo com quaisquer movimentos, complementando. "Can't feel anything, when will I learn, I push it down, push it down". Nas frases seguinte, tudo mudava. Ambos os braços eram esticados para trás, assim como uma das pernas; deixando apenas a outro para que evitasse de cair ao dar o primeiro salto que se fechava em "learn". Continuava, erguendo os braços para sua esquerda e levando-o próximo ao chão.

Assim como a maior parte da música, ela se referia à mulher que a cantava. Então era claro que os trechos eram ditos no eu feminino. Porém não era algo a se importar, mesmo que na dança, representasse tal. "I'm the one "for a good time call"", de acordo com a primeira a frase, o moreno, ao invés de representar recebendo ligações ─ como dizia a música ─, apenas trouxe a impressão de que era puxado, deixando o corpo ir para os lados como se caísse e em seguida, sendo pego em forma dum abraço que balançava conforme a música. Era o jeito de dizer que sentia o amor. Ambos ditos na segunda e terceira frase: "Phone's blowin' up, they're ringin' my doorbell
I feel the love, feel the love"
. Todos seus movimentos eram seguidos, tão rápidos e vibrantes quanto a própria música. O ideal para se chamar a atenção e mostrar a agilidade que possuía.

"1, 2, 3 1, 2, 3 drink, 1, 2, 3 1, 2, 3 drink, 1, 2, 3 1, 2, 3 drink". Era uma das partes que mais gostava. O refrão que representava a bebedeira, a conseqüente falta de reação e perda de controle. Como representaria isso? A resposta tão simples e graciosa quanto seus movimentos formados pela extensão de seu corpo para frente e afastando os pés para trás, voltando à medida de cada numeração, ou seja, um, dois, três, um dois três, chegando finalmente aos movimentos que levavam sua mão a boca em forma de copo, tapando-a logo em seguida. Ao terminar esse movimento, jogava o corpo no chão com cuidado para evitar o impacto e um possível machucado, voltando novamente. Esses movimentos se repetiram durante as três frases, isto é, exceto pelo corpo jogado ao chão; que era usando apenas no final da última linda ─ no último "drink". "Throw em back, till I lose count". Antecessor ao refrão. O momento em que após estar de pé, passava com o braço direito por cima da cabeça, rodando sobre o chão pela primeira vez. Assim iniciava o clímax da música e de sua apresentação.

Não teve como conter o corpo. A coreografia exigia um pouco disso, mas sabia que se pudesse usar da liberdade em algum momento, seria ali. Por isso não se prendia a um estilo específico de dança, muito menos a um passo. Eram vários, um seguido do outro, mostrando a liberdade dos braços que se mexiam em formas de ondas e os pulos e rodopios dados em diversos momentos. Foi tanto brusco, quanto delicado. Mostrava tudo que sabia, expunha que era capaz através da flexibilidade de seu corpo pequeno e agilidade de seus movimentos. Todos seus movimentos eram básicos e simples, mas repletos de graça e perfeição. Era assim que alcançaria o que tanto desejava. Se em algum momento forçasse uma coreografia mais difícil, um passo poderia sair errado. Algo que pode acontecer com até mesmo os mais experientes dançarinos.

Ao iniciar-se esse trecho ─"and I'm holding on for dear life won't look down, won't open my eyes. Keep my glass full until morning light. 'Cause I'm just holding on for tonight. Help me, I'm holding on for dear life won't look down won't open my eyes, keep my glass full until morning light. 'Cause I'm just holding on for tonight, on for tonight" ─, lá estava ele, fechando o rodopio e desmoronando propositalmente no chão com uma das pernas esticadas para frente. Forçava o corpo para frente e para trás, alcançando as mãos nas pontas do pé esticado e voltando. Continuou os movimentos, exceto pelas mãos que tampavam os olhos ainda fechados. Deixava ser conduzido totalmente pela música. A escolha certa e perfeita para uma apresentação. Abriu os olhos assim que ergueu o corpo. A mão esquerda formava um arco que levava próximo aos joelhos. Estava representando a música. Em outras palavras, sendo levado para chão novamente enquanto a outra mão livre passava a impressão de que era puxado para o outro lado dizendo em simples palavras "agüente firme".

O tempo passava como uma eternidade. Não havia nervosismo como anteriormente, mas sim uma expectativa de boa resposta, o que por desventura de algum erro, poderia ocorrer. Voltava a sua posição original com os mesmo movimentos. Apenas ereto e balançando o corpo lentamente de um lado para o outro, às vezes indo para frente e para trás sem se quer desgrudar o pé dali, preparando-se para repetir os mesmos passos das estrofes acima. Era a mesma letra e não haveria outra forma de representá-la se não fosse repetindo-o. Tínhamos o refrão mais uma vez. Movimentos próximos da primeira vez, repetiam-se. Porém, desta, havia um pouco mais de complemento, enchendo de mais e mais saltos e movimentos pesados e bruscos que apareciam a todas batidas fortes e finais de cada frase. E foi assim, que chegou próximo ao final da música, o trecho em que tudo acabaria. O local todo havia sido usado. De seus cantos mais remotos até o centro. Lugar onde o moreno se encontrava de joelhos, batendo no chão gélido de madeira com o punho. Sua cabeça estava baixo, olhando o nada. Ergueu-a, fazendo o mesmo com as mãos que viam em direção ao peito, dando duas batidas e sendo erguidas para cima ao seu levantar. Desta vez, somente sua cintura se mexia de uma forma incrivelmente solta, fazendo com que o movimento subisse até o tórax ao final, onde o corpo simplesmente parava, perdendo toda a eletricidade que possuía ao dançar. Nada se movia.

Suspirou, sorrindo ao se sentir contente com a apresentação que havia feito. Agradeceu com o corpo, sentindo pela primeira vez o calor e a emoção de uma apresentação tão grandiosa como está. Havia se retirado do palco, partindo novamente para atrás das coxias e dando volta pelo palco para ir de encontro com a amiga.
1, 2, 3 1, 2, 3 drink, 1, 2, 3 1, 2, 3 drink, 1, 2, 3 1, 2, 3 drink. Throw em back, till I lose count.
Joshua Austin Ohlweiler
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Re: Auditório

Mensagem por Liesel Bonheur Wojciëch em Dom 29 Mar - 0:04:26

Style

You got that James Dean, daydream look in your eyes
and I got that red lip, classic thing that you like
D
espertar com o irritante som de apitos era quase enlouquecedor, mas não aquela manhã. Não quando meus olhos preguiçosos se entreabriram para ler a nota que acompanhava o alarme, fora exatamente quando um sorriso tão preguiçoso quão tomou aos meus lábios genuinamente arqueados e rubros. "Apresentação de Joshua, hoje."

Meus dedos puseram-se a dedilhar a tela do celular em busca do número de celular do rapaz. Era até inesperado que eu não o tivesse em mente depois de tantas ligações. Era o mesmo número desde que o mesmo havia alternado seu telefone celular de um extremamente podre para um definitivamente moderno. Bro. A pequena alcunha tomou minha visão quando sua foto em miniatura pairou ao canto. O mesmo sorriso largo, exibindo aos invejáveis dentes alvos e perfeitamente alinhados. O mesmo brilho natural nos olhos suavemente claros. Joshua Austin. Quem poderia imaginar que aquele menino irritantemente simpático e travesso de uma década atrás seria o melhor amigo que alguém poderia pensar em ter na vida? Cliquei no pequeno ícone e fui automaticamente redirecionada a caixa de mensagens. Um impulso único e girei o corpo na cama, deixando que minha pele nua fosse banhada pela luz solar que invadia as janelas descobertas do tecido espesso da cortina, e só aquele ligeiro movimento e senti todas minhas forças se esvaírem. Resultados de uma intensa noite sem pudores na cidade nova-iorquina. Obriguei-me a sustentar o corpo com os cotovelos e deixei que meus dedos agissem da forma mais ligeira possível.

"O grande dia, uh?
Só mais uns cinco minutos de sono e eu corro pra sua casa.
XX - Lies.


***

"Droga, Joshua. Cadê você?" Balbuciei num tom quase ritmado com o balanço inquieto da minha perna cruzada acima da outra. Meus olhos hora alguma desviavam do espaço entre a coxia e o palco; fora até estratégico sentar numa extremidade da primeira fileira por isto, para que Joshua visse que eu estava ali por ele, para poder vê-lo brilhar em seu grande dia. Mas seria impossível assisti-lo quando não havia um sinal provindo dele. E como se estivesse ensaiado o menino se materializou no palco, seus olhos em mim, como se eu fosse a única em meio aos demais que ocupavam os assentos do auditório. Seu sorriso sereno por pouco me enganou, mas bastou que eu visse sua inquietude para notar o quão aquilo deveria o estar incomodando. Por puro instinto sorri, alargando os lábios revestidos por um tom opaco do rubro de meu batom favorito. Meu olhar se prendeu ao dele, enviando-o todos os bons sentimentos que corriam meu interior por consequência aquele momento. Eu sabia que tudo ia dar certo, sabia que Joshua não iria falhar, como nunca o havia feito em qualquer situações que lhe fosse posta.

E como esperado, bastou que a melodia da canção se iniciasse para que o corpo do moreno fosse envolto pela dança. Seus movimentos eram belos, harmônicos, e tão naturais que era quase insuportável para mim não saltar daquele assento e subir ao palco para lhe fazer companhia e dançar junto, de tão convidativo que era balançar-se ao som de Sia. A letra entoava por todo o auditório, Joshua a reproduzia do seu modo encantador e tudo que restou para o findar da música foi aplaudi-lo de pé.

Meus olhos o seguiram, quase que involuntariamente, enquanto ele seguia sorridente para detrás do palco e reaparecia pela lateral, fazendo seu caminho até mim. E foi tão genuíno minha corrida até ele que só notei que o havia feito quando senti meu corpo chocar contra o seu e meus braços o envolver no abraço apertado. "Eu estou tão orgulhosa de você. Por pouco não subi no palco." Sussurrei, sabendo que não era necessário um aumento de minha voz para que ele me ouvisse, já estava tão próxima de seu ouvido. "Simplesmente perfeito!" Soprei, buscando a face alheia para beija-lo em sua lateral antes de solta-lo com toda hesitação, já desejando abraça-lo mais uma vez e parabeniza-lo até que estivesse cansado de me ouvir.
 
 
Music: Style; Wearing: this; Josh; Inspired in template by Frankie, but edited and made by Funebribus.

Liesel Bonheur Wojciëch
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Re: Auditório

Mensagem por Joshua Austin Ohlweiler em Dom 29 Mar - 15:09:05

294 words. with the Liesel and dancing Chandelier, by Sia. Anxious.

Ainda atordoado com toda a situação, bastava-lhe apenas saciar seu maior desejo de permanecer ao lado da amiga. Fora do piso que o fizera brilhar nesta noite, os passos pesados e rápidos de quem corria, rumava na direção da jovem que viera o prestigiar como a boa amiga que era. Os braços grossos e tatuados a envolveram de modo a tirar seus pés dos chão. Conseguia dar volta por todo seu corpo magro e belo, apertando-a com força, mas ainda de forma carinhosa. Assim como os seus membros os dela agiram de imediato correspondendo ao abraço. O sorriso dele era resplandescente e mostrava claramente a alegria diante de ambas situações: a apresentação ter ocorrido como desejada e ao fato de ter a melhor amiga ao seu lado, oferecendo carinho. Ainda preso a esta proximidade duradoura, recebia curtos beijos. Sempre interrompidos por elogios contínuos dela. Riu, afastando-a ao dar-se conta do estado em que se encontrava.

Como é bom ter você aqui, Lies. ─ Ainda exibia a arcada dentária branca e uniforme, querendo permanecer o máximo que podia ao lado dela. Ainda que estivesse levemente suado depois do esforço físico exigido pela coreografia. Pode então, apenas segurar suas mãos, arrastando-a para o lugar de onde viera; as coxias. Ignorava toda e qualquer forma de prestígio. Os aplausos foram muitos, mas tudo que pode fazer foi agradecer com um sorriso enquanto novamente retornava a correr. Desta vez, ao lado da jovem. Ambos sorrindo. O motivo? Bem, para ele, estar perto dela tinha como consequência várias risadas e uma expressão facial constante de felicidade.

Mediante aos passos, olhou para seu rosto e de modo quase inaudível, balbuciou um simples e genuíno "obrigado". Sabia que Liesel não precisava de muito mais do que isso. Eles se amavam.
1, 2, 3 1, 2, 3 drink, 1, 2, 3 1, 2, 3 drink, 1, 2, 3 1, 2, 3 drink. Throw em back, till I lose count.


Encerrado.
Joshua Austin Ohlweiler
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Why do you want to know?
Bow down, bitches!
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