Suíte de Emily

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Suíte de Emily

Mensagem por Secret em Qui 15 Ago - 15:59:23

Suíte de Emily
O único ambiente que pertence exclusivamente à primogênita dos Von Helling possui tonalidades que vão desde o roxo até mesmo o preto, passando pelas cores lilás e brancas. Possui uma cama de casal espaçosa e confortável, algumas almofadas, poltrona e uma lareira simples. Por seguir o estilo mais minimalista, Emily deixa todos os detalhes, luxos e mimos para o seu closet. O local onde a garota guarda sua gigantesca coleção de itens e acessórios Louis Vuitton e Chanel, é o canto mais exagerado de seus aposentos e onde revela seu lado consumista. O banheiro da garota segue em detalhes na cor roxa e lilás, mas os tons de roxo em seu banheiro são mais escuros. Fato que pode se notar em todos os ambientes do quarto de Emily, os tons de cores continuam os mesmo, mas vão se alterando conforme os cômodos.
CLOSET:
BANHEIRO:


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Re: Suíte de Emily

Mensagem por Samira Kavanagh Grigori em Seg 24 Nov - 12:33:31

'Cause this is torturous electricity

Numa sexta-feira a noite era praticamente regra uma ficar na casa da outra, estava escrito nos termos de ocupação para o cargo de melhor amiga: toda sexta é sagrada e deve ser muito bem aproveitada com pipoca, filmes, seriados, jogos e fofoca – vem de brinde no pacote.

Como uma garota muito amorosa que sou, preparei minha mochila do mal com vários artefatos maquiavélicos, colocando a alça nas costas e partindo para a minha mais nova aventura com Emily. Poderia muito bem ir vestida com meu pijama do coelho pimpolhudo, já que moramos no mesmo edifício, mas eu não iria querer perder a oportunidade de me trocar e ver a Em se trocando. Não me julguem, sou pervertida, admito.

Bati a porta com tudo de uma forma dramática para deixar escancarado na cara daquela broaca com o titulo de “mãe” que eu estava saindo sem seu consentimento e metendo o foda-se para o “um ano de castigo sem ver a luz do sol”. Apesar de que no termo ela disse luz no sol e não lua.

Com o mister dentuço – meu gatinho de pelúcia – nos braços, fui saltitando para o elevador, apertando no andar do apartamento das Helling. Fiquei tecnicamente cantando aquela musiquinha ridícula até que finalmente a porta se abriu. Eu sou um anjo, e uma amostra disso foi apertar todos os botões do elevador antes de sair, porque eu adorava fazer aqueles ricos ficarem esperando que nem idiotas. Na verdade, estava fazendo um favor a eles.

A ponta dos meus dedos pressionaram a campainha. Sorri de forma inocente assim que a porta foi aberta por uma das empregadas. A porta enorme fora aberta e uma senhora com cabelos grisalhos do outro lado abriu um sorriso ao notar a minha presença. — Oi. — Peguei a mão do meu gatinho de pelúcia fazendo um gesto de saudação. — Pode entrar mocinha. — Atravessei a porta, não antes de dar um sonoro beijo na bochecha dela e sair correndo pelas escadas feito uma completa idiota. Ah, eu já era de casa, oras bolas. Cheguei de frente para a porta da minha divusca do peito batendo muitas e muitas vezes. — Gostosa, abri logo, tô usando lingerie. — mordi o lábio travessa. Bati novamente e porta se abriu como passe de magica... Ou nem tanto, pois a mesma já estava aberta. Franzi o cenho e olhei ao redor do quarto a procura da minha vitima. Não achei. Coloquei o dedo no lábio inferior pensativa, até escutar um PLIM do mal dentro do meu cérebro. Na ponta dos pés caminhei em direção da cama de Emily, e rapidamente me escondi. Tampei a boca para conter o riso abafado. Essa noite pegaria a Em de jeito!
tag: Emily | words: xxx | notes: Buh!

robb stark
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Hm...
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Re: Suíte de Emily

Mensagem por Billie C. Thénardier em Seg 24 Nov - 15:42:17

invadindo




Billie segurou firmemente a maçaneta e a girou, empurrando a porta com o calcanhar em seguida, o que provocou um alto baque que ecoou pelo corredor vazio e gélido. O garoto percorreu todo o perímetro do local a fim de chegar em fim ao estacionamento onde poderia ver-se defronte à liberdade da prisão domiciliar que havia se tornado sua casa. Já estava farto do tédio, às vezes sentia falta até mesmo das broncas de seus pais, Tiffany já não se importava com horários, bagunça no quarto ou toalha molhada em cima do sofá.  

O rapaz, depois de pressionar um botão, adentrou ao automóvel e deu partida sem rumo aparente. As ruas de NY já eram extremamente conhecidas, portanto não vale a pena carafterizá-las, o clima nesse dia era ameno, mesmo que contivesse um vento demasiadamente friorento, a lua cheia flutuava imponente no céu escuro e sem estrelas. Bill dirigia com bastante atenção, um cigarro pendia entre seus lábios, ele ainda tentava decidir onde deveria ir, sabendo que a hipótese de voltar para casa era inexistente. Hm, invadir o Central Park já se tornara costumeiro, nah. Broadway estaria vazia e sem movimento. Só um local teria animação, adrenalina, emoção e aventura num misto de loucura e gente sistemática: Apartamento Helling.

Sendo assim, deu meia-volta e seguiu para Manhattan. Não tardou para que o alto edifício entrasse em seu campo de visão. Como já era comum sua presença por ali, Michael, o porteiro já o conhecia de outros carnavais.

-E aí, Michael? - disse ele, seguido de um high-five.

-Bill, quanto tempo. Já estava estranhando sua ausência, desistiu das garotas Helling?  -Bill deixou escapar uma risada e afastou o cabelo dos olhos.

-Mike, meu parceiro, são elas que não desistem de mim, saca? - o jovem porteiro sorriu e sacou um baseado do bolso de seu uniforme.

-Cara, hoje vou ter que cobrar um pouco mais caro para te deixar entrar, o patrão já está desconfiando desses maconheiros dentro do condomínio.

-Relaxa, cara, dê seu preço. -Michael escreveu num pedaço de papel e entregou para o Thénardier,  que leu e soltou uma alta gargalhada. -Ok, juro que resolvo seu problema assim que sair de lá. Agora libera a passagem, mano.

O francês subiu as escadas que davam acesso ao hall e em seguida tomou o elevador que o levaria até a cobertura da construção. Com um alto BIP o cubículo parou e ele seguiu até a porta de Emily, Eden e Alexia, velhas conhecidas, sério, Billie as conhece extremamente bem.

Assim que tocou a campainha uma voz veio do interior da casa "Entre". Não era a voz de nenhuma das três Von Helling, mas já que autorizou a entrada, não importa de quem seja. Ele entrou e seguiu direto para onde se encontravam os aposentos, os quartos de Alexia e Eden estavam praticamente abandonados, só lhe sobrava o de Emily. A porta se encontrava escancarada, o que por si só já era estranho.

-Ems? - Nenhuma resposta, então Bill adentrou ao cômodo. Na cama havia um volume, provavelmente um corpo.

-OH MEU BUDA! Emily Von Helling dormindo uma hora dessas? - Billie então levou o dedo indicador até o ombro da garota. Tão ingênuo.
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Re: Suíte de Emily

Mensagem por Emily Von Helling em Ter 25 Nov - 11:20:12

please, don't go away
Se havia algo que odiava mais do que ser forçada a falar com alguém no telefone, tudo piorava quando se tratava do meu suposto pai. — Serão apenas alguns dias, não há motivo para se preocupar. — Revirei os olhos ao perceber que somente agora William iria querer se preocupar com uma de suas proles. — Olha .. — Retesei ao quase o chamar de pai. - Senhor.. eu aprecio o seu zelo, mas ficará tudo bem, é apenas um acampamento de verão .. não é como se fossemos fugir. — Bingo! O silencio mortal do outro lado da linha provava que o assunto se encerraria por ali, havia tocado em sua ferida. A empregada apareceu a porta, avisando-me que a visita havia chego. — Olha, eu tenho um compromisso daqui a pouco e eu tenho que ir, adeus. — Sem mais titubear coloquei o telefone de volta ao gancho e suspirei. Sempre inventava uma desculpa esfarrapada para fugir de assuntos embaraçosos. Ainda mais quando se tratava de qualquer conversa que durasse mais que cinco minutos com meu suposto pais.

Era sexta-feira a noite, estava em New York e não perderia mais tempo no telefone falando com alguém que não dava a minima. Estava com o celular em mãos e pronta para de ir de encontro a porta quando percebi que o hall do apartamento estava vazio. — A dona Samira já está la em cima, dona Emily. — Ouvi a voz da mulher atrás de mim e só então me dei conta de o que estava para acontecer. Era a noite das meninas — uma tradição entre nós — e eu havia esquecido completamente, sequer havia cancelado. Samira iria arrancar minha cabeça e talvez nossa próxima celebração fosse uma cerimonia fúnebre e o motivo era o meu descuido e falta de atenção.  

É que justamente naquela noite havia marcado de sair para jantar com Nicolas. Isso mesmo, Nicolas Blanco. Ele estava de volta à cidade depois de um tempo na Espanha e eu ainda queria lhe agradecer de uma forma mais adequada pela ajuda na praia há tempo atrás. Não que não tenhamos nos visto ou conversado após isso, mas é que esta seria a primeira vez que faríamos algum programa mais reservado e formal. Samira não gostaria nada daquilo, já imaginava sua reação de desgosto. Primeiramente por acabar cancelando nosso programa entre amigas e segundo por sair acompanhada de Nicolas. Os dois se suportavam apenas o suficiente para não se matarem a cada vez que se esbarravam, mas fora isso .. cada vez que tocava no nome do rapaz perto da egípcia era bombardeada de palavras de baixo calão e inúmeras injurias a respeito dele. Será que não havia um modo mais amigável de explicar a minha melhor amiga de que eu iria sair para jantar com uma das pessoas que ela mais detestava no mundo?

É, com toda a certeza do mundo ela me mataria. Mas meus pensamentos acerca das mil e uma forma de tortura que ela usaria antes de seu golpe final foram interrompidos por um grito. Um grito masculino. E que vinha do meu quarto. Mesmo já arrumada para o tal encontro, o salto alto não atrapalhara minha performance de subir rapidamente as escadas em direção ao .. meu quarto!? Durante o pequeno percurso que fiz pelo corredor optei por guarda-chuva para usar como proteção e arma e o empunhei como uma espada. Com um chute brusco abri a porta e me deparei com a cena mais inexplicável e embaraçosa que poderia presenciar — Samira e Billie na minha cama. Mil e uma suposições invadiram a minha mente, mas nenhuma era logica o suficiente para fazer sentido. Estavam apenas espantados demais com o ocorrido para se pronunciarem, ou talvez o motivo do silêncio fosse a minha presença. — O que sete infernos está acontecendo aqui? .. Por que estão aqui ... na minha cama? — Meu olhar confuso intercalava entre a visão dos dois naquele momento. Quem será que estava mais constrangido? Não me importei muito com a explicação da morena, sabia suas razões .. mas Billie? Estava no quarto da VH errada. E eu queria saber o motivo para isso.

O olhar de Samira desviou-se para minhas vestes, que em nada se assemelhavam as suas. Vish. Talvez se eu começasse a me explicar antes de ela perceber o que se passava e tudo ficaria bem. Mas não, não houve tempo para explicações. Ouvi apenas o barulho da campainha e engoli em seco, sentindo meu coração acelerar. — Sam .. — Tentei em vão começar uma explicação mal formulada mesmo diante de seu olhar de incredulidade e desgosto. Será que tudo se agravaria se acaso explanasse quem estava a me esperar? O sorriso malicioso e travesso de Billie indicava que ele já havia percebido o que se passava. Será que eu teria de recorrer a ele em pedido de socorro? Espero mesmo que não.
Emily Von Helling
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Re: Suíte de Emily

Mensagem por Nicolas R. B. Blanco em Ter 25 Nov - 13:20:46

Uma noite Épica!
Let me take you out, bet you we could have some fun girl.
Todas as flores do mundo!


Estar com Sarah e Diego durante semanas foi a coisa mais irritante do universo, não dava pra negar que eu odiava ter de passar mais do que o tempo necessário com minha família, com exceção da minha irmã, acho que eu odiava qualquer contato com as pessoas que quisessem falar do meu passado e isso é o que Sarah adorava fazer, me dizer como meu passado estava cheio de problemas, como eu era um filho horrível e como graças a mim o nome dos Blanco estava na merda.

Mas dessa vez não dava pra negar que estar na Espanha durante algumas semanas me fez bem, não que apreciasse todas as observações da minha mão sobre como a minha vida estava fada ao fracasso. Mas, ironicamente estar longe da cidade e preso em casa pelos meus pais acabou me aproximando de Emilly, não que nos últimos tempos não estivéssemos tendo mais contato, mas o fato de estar tão longe nos obrigou a conversar por telefone e internet, eu odiava as interações via facebook, whattsapp e telefone, mas conversar com ela mesmo nessas situações era agradável.

E desde que tinha chegado eu estava ansioso por uma coisa, havíamos combinado de sair para jantar, outra coisa que eu não costumava fazer com ninguém, mas estava ansioso para sair com ela, ainda mais pelo fato de ser um programa mais tranquilo e eu estava a algum tempo sem ver ela, e incrivelmente eu poderia dizer que sentia saudades do sorriso dela. Tá não que isso fosse coisa minha, não sei o que andava acontecendo comigo nos últimos tempos, mas também não ia perder meu tempo pensando se eu estava ou não me apaixonando, embora a palavra paixão fosse algo forte a se dizer entre os Blanco, afinal, como falar de amor em uma família onde sua irmã é filha do seu tio?

Esquecendo todos aqueles pensamentos resolvi finalmente me arrumar, como sempre Sophie sempre eficiente já havia deixado sobre minha cama um dos meus melhores ternos com uma gravata combinando, eu podia não ter muitas coisas, mas meus empregados eram com toda certeza muito eficientes. Tomei um longo banho e me arrumei tranquilamente, com toda a certeza havia perdido a noção das horas, mas não estava atrasado, afinal uma moça como Emilly não deveria ficar esperando, embora tivesse quase certeza de que se chegasse cedo de mais ela é que não estaria pronta ainda. Mas ainda assim valeria a pena esperar por ela, ajeitei as mangas do terno e desci calmamente as escadas até a cozinha depois de usar um perfume, Thierry como sempre estava me esperando com o carro já preparado, dei a ele um sorriso e como sempre ele zoou o fato de eu demorar tanto para me arrumar. Depois de alguns segundos de bate papo seguimos, entrei na limusine e ele se pôs a dirigir, a casa de Emilly não era tão distante não demoraríamos pra chegar lá, ao menos não se fossemos direto para lá.

– Thierry, antes de se dirigir para casa de Emilly, passe por uma floricultura, quero lhe fazer uma surpresa.

O velho francês fez uma cara meio estranha olhando para mim por um segundo, ele sempre foi a pessoa mais próxima de mim, era aceitável que ele estivesse achando que eu sair pra jantar com uma mulher, ainda mais chegando a casa dela com um arranjo de flores seria estranho comparado a tudo que ele já tinha me visto fazer, mas, dessa vez eu estava mesmo determinado a ser uma pessoa agradável e não exibir aquele charme barato de sempre, Emilly merecia mais do que aquilo. Ele parou na porta da loja e assim que eu desci do carro uma jovem moça me perguntou o que eu gostaria, não titubeei em responder.

- Rosas, o maior buquê de rosas vermelhas que você tiver, o preço não importa

A vendedora resolveu ser legal e me ajudar, e acabou me mostrando um que eu achei que agradaria Emilly, um enorme buquê de rosas vermelhas e brancas, onde as brancas formavam um coração no centro, rodeadas pelas vermelhas (Click para ver as flores), preenchi o cheque enquanto um funcionário da floricultura colocava as flores no carro, assim que sentei olhei para aquele buquê, estava realmente satisfeito, acho que ela gostaria daquilo, embora ainda achasse um pouco brega.

Não demorou muito para que estivéssemos de novo na estrada, menos de 10 minutos até a casa dela. Respirei fundo pegando as flores com ambas as mãos, com o devido cuidado para não desfazer o arranjo e sai pela porta do carro, após falar com o porteiro minha entrada foi liberada, ótimo sinal, ela estava realmente a minha espera, caminhei um pouco até chegar a porta e tocar a campainha, uma simpática senhora me atendeu, com um enorme sorriso escondido atrás da “montanha de flores” disse – Sou o Nicolas, Nicolas Blanco, acho que a Emilly estava me esperando – a moça pareceu achar graça do tamanho do arranjo de flores, mas me pediu que entrasse e esperasse por um instante, e que Emilly estaria na sala em alguns minutos. Tudo que me restava era ficar ali esperando com as flores na mão e um sorriso encantador no rosto.



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Re: Suíte de Emily

Mensagem por Samira Kavanagh Grigori em Ter 25 Nov - 20:35:40

'Cause this is torturous electricity

Passava-se um milhão de ideias em minha mente maquiavélica e pervertida, e uma delas, sem sombra de dúvidas era brincar com a minha amiga, e se eu digo brincar, é no sentindo negro e muito delicioso.

Mas isto estava longe de acontecer.

Senti um peso enorme sobre meu corpo coberto pelo lençol macio. “Desde quando a Em está tão gorda assim?” Pensei, assim que fui esmagada. Meus ouvidos então foram preenchidos por um grito estridente e masculino. O que raios estava acontecendo ali? Retirei o lençol de minha cabeça, observando a criatura que estava por cima de mim. – What the fuck is here? Que está fazendo aqui, Bill? – Perguntei alarmada. Primeiro porque a Eden não estava ali, segundo... Por que caralho ele ainda estava com um cigarro na boca?

O que sete infernos está acontecendo aqui?. Por que estão aqui ... na minha cama? – Meus olhos de Billie foram para Emily e voltaram para Billie que retornam para Emily com uma expressão de espanto. Empurrei o rapaz para o lado, assim podendo ser libertada de seu peso e ficar sentada. Encarei-a dos pés a cabeça: salto, vestido, bijuterias... Arqueei a sobrancelha, fitando seus olhos claros. Que sete infernos você está vestida deste jeito? – Uma risadinha fora escutada, virei-me com a cara de poucos amigos para Bill, jogando contra seu rosto a almoçada de Em com tudo. Nesse momento que eu percebi, finalmente, que a minha melhor amiga estava arrumada para um encontro, com outro. Por que diabos ela não tinha me avisado? Por que estava quebrando a regra mais importando do segundo parágrafo artigo terceiro: não trocar uma sexta-feira à noite com sua melhor amiga por um reles garoto? Por que?

NÃO! Está proibida de trocar a NOSSA sexta-feira por um encontro! Sem argumentos, a senhorita não sai daqui. – Cruzei os braços rente ao peito. Sim, estava sendo egoísta com ela, mas porra, tem que ver o meu lado, eu deixei de fazer um milhão de coisas para ficar com ela... Tá, não tinha nada para fazer, mas mesmo assim era sacanagem!

A porta amadeirada abriu-se novamente, e de lá em passos tranquilos apareceu o alemão de olhos claros e gelados. Por um momento fiquei a fita-lo tentando raciocinar o porquê do quarto da Emily estar tão movimentado assim. Por um lado pensei que ela estava saindo com o Morteri de novo, mas isto estava fora de qualquer cogitação... E então, plim! A lanterninha do mal fora acessa. Eu que tinha convidado Edgar. Ele era o único que conhecia e sabia aonde comprava a melhor maconha de toda Nova Iorque. Também, devo admitir, queria assustar Emily. Sei qe é sacanagem levar um ex para fumar junto com a gente, mas ai que estava a divina graça.

—  Estou atrasado? – Novamente, ninguém conseguiu responder a tempo e nem mesmo raciocinar se a presença do gêmeo mau traria mais confusão do que já tinha, pois o som da campainha soou em todos os cômodos do gigantesco apartamento. – Não, Edgar, chegou bem na hora de eu expulsar o cara que a Emily imaginou que iria sair. – Um sorriso maquiavélico abriu-se em meus lábios carnudos. No fundo estava querendo matar a Emily, não antes de torturar ela até suplicar pela morte que demoraria para vir, porém, precisava dispensar o carinha.

Sam .. — O olhar de suplica recaiu sobre mim. — Calminha, só vou dispensar o rapaz, não vou matá-lo nem nada do gênero. Isso, provavelmente deve ser a função de Edgar e Billie, o meu é ser uma garota correta e educada. – Dei um sorriso de canto, caminhando e atravessando a porta do quarto. Rapidamente desci as escadas, ouvindo uma voz na sala de estar. Franzi o cenho, tinha ouvido Blanco? Não, estou ficando biruta, jamais que a Em levaria um cachorro sarnento para dentro de casa e...

PUTA QUE PARIU! Esqueci da garota educada. Estava em choque, com raiva e em choque. O que você está fazendo aqui? – Para a minha surpresa se tratava do despacho da encruzilhada. Sim, senhoras e senhores, era só pensar no maldito que ele aparecia. – HELLING! – gritei, esbravejei. Encarei ele com um olhar mortal, e então, minhas orbes escurecidas de tanto ódio parou para as rosas em sua mão. – HELLING! – Novamente minha voz era escutada por todo apartamento. Era isso mesmo produção? Emily Von Helling A.K.A melhor amiga iria sair com meu mais desprezível arque inimigo? Era demais para mim! Não depois que havia brigada com aquele maldito na frente de todos! Na frente dela!

Plafe!


Tudo foi rápido como as batidas de meu coração. O buque que antes estava sobre as mãos de Nicolas, jazia no chão. Algumas pétalas espalharam-se pelo tapete, com um mesclado de branco e vermelho. Aquilo não era o suficiente. Pisoteei o buque várias e várias vezes, com todo ódio que eu tinha, e após acalmar os ânimos – que estavam a flor a pele –, virei-me para a empregada com um sorriso falso nos lábios. – Pronto, agora a senhora, por favor, poderia levar o esse lixo para fora? – Meus olhos foram em direção de Nicolas e voltaram-se para Emily. – Agora, suposta melhor amiga... QUE PORRA É ESSA? ESTÁ DO LADO DE QUEM AFINAL?
tag: #Emily #Bill #Dgar #Aprendiz de demônio. | words: xxx | notes: What?

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Re: Suíte de Emily

Mensagem por Billie C. Thénardier em Ter 25 Nov - 22:09:51

Free Cannabis




O que Billie viu foi um verdadeiro choque, mas não de todo ruim, afinal se tratava de um belo par de coxas e lábios carnudos. O garoto não pôde deixar de soltar um berro de assombro pelo susto inesperado, nada proposta obviamente. A garota, que logo após reconheceu como uma daquelas irmãs egípcias gostosas, gritou seu nome -sinceramente, não tinha a menor idéia de como aquela guria o conhecia- e proclamou algumas injúrias na mesma frase.

-Ahn, me desculpe! Sério, cara, foi mal. Pensei que fosse Emily, quem estaria na cama dela senão a própria? -Haviam várias respostas para essa pergunta, mas o momento não se revelava propício para tal.

Uma voz conhecida se viu presente no recinto, dessa vez vinha da dona do quarto que, incrédula, questionou o que aqueles intrusos faziam por ali. Um forte impacto atingiu a face de Billie, assim que Emily findou seu discurso de surpresa.

-Caralho, Samira, o que tem dentro dessa almofada? - Por algum motivo o rapaz lembrou-se do nome do belo par de coxas, talvez pela pancada na cabeça. Como se esquecer? Ela sempre comparecia nas melhores festas de NY, era uma Gavanagh Grigori e tem um interminável histórico de confusões em seu currículo de barraqueira.

-Atrasado? - Puta que pariu, mais um? O quarto da Helling de uma hora para outra se tornou um bordel ou o que? Certamente não era lá grandes coisas para Edgar Morteri resolver dar as caras. Provavelmente não foi convidado para porra nenhuma mas era típico daquela vadia ser um babaca.

Billie tirou o cigarro dos lábios e soprou a fumaça do tabaco para o lado do quarto onde havia uma janela.

-Morteri, camarada! -O garoto acenou-lhe com a mão e voltou sua atenção para a cena que acontecia debaixo de seus narizes, Billie seguiu seus passos. Ou a cena havia sido muito corrida e repleta de adrenalina e emoção ou a travesseirada no crânio havia deixado-o tapado, pois não havia nem sequer reparado que Emily estava vestida como uma garota americana se vestiria para um encontro com um viado qualquer. A maquiagem pesada e borrada nos cantos dos olhos -vítima do nervosismo- denunciava a moça, afinal. Bill deixou com que um sorriso surgisse em seus lábios, sorriso esse que Emily reparara e não pareceu satisfeita.

Samira esbravejava e demonstrava sua notável repulsa pelo fato da amiga -não só amiga, melhor amiga- estar trocando a noite das garotas de sexta-feira para um encontro, pelas vestes da VH, um jantar. Nada de Burger King.

-Garotas, garotas...Vamos manter a compostura. -Disse ele por entre sorrisos. -Nada que uma boa conversa regada à maconha não possa resolver. Concorda com seu amigo, Morteri?

Já era tarde para tentar resolver a situação que já estava dada ao espírito da treta. A egípcia desceu correndo as escadas da cobertura afim de ver com seus próprios olhos -grandes, brilhantes e amendoados- o mais novo pretendente de Emily Louise Von Helling, pretendente esse que iria acabar com as suas esperanças de ter uma noite tranquila de seriados, filmes, doces e cigarros com cheiro de menta. Sendo assim, todos desceram atrás da garota, inclusive Emily que trazia em seu semblante preocupação explícita com um rumo ao qual aquilo iria tomar. Não precisava ser nenhum expert para saber que só poderia dar merda.

-PUTA QUE PARIU- foi só o preciso para sacar que o que Samira havia visto era pior do que imaginávamos. Assim que nos posicionamos quase em fina indiana para ver que o havia acontecido, vimos Nicolas Blanco parado ali no Hall de Entrada do apartamento com um longo buquê de rosas em mãos. Pobre buquê! Samira foi de encontro ao galante rapaz de olhos claros e com um tapa tirou o buquê de suas mãos, pisotiando as rosas em seguida.

O escarcéu estava formado.

-Ei, Sam, acalme-se, garota. -Billie caminhou até a moça e a tocou um de seus ombros -Já sei do que está precisando para melhorar esse humor negro, Morteri, traz um desses baseados para a dama. -Disse o francês apontando para o volume em um dos bolsos do jeans do garoto alemão, conhecia até o formato daquela maravilha.

Edgar chegou a se mover, mas logo parou quando Samira se soltou de Bill com um grasnido de "Vá se foder, Bill!" e voltou seu olhar para Blanco que parecia tão irritado quanto Samira, que não parava de demonstrar sua ira para com Emily.

-Porra, Ems, você deixa a treta, mas a treta nunca te deixa, impressionante isso! -Ela ergueu o dedo do meio para o garoto, que desistiu de ser gentil e se distanciou por pura segurança. -Edgar, parceiro, descola a Marijuana, cara! - Edgar passou o cigarro enrolado em seda para Billie que sacou seu isqueiro e deu uma longa tragada. -É óbvio que eu já tinha erva em mãos, mas a sua é certamente de maior qualidade, Morteri. A minha eu deixo para distribuir pra galera.

O Thénardier então tirou três cigarros de maconha perfeitamente enrolados do bolso de sua jaqueta. Um colocou entre os lábios de Nicolas Blanco e o acendeu para o rapaz num gesto de paz como "ei, não sou seu inimigo", talvez pelo momento ser de tanta emoção ou porque realmente o cara estivesse precisado, aceitou de bom grado. Sabia, entretanto, que Samira não era do tipo de recusar erva, portanto acendeu-lhe um cigarro com a ponta do próprio baseado para para a egípcia, e logo após ofereceu um para Emily -a garota provavelmente pretendia recusar, mas precisava dar uma relaxada-.

-Todos calmos? Vamos ao sexo.
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Re: Suíte de Emily

Mensagem por Edgar Dohrn Morteri em Qua 26 Nov - 17:09:24


muahaha
Perante os decorreres, eu fui pontual. Estive lá, ereto, observando o correr fervoroso de insultos e empurrões de Billie e Samira. Além disto, pude estar ciente das feições desgostosas e, em simultâneo, despreparadas de Emily. O que está, afinal, acontecendo? Recordo-me de ter sido chamado por conta das parangas, somente. Porém, pelo que vejo, o fogaréu instaurou-se e — opa! — estou incluído. — Não que ninguém ligue, mas vou me sentar aqui. — Esbanjo um sorrisinho debochado seguido da minha aproximação à poltrona, que por ventura me acomodei despojadamente. Retiro um isqueiro totalmente negro do bolso e acendo a ponta de um dos baseados, inalando do conteúdo e prendendo-o em meus pulmões.

A cobertura de Emily é segura. Não consigo calcular a quantia de vezes das quais fumamos ao luar, acompanhados de uma galera considerável, pois tais são muitas. Não hesitei em expelir a fumaça pela atmosfera de tensão da suíte, meus orbes rotacionando-se mediante os semblantes dos presentes. Mantive-me desligado enquanto meu nome não é citado, o que se mostrou ser divertido a beça. Quando os extremos são atingidos, eu procuro por me conter. Gargalhar só colocaria o meu na reta, e eu quero escapar ileso. O buquê de flores era realmente bonito, bem romântico da parte de Nic — romance que desconheço do tempo em que éramos o terror nos institutos —, entretanto Samira apresentou reação oposta. O buquê, então, era bonito.

Um dos quatro baseados é requerido. Cheguei a pensar que este momento jamais chegaria. Transferi a posse a Billie que prestativamente o acendeu. O mesmo fiz com o que possuía localização exata entre os meus lábios: traguei, inspirando profundamente. Olhando à superfície de seda cor de creme, eu indubitavelmente realizei um trabalho plausível ao bolá-los. E espero que isto melhore os ânimos, para que a noite, mesmo com as cômicas delongas, chegue a um desfecho como outrora prometeu chegar: amigos na paz de Jah. — Billie, Billie, 'tô orgulhoso, bro. — E estava mesmo. O parceiro controlou a situação e aprumou o trem nos trilhos. — Todos calmos? Vamos ao sexo. — Gargalhei, o aroma natural sendo expelindo juntamente de meu hálito. É claro que, à primeira vista, não imaginei que a noite prometesse tanto; analisando bem, Samira é gostosa.
Edgar Dohrn Morteri
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Re: Suíte de Emily

Mensagem por Nicolas R. B. Blanco em Qua 26 Nov - 21:37:55

Not a Bad Thing!!
Let me take you out, bet you we could have some fun girl.
Just a classic case scenario!


Tudo aconteceu rápido de mais para que eu pudesse processar, ou ver já que enorme buque de rosas recobria minha visão da escadaria. Mas aquele tapa, aquele tom arrogante e as rosas destruídas, eu observei Samira por um instante pensando nas milhares de formas de despedaçar a alma e dignidade dela antes de finalmente atear fogo ao seu corpo. Em nome de que diabos ela estava fazendo aquilo?

Dei uma suspirado, tentando não transpassar para todas aquelas pessoas o profundo ódio que eu sentia, ouvi a morena me chamar de lixo e simplesmente sorri para ela como se estivesse achando graça da “piada”, me chamar de lixo? A egípcia já tinha sido mais criativa em outras oportunidades, e eu estava realmente focado em ter uma noite agradável com Emilly, sorri ao receber o baseado das mãos de Billie, me lembrava dele de vista da escola apesar de nunca termos tido muito contado, mas aquele outro rosto sim me era família, Edgar Morteri, velho amigo, companheiro de farras e bebedeiras, acabei meio surpreso havia algum tempo que não o encontrava, desde a nossa pequena invasão ao “finado” instituto. Tirei o cigarro que Billie havia posto em minha boca, atirando-o porta a fora.

– Valeu Billie, mas eu não costumo fumar.

Exibi um sorrisinho sínico de quem planejava fazer a maior besteira de uma vida, e comecei a caminha calmamente na direção de Samira com as duas mãos nos bolsos, minha vontade era de esmagar aquela garota como a um inseto, afinal para mim ela não passava de uma barata descascada, mas tinha uma forma melhor de acabar com ela do que usando a violência. Próximo a ela me abaixei e peguei uma das poucas rosas ainda intactas depois de seu ataque de fúria e levantei ainda encarando a garota, aumentei gradualmente o meu sorriso até virar uma pequena gargalhada.

– Isso tudo é falta de amor Sam? Ta com um belo humor de mal comida hein... – Olhei para Emilly toda arrumada e sorri, ela estava realmente linda. Depois voltei novamente os olhos para minha “velha amiga” – Sabe Samsam, eu poderia acabar com você, te humilhar, fazer algum mal a você depois disso. Mas, eu realmente não vou fazer nada contigo, compro outro buque depois. No final das contas você é a melhor amiga da Emilly, e eu realmente não quero ver uma garota tão bonita como ela triste por que eu tratei mal uma pessoa como você. Tudo bem, não estou com raiva de você, sei como deve ser triste para você ver as pessoas ao seu redor sendo felizes e vivendo bem enquanto você continua a mesma mal amada, invejosa e fracassada de sempre que não consegue ser feliz e tem de armar um barraco sempre que pode para chamar a atenção das pessoas por um misero minuto – Dei uma piscadinha de olho enquanto me afastava – Não consigo mais ter raiva de você Samsam, tudo que eu sinto por você no momento é pena, e nojo do que você se tornou.

Ao me afastar de Samira caminhei tranquilamente com a rosa na mão indo em direção a Von Helling, subi alguns degraus até o lugar onde ela estava, talvez estatelada com a situação, eu sabia que ela talvez não ficasse feliz com o que eu disse a Grigori, sabia que eram muito amigas, mas ela teria de concordar que eu havia sido muito educado, até de mais para os padrões Blanco de educação que eu havia recebido, parei de pé em sua frente tomando a sua mão e dando um beijo na parte superior da mesma, em seguida lhe entregando a última rosa intacta e sorri.

– Me desculpe por todo esse transtorno e toda essa sujeira, se soubesse que iria causar esses problemas não teria trazido as flores, só achei que você merecia uma bela surpresa –  olhei novamente para Samira com um olhar de reprovação – uma pena essa dai ter estragado toda a surpresa. Será que ainda podemos sair?


Olhei para o lado e percebi Edgar, aquela velha cara sínica de quem estava achando toda aquela situação uma comedia, ok, se estivéssemos em papeis trocados eu ia rir muito da cara dele, afinal eu aquilo devia estar sendo mesmo uma cena hilariante para quem apenas observava, dei um sorriso para o velho amigo com uma proposta final.

– Hey Ed, ainda está me devendo a revanche daquela noite de poker... Precisamos jogar mais vezes, agora que está na faculdade, vai sempre poder arrumar novas fontes de “ar puro” para nós. – em seguida me voltei novamente para Emilly – Sabe, se quiser desistir e deixar nosso jantar para outra oportunidade não tem problema... Sei o quanto deve ser desagradável para você toda essa cena protagonizada pela nossa amiguinha desesperada por um minuto de atenção.



Nicolas R. B. Blanco
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Re: Suíte de Emily

Mensagem por Emily Von Helling em Sex 28 Nov - 23:17:50

leave me alone
Para minha total surpresa — ou nem tanto assim — quem havia chego era Edgar. Não precisou sequer ser anunciado, ele conhecia muito bem aquele apartamento. Soltei o guarda-chuva com uma força exagerada, enquanto observava Samira e Billie sobre a minha cama. Eu poderia jurar que mataria meu futuro ex-cunhado naquele momento. A presença do Morteri só poderia ser coisa sua. Infeliz. O fuzilei com o olhar e ele pareceu notar, dando de ombros e cumprimentando o recém-chegado. Mas o olhar gélido de Edgar caiu sobre Samira. Era como ver um predador apreciar sua próxima refeição com deleite.

Não! Ela não poderia tê-lo chamado. Ainda que fosse a nossa noite, ela não tinha esse direito. Não que ainda sentisse ódio ou raiva do gêmeo mau .. era algo indecifrável. Qualquer sentimento mau já era relevante, aprendi a conviver com ele. — Era só o que me faltava. — Revirei os olhos conformada com sua presença. Mas muitos fatos aguardavam para acontecer naquela memorável noite. A campainha novamente ressoara por todo o apartamento, como os sinos que tocariam nos avisando a chegada do apocalipse. Soltei um gemido amedrontado e murmurei o nome da garota enquanto ela rapidamente levantava, passando pelos três e descendo as escadas mais rapidamente do que já imaginei ser possível. Saí em seu encalço, obrigando Billie e Edgar a me seguirem instintivamente. É claro que eles não perderiam o pequeno show, não é mesmo? Afinal, quem iria?

Sequer terminei por descer todos os degraus da escada quando percebi o estardalhaço que Samira estava causando. Ela berrava a plenos pulmões o meu sobrenome. O chão estava vermelho de pétalas de rosas destruídas que antes deveriam pertencer a um buquê  e o pior era que a morena as pisoteava com tamanha raiva que não havia como explicar. — SAMIRA, PARA COM ISSO! — Me descontrolei de tal modo que ela de fato parou, mas começou a dar ordens a minha empregada que sequer se movia. Segurei no corrimão da escada quando Edgar passou por mim indo se sentar em uma das poltronas.

É claro que ele assistiria ao espetáculo de camarote. E com seu habitual sorrisinho charmoso e  sarcástico. Billie não parecia se importar tanto com o desenrolar dos fatos, muito pelo contrário, parecia aéreo — no sentido chapado da palavra. Estava estática observando Samira despejar injurias sobre Nicolas. Olhei mortalmente para empregada, ela sabia que era hora de se retirar. Tinha a sensação de estar em um sonho daqueles em que por mais que tu queira gritar, tu fica totalmente sem voz. A voz de Billie me despertou de meus devaneios com sua oferta e o mandei se foder de uma forma menos ‘verbal’.

Desperta do transe percebi que estava no momento de intervir antes que alguém partisse para agressão física. Mas fui interrompida pela ação de Nicolas de se aproximar, mesmo receoso. — Como você se atreve? — Meu olhar era direcionado a Samira, mas minhas palavras de ressentimento não. Suspirei e movi a cabeça negativamente, enquanto girava o caule sem espinhos da rosa em minhas mãos, observando o tom demasiado vermelhos das pétalas. Ergui meu olhar para Nicolas. — Quanto a você .. — Sentia o amargo sabor das minhas próximas palavras serem injetadas em minha boca como o mais suave e puro veneno. — Como se atreve a falar tudo isso para a minha melhor amiga e ainda ter a cara de pau de perguntar se podemos sair? Talvez Samira estivesse certa a seu respeito o tempo todo.

Não sabia onde encontrava forças para continuar o repreendendo. — Eu pensei que você fosse diferente, sabe, mas não, eu estava enganada. Você não é diferente e muito menos igual. Você é pior. Faça um favor a si mesmo e não me procure ou ligue. E se tem alguém com pena e nojo de outra pessoa aqui, sou eu de você, Blanco. — Então amassei a rosa que sobrara e me virei, subindo as escadas. Não conseguiria encarar seu olhar naquele momento, muito menos o julgamento dos demais.

Eu só quero ficar sozinha agora. — Falei mais baixo que anteriormente, avisando a Samira indiretamente e continuei a subir as escadas, dando as costas a todos eles. — E, por favor, não matem ninguém ou coloquem fogo no apartamento, boa noite. — E que os jogos começassem. Bati a porta mais fortemente e me joguei na cama. Eu só precisava dormir e esquecer o que havia se passado.
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Re: Suíte de Emily

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