Suíte de Baptiste

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Suíte de Baptiste

Mensagem por Secret em Qui 21 Ago - 21:28:40

Suíte do Baptiste


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Re: Suíte de Baptiste

Mensagem por Baptiste R. O'Donnel em Sex 22 Ago - 23:06:42


Fuck That Shit!

Meu coração estava tão descompassado e acelerado que pensei que ia infartar, mas não tinha tanta sorte assim. Minha respiração estava alta, dentes trincados, punhos cerrados e meu peito queimava tão forte que pensei que talvez existisse a possibilidade de eu entrar em convulsão. O meu quarto que antes costumava ser o meu santuário apresentava-se em total caos. Mesinhas estavam viradas de pernas para o ar, havia alguns estilhaços de vidros no chão que havia quebrado e objetos jogados por todos os cantos. A única coisa intocada foi minha guitarra que eu nunca quebraria, mas de resto, eu parecia estar vivendo no cenário de um assalto. Eu ainda sentia ódio mesmo tendo quebrado cada mobília naquele lugar. Bati com a mão nas fotos, derrubando uma por uma ao chão e quebrando o vidro dos porta-retratos tornando do meu chão quase um tapete de cacos. Eu queria matar alguém e talvez eu fosse perfeitamente capaz disso.
Me sentei no assoalho e apoiei minha cabeça em minhas mãos, ainda respirando alto. Meu rosto estava molhado e eu não sabia se era suor ou alguma lágrima que tivesse ousado descer por meu rosto. Eu estava puto porque sabia que minha vida não seria a mesma pelos próximos quatro meses e que dessa vez as ameaças de Robert eram reais. Eu não queria pertencer a uma mulher ou sequer fingir isso. Eu queria voltar ao início da noite e deixar a balada acompanhado de Dianna e que aquela garota de quem sequer me lembrava o nome, mas que esperava um filho meu, não tivesse nunca optado por me contatar.
A porta do meu quarto se abriu e então encontrei Robert parado ali, sem ousar adentrar provavelmente surpreso pela situação em que encontrou meus aposentos. Me coloquei de pé enxugando o rosto com as costas das mãos e o encarei serrando os punhos. Eu poderia socar Robert tanto... Na verdade não via uma boa razão para não fazê-lo.
-Baptiste... O que você está fazendo?
-Caçando borboletas, não é obvio? -Indaguei em tom irritado e impaciente enquanto via o homem erguer uma sobrancelha. Grunhi: -O que você quer?
-Apenas checar você e me despedir. Aydra já está instalada nos seus aposentos... Deixei Henrick tomando conta dela.
-Conta de que? -Ergui uma sobrancelha, mas Robert sequer precisou responder. Eu já sabia a resposta. Soltei uma risada irônica. -Cuidado, posso atacá-la com a minha coleção mortal de abridores de vinho.
-Apenas siga o que eu te disse, desistir da sua vida de merda por quatro meses não é um sacrifício tão grande, está bem? Faça-me crer que ganho algo como seu empresário. Boa noite Baptiste.
Falou o homem enquanto deixava o quarto. Revirei os olhos balançando a cabeça negativamente e caminhei em direção ao climatizador que tinha no canto esquerdo do quarto e tirei dali uma garrafa de Jack Daniel's enchendo um belo de um copo para mim, bebendo o líquido com tanta vontade que desceu como água. Tudo bem, se eu tinha que viver uma vida de merda pelos próximos quatro meses, então que eu aproveitasse o meu último dia... Fora que Robert havia deixado claro que eu não deveria ser visto com outras mulheres além da garota que morava comigo, então faria questão de ser invisível aos olhos.
Peguei o meu celular e disquei o primeiro número da lista de chamada, o número de Alexia. Dei mais um longo gole na bebida, sentindo o peito queimar e dessa vez não por raiva enquanto escutava o telefone chamar. Era cerca de duas horas da manhã, mas eu imaginava que Alexia ainda estivesse acordada, ela era como eu.
-Alô?
A voz surgiu do outro lado da linha enquanto eu me sentava sobre minha cama desarrumada e massageava o cenho com os dedos. Tentei soar bem por mais que o ódio e impaciência estivesse nítido em minha voz.
-Alexia, estou passando aí.
Falei simplesmente enquanto a ouvia soltar uma risadinha do outro lado da linha e falar para alguém parar de fazer algo. Provavelmente ela estava com a colega de quarto com quem eventualmente tinha casos. Se eu desse sorte conseguiria comer as duas naquela noite.
-Tá. O que você tem?
-Stress. -Respondi simplesmente, dando de ombros. -Preciso comer alguém.
-Tem vinte minutos para aparecer, O'Donnel, ou começaremos sem você.
Ela desligou enquanto eu me colocava de pé rapidamente e vestia minha jaqueta de couro que havia deixado pendurada na maçaneta da porta do quarto. Sequei o rosto mais uma vez tentando me livrar das marcas de suor e agarrei a chave da minha Harley, caminhando até a porta do quarto. Era aquilo que eu amava em Alexia desde que havia assistido a um show da sua banda em um festival de música do qual ambos havíamos participado: Podíamos ter o outro como plano de escape sempre que desse vontade.
Abri a porta de madeira do cômodo e dei meus primeiros dois passos até que pudesse encontrar dois dos seguranças que sempre tinha por perto de mim, mas geralmente não dentro da minha casa. Ergui uma sobrancelha observando ambos em tom indignado. Bufei.
-Era só o que me faltava: Tenho escolta dentro da minha própria casa.
-Sr. O'donnel, onde o senhor vai?
-Não acho que eu te deva qualquer explicação, seu brutamontes maldito. Eu vou sair.
O homem usava óculos escuros então era impossível enxergar qual havia sido sua reação diante das minhas palavras, mas todos eles estavam simplesmente acostumados com aquele tipo de comportamento. Apenas ficavam quietos e obedientes como eu adorava. Fuzilei o segundo homem que ousou a dizer:
-Senhor, recebemos claras ordens de Robert para mantê-lo dentro do apartamento essa noite.
-Eu não dou a mínima para o que Robert diz para cada um de vocês ou qual dos dois está chupando, eu estou saindo e qualquer um que discordar não precisa vir trabalhar amanhã em NY, pois acabarei com a carreira profissional de ambos e acreditem: Eu tenho esse poder. -Ameacei estreitando os olhos enquanto dava mais passos em direção a escada, dessa vez sem ser seguido. Sorri. -Bons garotos.
-Senhor, não acho que seja uma boa ideia.
-Eu estou indo foder duas garotas lindas, como isso não é uma boa ideia? -Perguntei em tom abismado, abrindo um sorriso sarcástico. -E acredito que se não pararem de me irritar, a garota linda será um dos dois. Boa noite.
Falei simplesmente enquanto descia as escadas e fechava a porta do apartamento logo atrás de mim, esperando que a porta do elevador se fechasse e me levasse em direção ao subsolo. Caminhei em direção a minha Harley V Road e a liguei soltando um suspiro e ouvindo o doce roncar do motor do meu bem mais amado no mundo. Se sequestrassem aquela moto, eu provavelmente daria todo o meu dinheiro e minha família por ela, Roxane era meu único amor. Coloquei o capacete mais no intuito de cobrir do rosto do que realmente de proteção e então finalmente acelerei, deixando aquele inferno para os meus sete minutos no céu.
I'm done with that fucked up world.
Thanks Maddoll @ TPO
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Re: Suíte de Baptiste

Mensagem por Baptiste R. O'Donnel em Sex 24 Out - 0:04:58

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Eu desisti da cadeira de rodas quando tivemos que subir as escadas em direção ao segundo andar do apartamento. Assim que havíamos deixado o hospital Robert finalmente deu por nossa falta e desde então eu havia ignorado milhões de suas ligações que provavelmente se perguntava desesperadamente onde estávamos. Aydra estava sentada na cadeira que eu havia pegado emprestada do hospital e somente quando finalmente entramos no apartamento pude me dar ao luxo de apertar o maldito botão verde no visor do telefone para ouvir os surtos típicos do meu agente que, como sempre, respondi apenas com explicações e defensivas um tanto vazias.

-Você está ficando maluco, Baptiste?

-Robert! -Atendi em meu melhor tom animado e irônico. -É ótimo falar com você também. Aydra não queria mais ficar no hospital então eu dei um jeito de trazê-la para a casa. Vou lhe dar água e então fazê-la descansar um pouco, relaxe, não sou tão desnaturado assim. E quanto ao carro... Bem, eu precisei porque não me lembro onde estacionei o carro da Lydia, então isso fica com você. Eu deixei a chave em cima do balcão, boa sorte com a procura.

Sorri desligando a ligação antes que pudesse ouvir o adjetivo bonito que Robert teria para me designar naquele momento. Meus olhos caíram em Aydra e então lhe dei uma piscadela divertida, pegando-a no colo e começando nossas escaladas em direção ao andar de cima. Eu me sentia um pouco mais confortável perto dela desde o beijo no carro, mas ainda assim era estranho tanto contato físico quando havia um certo lado sentimental envolvido. Falando em lado sentimental: Ninguém sabe o que é real tensão quando se tem que subir um lance infinito de escadas com uma grávida fraca em seu colo e com um medo enorme de fazer bosta e cair.

Não foi para o quarto de Aydra que me dirigi. Eu não pensei duas vezes ao levá-la para a minha suíte pois sabia que ela precisava descansar e aquele era simplesmente o único lugar na casa em que ela poderia fazer isso sem sofrer perturbações. Eu costumava me encontrar e passar a noite com muitas mulheres, mas nenhuma delas sequer teve a chance de conhecer o meu quarto justamente por aquele ser o MEU espaço. Ter Aydra comigo lá dentro foi um pouco estranho, mas não me incomodou realmente. Apenas a coloquei cuidadosamente sobre a cama e caminhei em direção ao frigobar no canto do quarto, tirando de lá uma garrafa com água que servi em um dos copos de cristal que tinha sobre o bar. Abri um sorriso caminhando em direção à menina e a ajudando a se sentar por mais que eu suspeitasse que estivesse recuperando a sua força. Lhe entreguei o objeto.

-Até onde eu sei é sempre bom se hidratar. Espero que se aplique para pressão também.

Abri um sorriso irônico soltando um leve suspiro e um bocejo que com ele veio. Meus olhos ardiam e eu me sentia exausto justamente por ter estado acordado desde as seis horas da manhã do dia anterior e pelo fato de que o sol já brilhava alto naquele dia. Fechei as cortinas pesadas do quarto para que ficasse escuro, apenas iluminado pelo abajúr que havia acendido ao lado de Aydra para que ela pudesse enxergar o que estava fazendo. Tirei os sapatos e a jaqueta, jogando-os para o canto do quarto.

-Acho bom descansar um pouco. Você e eu, já que sou um ser humano também... Por mais que não pareça as vezes.

Sorri deitando-me ao lado da menina no colchão, mas em uma distância segura para não tornar as coisas desconfortáveis. Senti meus olhos pesarem e olhei de canto para a menina, observando-a cuidadosamente enquanto a cor lentamente voltava às suas bochechas e corpo. Senti certo aperto no peito e de novo me senti estranho e assustado com isso. Engoli em seco vendo todos os pensamentos que me passaram no hospital e como havia muita coisa que eu queria dizer para ela, mas que eu não tinha coragem. Me forcei a me aproximar da menina e toquei seu rosto cuidadosamente, sentindo-me extremamente estranho ao fazê-lo. Dessa vez não sorri irônico ou soltei uma piada. Eu estava sério.

-Você me assustou hoje, moça. Bastante. Pensei que nunca fosse te ver de novo e nem fodendo que você vai viajar esse fim de semana. Não vai sair dos meus olhares até que eu me certifique de que você está perfeitamente bem. -Aquilo soou como uma ordem, mas não me importava já que era realmente uma. Soltei um suspiro colando rapidamente meus lábios aos dela e partilhando daquele aperto no peito que me assustava, mas que aos poucos estava começando a gostar. -Foi estupidez ter oferecido hambúguer. Sinto muito que tenha acontecido o que aconteceu.

O "sinto muito" não foi exatamente um pedido de desculpas, mas já era um grande avanço. Cuidadosamente abracei a menina por trás a envolvendo em forma de "conchinha" e me senti realmente confortável com aquilo. Eu não gostava de dividir cama geralmente, mas naquele caso eu não liguei. Minha mão foi pousada sobre sua barriga volumosa e não hesitei em abrir a palma, deixando o contato máximo entre a minha pele e a dela, sentindo uma surpresa enorme quando senti um chute de dentro da menina. Um chute do meu menino. Abri um sorriso de canto e fechei os olhos sentindo-me bem naquela situação que nunca imaginei que fosse acontecer.Consegui falar antes de fechar os olhos pesadamente.

-Até algumas horas, Aydra. Qualquer coisa me acorde.

Falei, dessa vez pra valer.




Notas: Com Aydra etc e tal.



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Re: Suíte de Baptiste

Mensagem por Aydra Winston Yates em Sex 24 Out - 12:08:55

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Senti um alívio extremo ao chegar em casa, finalmente casa! O celular de Baptiste não havia parado de tocar um segundo sequer e eu apenas desconfiava que poderia ser Robert avisando que iria mandar a CIA atrás de nós. Tive que rir quando o músico atendeu, para a alegria e despero do agente do outro lado da linha. Meu sorriso se alargou ao ouvi-lo explicar da sua maneira o que tinha acontecido. Era a primeira vez que Baptiste fazia algo por uma pessoa que não fosse ele. Meu sorriso sumiu quando ouvi o nome da garçonete morena e íntima de Baptiste, apertando meus dedos contra o braço da cadeira de pura raiva acumulada. Eu poderia dizer algumas coisas para o rapaz, incluindo que ele não deveria mais ter contato com aquela antipática, mas isso estragaria tudo o que estava acontecendo entre nós no momento e eu não tinha o mínimo direito a isso. No instante seguinte eu estava sendo carregada no colo por Baptiste, agradecendo aos deuses por ter um "namorado" suficientemente forte para fazer isso. Passei o braço por seu pescoço pra sustentar meu corpo contra o dele, respirando fundo o aroma de álcool com perfume amadeirado, cheiro de Baptiste. Era possível sentir a tensão vindo dele, eu não sabia se era por cuidado ou pela proximidade. Provavelmente pelas duas situações. A última vez que eu havia sido carregada no colo pós-desmaio fora por Henrick. Agora com Baptiste pude notar que nem mesmo o segurança me passava a segurança que o músico conseguia transmitir. Era uma merda eu estar suficientemente fraca a ponto de mal conseguir andar, uma merda que contrastava com a satisfação de ver, uma vez na vida, alguém cuidar de mim.

Com o rosto escondido, não via para onde estava sendo levada e nem me preocupei com isso, só não posso negar o susto que levei ao me encontrar no quarto de Baptiste, no seu espaço imaculado, sobre a sua cama. Fiquei sentada a princípio, tensa, escorada na cabeceira da cama. Abri a boca para perguntar se ele realmente me queria ali
Me segurei. Ele era do tipo que não fazia nada do que não queria, pelo menos sozinho, então perguntar isso ao rapaz só o deixaria mais pensativo sobre o que estava fazendo. Eu estava longe de querer que o Baptiste grosso e indelicado voltasse à tona.

Peguei o copo de água com um sorriso fraco estampado, arqueando uma sobrancelha com o que ele disse. Assenti, lembrando vagamente de alguma aula, tentando não forçar demais minha cabeça a pensar ou ela traria a dor latejando que tinha diminuído a intensidade. — Quanto mais minerais, mais equilíbrio. — Comentei me lembrando do soro na veia que estava me mantendo hidratada. Por um curto instante a minha consciência pesou por ter fugido do hospital, mas se eu não tivesse fugido nada teria acontecido. Nem beijo, nem cuidado, nem quarto de Baptiste. Virei o copo de água devagar por mais que eu quisesse toma-lo com um só gole, esperando que meu organismo aceitasse bem a ingestão do líquido. Eu não queria ter que voltar pra'quele hospital tão cedo, muito menos levar agulhada de soro. Para uma futura médica eu estava sendo uma péssima paciente. Lembrando de paciente: eu ainda estava vestida com aquela camisola horrorosa de hospital que tinha o cheiro de hospital. Estava me enjoando. Seria demais se eu...? — Baptiste? Hm... Pode me emprestar... Ahm, uma das suas camisetas? Só pra tirar isso aqui. — Dei de ombros envergonhada, mostrando minha nada bonita roupa verde, deixando o copo no chão ao pé da cama. Ele considerou alguma coisa, talvez medindo nossos tamanhos, depois pegou em alguma gaveta uma camiseta. Enquanto ele fechava as cortinas, tentei ser suficientemente rápida para tirar a coisa verde e colocar a camiseta que ficava um tanto desleixada nas mangas e nos seios mas quase não envolveu minha barriga. Aquilo era estranho.

Descansar um pouco? Óh céus, sim! Eu estava esperando que ele me ajudasse a levantar e me levasse para meu quarto, mas não. Ao invés disso, Baptiste tirou a jaqueta, os sapatos e se jogou na cama ao meu lado. Era suficientemente grande para dois, eu não deveria me incomodar. Era só ficar quieta e dormir. Deixei meu corpo amolecer de novo contra a cama confortável ficando de barriga para cima, minha cabeça envolvida por travesseiros, estiquei a mão para desligar o abajur e me desliguei, fechando os olhos. Não demorou nada até que eu sentisse a mão de Baptiste puxar meu rosto para o lado dele de maneira carinhosa. O quarto estava escuro, mas ainda era possível ver um pouco mais do que o vulto do músico. Suas palavras me pegaram completamente de surpresa, me fazendo rir também com seu tom autoritário e o "nem fodendo". Elena me queria lá, eu ficaria bem até amanhã, eu sabia disso e parte de Baptiste também deveria saber que eu não corria riscos. Ainda assim, nem fodendo eu iria. Minha fala foi cortada pelos lábios de Baptiste contra os meus outra vez, menos urgente e mais carinhoso. Aproveitei do momento para entrelaçar meus dedos pelo cabelo dele, enroscando algumas mechas rebeldes. Apertei os olhos com força não querendo que ele se afastasse. Era preciso. "Eu sinto muito" doeu em mim. Abanei a cabeça negativamente, abrindo os olhos para fita-lo. — Não sinta. Não foi você. E não acredito que tenha sido o que eu comi. Argh, não quero falar de comida. — Me senti enjoada só de pensar e eu preferia o silêncio do que o assunto "hambúrguer".

Fui envolvida por trás por Baptiste, seus braços ao redor de mim. Foi a primeira vez que alguém me envolveu assim, a primeira vez que estava dormindo com alguém e isso era extremamente bom. Era bom ser abraçada, bom sentir aquela proteção, principalmente vindo de quem mais se quer. Estremeci e me segurei para não me afastar quando senti a mão do rapaz tocar meu volume. Normalmente eu não deixava ninguém tocar minha barriga, só que Baptiste não era qualquer um. "É ele, amorzinho." Abri um sorriso satisfeita com a reação do meu bebê se mexendo elétricamente dentro de mim. Eu nem mesmo sabia o que fazer, apenas me mantive quieta, deixando que a criança fizesse sua "parte". Era tão bom tê-lo perto, tão abusivamente incrível. — Até mais tarde, Baptiste. — Sussurrei, fechando os olhos com a doce e agradável sensação de estar envolvida por ele. Não demorou para que eu o sentisse relaxar atrás de mim, e foi aí que tomei a liberdade de pousar minha mão sobre a dele e descansar também.

[...]

O que você tá fazendo aí? Deixe-os dormir! Ora essa Robert! — Ouvi o sussurro urgente de Jeanine. Era tão baixo que até duvidei se eu não estava sonhando. Abri os olhos vendo uma pequena luz entrar no quarto e logo desaparecer. Eu não sabia quanto tempo tinha dormido, nem se Baptiste já estava acordado, só sabia que estava da mesma forma que tínhamos dormido. Tomei cuidado ao levantar, afastando as mãos de Baptiste com cuidado. Fui até seu banheiro e me assustei com a visão no espelho. Palidez era o que me definia. Lavei meu rosto e prendi o cabelo em um coque. Na verdade não queria apenas lavar o rosto, queria banho. Tirei a camiseta e fui para o chuveiro. Foi rápido apenas para tirar aquela coisa de hospital de mim. Eu não deveria abusar da boa vontade de Baptiste. Vesti a mesma camiseta e voltei para a cama, sentando ao lado do rapaz. Toquei seu rosto descontraidamente, não me demorando naquele ato carinhoso. Como eu iria embora assim? Como eu poderia deixa-lo um dia? Respirei fundo e me mantive sentada ao lado dele, vendo-o dormir.
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Re: Suíte de Baptiste

Mensagem por Baptiste R. O'Donnel em Seg 27 Out - 17:27:56

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Eu acordei naquele dia com a luz do sol e barulho de água caindo. Em todas as noites antes de dormir eu era cauteloso tomando o maior cuidado do mundo para fechas minhas cortinas com perfeição para a finalidade de não ter o sol me perturbando com o raiar do dia, mas aparentemente eu não havia feito um bom trabalho quando havia as puxado naquela manhã. O sol encontrava-se na posição exata para adentrar a pequena fresta dos tecidos pesados e batia de forma irritante contra os meus olhos, despertando-me de um sonho bom. Eu estava confortável, quente e um tanto descansado. Estranhei quando não pude sentir Aydra em meus braços ao me lembrar que era ali que ela havia adormecido.

Pelo barulho do chuveiro, quando minha mente estava acordada o suficiente, decidi que era lá que ela deveria estar e que isso me daria um tempo extra de sono. Me virei para o outro lado e voltei a fechar os olhos sentindo o sono e o cansaço tomar conta de mim, muito mais pela preguiça do que por qualquer outra coisa. Aquele lado da cama estava mais frio, mas eu estava acostumado com aquilo por mais que tivesse questionado a ideia de querer ficar no quente e de cara para o sol, mas resisti. Apenas deixei minha mente descansar ao ponto em que eu não visse mais nada e novamente caísse no sono.

Acordei sentindo algo tocar o meu rosto e meu primeiro reflexo foi agarrar a mão da pessoa em ato de defesa. Eu já havia acordado com socos de namorados furiosos por terem levado chifres ou então de mulheres malucas que queriam o meu sangue, então quando arregalei os olhos e vi Aydra, meu coração estava em uma adrenalina que foi mais potente do que o melhor energético para me despertar. Soltei um longo suspiro sentido o alarme abaixar e então soltei o aperto na mão da garota, soltando-a em seguida. Levei a mão até a cabeça voltando a apoiar-me nos travesseiros.

-Deus, Aydra! Você ainda será a causa da minha morte um dia.

Falei em tom arfado enquanto piscava algumas vezes para poder olhar para ela. Seus olhos azuis exibiam aquele brilho divertido que ela sempre teve e que por um momento eu não pude ver enquanto ela estava se sentido mal no hospital. Seus cabelos loiros estavam molhados e seu corpo, inclusive o grande volume da sua barriga, estava coberto por uma camisa minha que pertencia a época do colegial quando eu ainda jogava. Abri um sorriso de canto ao encontrar o símbolo dos Wolves estampado no corpo da menina ao meu lado.

-Eu ainda não acredito que jogava Lacrosse. Existem tantos esportes mais renomados... -Revirei os olhos, olhando para o relógio e encontrando os números 3:30 estampados. Ergui uma sobrancelha olhando para a menina em tom um tanto irônico. -Uau. Por que acordou tão cedo?

Olhei de canto para a porta entreaberta do quarto me perguntando se Aydra havia saído ou se alguém havia estado aqui. Eu não culpava Robert por querer se certificar de que a menina estava viva, mas entrar em meu quarto era demais. Aquilo não ficaria barato. Me coloquei de pé olhando para os corredores, mas estavam todos vazios. Bufei.

-Maldito.



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Re: Suíte de Baptiste

Mensagem por Aydra Winston Yates em Seg 27 Out - 19:20:46

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Meu reflexo estava longe de ser tão bom quanto o de Baptiste. Senti o aperto em minha mão reclamando inicialmente com uma careta. Ele era mais forte do que demonstrava. — Queria manter meus dedos, vou precisar deles mais tarde. — Brinquei, abrindo um largo sorriso quando ele me soltou. Meu humor estava consideravelmente melhor do que todos os outros dias, reflexo dos acontecimentos anteriores com certeza. Eu ainda desacreditava de algumas coisas, mas ver Baptiste ali tão perto, sem tentar se afastar, sem palavras ignorantes, sem tentar me ferir de alguma forma, tornava mais fácil de acreditar. — Ser a causa da sua morte não é algo ruim. Quero dizer, isso diminui as suas chances de morrer por qualquer outra doença. — Respondi de forma até descontraída, mesmo sentindo um calafrio passar no corpo só de falar no assunto "morte". Uma grande parte de músicos de sucesso morriam por doenças como cirrose, overdose, câncer ou AIDS, ou simplesmente se matavam. Imaginar qualquer coisa dessas acontecendo à Baptiste era a mesma coisa que ter uma faca alojada em minha barriga.

Olhei para a camisa e só então reparei do que se tratava. Abri mais um sorriso tentando imaginar Baptiste jogando lacrosse. Era quase impossível. — Quem jogava lacrosse no meu colégio era o Derick, o mais velho dos meus irmãos. Ele sempre foi bom nisso. Eu era boa em me esconder das líderes de torcida que me queriam na equipe. Ser jogada para o alto e balançar pompons não fazia realmente meu estilo. — Dei de ombros. O que fazia meu estilo era me afogar em livros para conseguir boas notas e assim uma bolsa na universidade. "Bolsa de estudos" me lembrava a boa e quase irrecusável proposta da universidade. Eu deveria contar, não? Afinal, o que isso mudaria na vida de Baptiste? Meus pensamentos nada divertidos foram interrompidos pela voz dele em um tom que beirava o sarcasmo, sempre. Olhei para o relógio e bufei, revirando os olhos imitando como ele faria se estivesse em meu lugar. — Está extremamente cedo, acho que deveríamos dormir mais. — Tombei de lado na cama ao mesmo tempo que via Baptiste se levantar de forma um tanto exasperada e olhar pela porta meio aberta. Eu não havia percebido aquela fresta. Ele realmente não deixava passar nada. — Deveria relaxar mais com o Robert. Ele é um cara legal, se observar bem. É o motivo do seu sucesso e, exceto ele te obrigar a me assumir, não acredito que ele tenha feito algo ruim pra você. — Essa talvez fosse minha sentença de morte. Baptiste alimentava uma raiva pelo agente que eu desconhecia completamente o motivo e tentar ser sua advogada não era a melhor coisa para manter um bom relacionamento com o músico. Bem, o que foi feito estava feito. Coloquei os braços sob a cabeça para apoia-la, observando o rapaz. Lembrei quando Elena perguntou o que eu via nele pra insistir tanto nisso. Baptiste não combina com você., ela dizia. Eu discordava plenamente. Baptiste podia ter seus muitos defeitos, mas eu duvidava que encontraria alguém que encaixasse tão bem. Antes eu estava tão decidida a me mudar assim que tivesse meu bebê, agora percebia que nosso "encaixe" poderia ser perdido. Eu precisava contar antes que a coragem se perdesse e antes que ele não me desse mais essa "abertura". — Baptiste, eu fui premiada com um intercâmbio pra Londres. — Soltei de uma vez só, me sentando na cama. Enrolava a barra da camiseta no indicador e olhava para ele com certo receio.
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Re: Suíte de Baptiste

Mensagem por Baptiste R. O'Donnel em Seg 27 Out - 20:06:57

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Um sorriso de canto se abriu em meu rosto a resposta de Aydra em relação ao meu comentário. Eu gostava dela assim: Com bom humor e soltando piadinhas, era mais fácil de se lidar do que com uma grávida atacada.

-Não. Já disse que quero morrer de uma morte foda. AIDS, Cirrose ou overdose. Talvez alguns tiros de um traficante, mas tem que ser mais de três pra não pegar mal.

Ergui uma sobrancelha com um sorriso de canto em meu melhor tom sarcástico enquanto via a menina me contar sobre o seu irmão que assim como eu costumava jogar lacrosse. Eu gostava do esporte, eu costumava ser bom, era atacante, rápido, fora que aquele era um jogo em que agressividade era simplesmente parte dele. Muito melhor do que futebol, pelo menos para a minha participação já que a ideia de corpo a corpo com alguns outros homens não me era muito agradável. Eu só preferia derrubar as pessoas com o meu taco... Tive que abrir um sorriso um tanto sugestivo com o meu pensamento.

Eu não pude deixar de fazer uma careta quando ouvi o discurso de Aydra positivo em relação a Robert. Não me virei para ela, apenas continuei a observar o corredor e escutei suas palavras que já havia ouvido falar da boca de muitas pessoas, mas nunca dei a mínima. Com Aydra não foi diferente. Robert trabalhava para mim, era meu verme e já que eu era o "dono" dele eu poderia tratá-lo como bem entendia tanto porque ele muitas vezes era um imprestável sem tamanho que não tinha boa noção de como usar palavras ou me tratar. Eu era um santo por não tê-lo colocado no olho da rua ainda e ainda tinha que escutar reclamações de "como deve-se tratar bem o seu empregado". Respirei fundo sentindo certo ódio queimar em meu peito ao imaginar que até mesmo Aydra ficava do lado dos outros antes de mim, só que não era assim que a banda tocava. Segurei firme e maçaneta, pela primeira vez na vida tentando tomar cuidado com as palavras.

-Eu acho que você deveria calar a boca. -Ergui uma sobrancelha respirando fundo. Suspirei. -Robert é meu empregado, minha putinha, eu o trato como eu bem entendo e não quero sua opinião em assuntos aos quais eu não a pedi, ok? -A olhei por cima do ombro em um tom um tanto repreensivo. Me virei de frente para a garota, ainda da porta. -Se quer fazer isso funcionar vai ter que olhar as coisas pelo meu lado, Aydra. Se quer ser a minha garota, vai ser caladinha e bonita, não vai opinar na minha vida ou no que eu faço ou deixo de fazer. Se eu quiser opiniões sobre o meu comportamento, contrato uma professora de etiqueta.

Assim que meus lábios pararam de funcionar tentei não sentir remorso, mas ao olhar para a cara da loira eu senti. Engoli em seco e por um momento eu senti vontade de pedir desculpas, eu não queria que ela fosse embora, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, minha porta se abriu de supetão e então meu equilíbrio foi tirado por um peso desconhecido que jogou-me de costas para o chão. As lambidas no rosto me mostraram que não eram sinal de briga.

-Bruce? Bruce, caralho! É você!

Um sorriso largo e um tanto infantil se abriu em meu rosto enquanto eu acariciei a cabeça do cachorro com um tanto de afobação ao reconhecer meu velho companheiro que eu não via desde os dezessete anos quando havia ido pela última vez para o meu sítio no norte do estado. Bruce era um filhote, tinha dois anos quando o deixei e agora havia se tornado simplesmente um labrador gigante e mais bonito do que um dia eu pensei que fosse ficar. Robert havia realmente ido o buscar. Abri um sorriso largo me colocando de pé e coçando atrás da orelha do animal, girando a minha mão de forma com que ele animadamente tentava pegar. Abri um sorriso largo soltando uma gargalhada enquanto o animal parecia reparar na presença de Aydra e então corria até ela. O segurei pela coleira em volta do seu pescoço fazendo uma força danada para impedir que ele com todo aquele peso pulasse sobre a barriga da menina.

-Ou ou ou, cuidado que essa é uma embalagem frágil, garoto. -Abri um sorriso largo e tão sincero que por um momento eu tive medo. Eu me sentia uma criança perto de Bruce e aquilo era incrível. Não pude deixar de sentir saudades absurdas do meu sítio... Eu deveria passar por lá quando tivesse tempo. -Aydra, esse é Bruce. Bruce, essa é Aydra.

O cachorro pulou para cima da cama e então deu uma lambida no rosto da menina que por um momento a deixou brilhando. Dei risada balançando a cabeça negativamente.

-Ele gostou de você. -Sorri para só então me lembrar que antes de Bruce aparecer ela havia dito algo, mas eu não havia escutado. A olhei em meu melhor bom humor momentâneo. -Cara, esse cachorro foi o filhote mais levado que um dia alguém poderia ter. Espero que não se importe com um bagunceiro. -Sorri. -Mas e então... O que você havia dito?


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Re: Suíte de Baptiste

Mensagem por Aydra Winston Yates em Seg 27 Out - 21:22:38

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Bruce? Bruce, caralho! É você! — Bruce? Franzi o cenho assustada com o que Baptiste disse. Essa era sua resposta para minha notícia? Bruce? Abri a boca para dizer que o assunto era sério e não deveria ser levado à brincadeira quando vi uma figura gigantesca e de cor clara avançar sobre Baptiste e leva-lo ao chão. Pulei na cama de susto e quase fui contra a criatura protetoramente para ajudar o músico, mas percebi que era apenas um cachorro. Um belo cachorro, à propósito. Meu sorriso se alargou de orelha a orelha ao ver como Baptiste estava animado com... Bruce? Deuses, onde estava meu celular? Olhei de um lado para outro à procura do aparelho, quase não conseguindo enxerga-lo ao lado da cama no criado mudo. Rapidamente o desbloqueei e capturei aquela imagem de Baptiste rindo como um menino com Bruce deixando-o sujo de saliva. Fiz uma careta misturada ao riso com a cena, desacreditando que aquilo estava mesmo acontecendo. Eu tinha um cachorro que estava na casa dos Rutherford, o visitava periodicamente e às vezes o levava para passear. Minha bolinha de pelos era uma doçura que só e fazia minha alegria na maior parte do tempo. Eu simplesmente amava animais, principalmente cães, e ver Bruce fez com que meu ventre se mexesse eletricamente de satisfação. Toquei minha barriga com a mão esquerda e a acariciei por sobre o pano da camiseta, soltando uma risada. — Pelo jeito terá mais um amiguinho, amor. — Sussurrei para minha barriga, evitando que Baptiste me ouvisse conversar com ele. Elevei o olhar novamente para Baptiste, vendo-o literalmente brincar com o cão. Pude imagina-lo tão perfeitamente quando criança, com os cabelos negros espetados e meio lambidos por um Bruce (se é que ele tinha Bruce na época) um tanto menor. Labradores, quão perfeitos e protetores poderiam ser? O labrador pareceu me notar então, soltando um latido estridente e vindo ao meu encontro. Me preparei indo para a borda da cama e inclinando um tanto o tronco na direção do enorme cachorro. Estendi os braços, mas Bruce não veio. Ele era muito, muito grande. Baptiste o segurou e quase o repreendi por isso, me segurando para não levar outra bronca. No instante seguinte eu me afastei um tanto quando Bruce se aproximou e apossou de todo o meu colo. Senti a lambida e fiz uma careta imediatamente, não me importando muito por estar lambida agora. — Hey, Bruce! Caramba, você é gigante! — Exclamei, acariciando atrás da orelha do labrador e estendendo o carinho por todo o corpo do cão. Olhei para Baptiste ainda com um sorriso de canto a canto, trazendo Bruce para perto e cheirando seu pescoço. Ele estava recém cuidado, o cheiro de shampoo estava fresco ainda. — E eu gostei dele. —Respondi, me empolgando ainda mais com o que ouvi em seguida. Levantei o corpo e arqueei as sobrancelhas, desacreditando do que tinha ouvido. — Vamos ficar com ele? Vamos mesmo ficar com ele? Ai meu Deus! Vamos ter um cachorro em casa? Não acredito, Baptiste, não acredito! — Era realmente inacreditável. Minha animação atingiu minha criança que se alongou majestosamente dentro de mim. Bruce estava perto demais, eu não sei se cachorros poderiam sentir, mas ele pareceu sentir ou pelo menos perceber que ali tinha outra vida. — Mas e então... O que você havia dito? — Baptiste me chamou de volta e eu senti um aperto no coração. Tudo aquilo estava tão bom para ser verdade, eu queria acabar com a minha pequena alegria agora mesmo? Não sabia qual seria a reação de Baptiste, se ele se sentiria bem ou mal, a coragem simplesmente se esvaiu de uma hora a outra. Abanei a cabeça e coloquei um meio sorriso nos lábios. — Nada de importante. — Me voltei para o cão, ainda afagando-o. — Grande Bruce, está vendo esse pacote aqui? Vai ter que cuidar muito bem dele quando nascer. Um mês, Bruce. — Pisquei para o labrador como se ele pudesse entender e recebi um latido de retorno. Sorri abertamente, observando o cachorro se espreguiçar na cama e olhar fixamente para meu volume abdominal. — Acho que não precisamos mais de seguranças. — Falei animadamente para Baptiste, apoiando as mãos na cama. — Nunca em toda minha vida imaginei que um dia você teria um cachorro. Hannah sabe? — Eu tentava desesperadamente fugir do assunto que tanto me assombrava nesses meses.
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Re: Suíte de Baptiste

Mensagem por Baptiste R. O'Donnel em Seg 27 Out - 21:58:27

Fuck
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So you think you can tell heaven from hell? We are just two lost sould swimming in a fishbowl, year after year running into the same old crap. What have we found? The same old fear. Wish you were here.


Eu imaginei qualquer coisa vinda de Aydra: Um grito, uma careta de nojo, pelo menos um pouco de medo pelo tamanho do cachorro, mas não. Mais uma vez ela se provou ser extremamente diferente das pessoas de sexo oposto que eu conhecia e não posso negar ao dizer que ela ganhou mais ainda o meu respeito por tratar Bruce da forma com que até mesmo eu tratava. Eu ouvia Jeanine sempre brincar comigo dizendo que eu não tratava meus empregados como animais, pois caso eu fizesse, daria uma vida de rei para eles. Se tinham duas criaturas no mundo as quais eu não odiava eram animais e crianças: Animais por não serem corrompidos e crianças por não terem tido tempo para se corromper ainda.

Aydra começou a brincar com o meu cachorro e a cena foi simplesmente bonita. Eu não pude evitar de pegar o celular da menina das suas mãos que ela havia acabado de usar em mim e captar aquele momento em uma foto, provavelmente uma das melhores que um dia já tirei. Aydra era linda, era uma menina perfeita em todos os sentidos e por um momento eu me senti sortudo. Talvez tivesse sido a primeira vez na vida em que me senti sortudo de verdade, mas é claro que eu nunca diria isso a ninguém como também nunca admitiria o que eu sentia pela menina ali diante de mim. Um sorriso de canto se abriu em meu rosto enquanto eu me aproximava acariciando as orelhas do animal.

-Ainda bem que gostou. Te colocaria para fora de casa com ele. -Brinquei em tom irônico, dando-lhe uma piscadela. Não pude deixar de rir ao ouvi-la conversar com Bruce como eu mesmo fazia às vezes. -Eu pensei que um animal fosse te fazer companhia e eu senti falta desse grandão no fim das contas... -Sorri dando três tapas de leve nas costas dele. -Só espero que ele não destrua a casa demais. Se for fazer isso que seja no seu quarto.

Falei mais uma vez em tom brincalhão vendo Aydra com toda aquela animação quase fofa ao perceber que teríamos o cachorro conosco por mais tempo. Acho que Bruce estava tão feliz quanto ela. A ouvi deixar o assunto ao qual havia começado de lado. Dei de ombros indiferente e me sentei na cama com um sorriso extremamente largo no rosto, passando a brincar com Bruce assim como Aydra fazia tentando ao máximo não me preocupar com o fato de que havia um brutamontes de quase cinquenta quilos que achava que era um filhote brincando perto da minha namorada grávida de oito meses. Eu tentava ignorar o sentimento de proteção que me dava por mais que de vez em quando por reflexo eu puxava Bruce para longe de Aydra quando sentia que ele queria pular nela.

— Grande Bruce, está vendo esse pacote aqui? Vai ter que cuidar muito bem dele quando nascer. Um mês, Bruce.

Arfei. Um mês? Era apenas isso? Eu de certa forma imaginei que talvez fosse levar um pouco mais de tempo, mas estávamos mais próximos de toda aquela mudança de vida do que eu pensava. Deus! Eu ia ser pai e aquilo era desesperador. Engoli em seco tentando ao máximo conter a vontade que eu tinha de sair correndo e fugir para outro país. Era ridiculamente covarde, mas aquela ideia havia vergonhosamente passado pela minha cabeça algumas vezes. Jeanine dizia que era normal, eu tinha medo de ter mais personalidade de bundão do que um dia pensei.

-Eu trocaria todos os meus seguranças por cachorros, sem dúvidas. Mas Robert não aprova.

Dei de ombros enquanto Bruce pareceu finalmente cansar de pular por aí e se deitou na cama roendo as próprias patas ou seja lá o que tinha sob elas. Nem quis ver para evitar dores de cabeça desnecessárias com meus empregados mais tarde. Voltei a acariciar os pelos do cachorro lembrando-me cada vez mais da casa que havia deixado para trás na Califórnia. Abandonada na mão de empregados.

-Cara, você tem que ver a casa em que ele ficava. Na California. Lá é sensacional... Né amigão? -Perguntei com um sorriso, coçando mais uma vez atrás da sua orelha. -O que acha de eu levar a minha namorada pra sua casa? Você se importa?

Brinquei ao perguntar para Bruce por mais que não fosse ter uma resposta, por mais que se ele pudesse falar ele com certeza diria um "sim" animado e pediria por Bacon. Pisquei para Aydra com meu melhor sorriso bem humorado estampado na face.


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Re: Suíte de Baptiste

Mensagem por Aydra Winston Yates em Seg 27 Out - 22:38:20

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Funcionou. De alguma maravilhosa forma, minha tentativa de fugir do assunto "intercâmbio" tinha funcionado. Eu era péssima em mentir, de qualquer forma, e Baptiste pareceu satisfeito suficiente com Bruce ali, isso com certeza me ajudou a não ter que dar explicações. Não hoje, não agora. Assim que avisei o labrador o tempo restante para a chegada do bebê, pude perceber a tensão em Baptiste. Minha ficha ainda não tinha caído. Estava mais perto do que eu poderia perceber, o tempo era relativo agora e a qualquer momento ele poderia vir. Eu esperava que não viesse prematuramente, queria ter parto normal por odiar a ideia de ter minha barriga cortada por diversas lâminas, além do que bebês prematuros poderiam ter problemas. Estremeci só com o pensamento. Eu estava, acima de tudo, ansiosa. Olhei para Baptiste curiosa e com certa mescla de admiração, mordendo o lábio inferior por puro reflexo. Sua resposta quanto a Robert não querer cachorros ao invés de homens me deixou um tanto intrigada, se bem que o agente até poderia ter razão. — Deveriam trabalhar juntos. Ter cães e seguranças. Seria incrível. — Pisquei para o músico. E dessa vez eu falava sério. Animais e homens juntos seria ótimo, principalmente com a criança chegando. Ele precisaria de mais seguranças do que todos nós. Baptiste sentou perto de Bruce e eu, parecendo mais confortável do que nunca. Só queria vê-lo sorrir daquela forma de novo e nunca mais tirar aquela estampa dos lábios. Observei com mais atenção do que deveria a boca de Baptiste enquanto ele me dizia alguma coisa sobre uma casa da Califórnia. Seus lábios estavam mais vermelhos do que eu me lembrava há um minuto, os desejava naquele momento. Só tínhamos um Bruce entre nós, apenas. — O que acha de eu levar a minha namorada para sua casa? Você se importa? — Pega de surpresa, minha atenção saiu dos lábios de Baptiste para sua voz. Não me assustei com seu jeito de falar com Bruce como se ele fosse responder, nem me senti admirada por ele citar uma casa na Califórnia onde o labrador era o morador. Baptiste tinha casas até na Índia se assim quisesse. Meu susto foi ouvir meu status. "Minha namorada." Fiquei olhando para ele estaticamente por mais tempo do que eu imaginava, simplesmente estupefata. As palavras ecoavam em minha mente, mais bonitas do que realmente eram. Tão normal para uns quando para mim era um milagre. Sorri então, me permitindo gostar daquilo. Era demais aceitar simplesmente? Tudo parecia bom demais pra ser realidade. Um sonho bom. — Então, Bruce, a namorada do Baptiste pode conhecer sua casa? — Brinquei, abrindo um sorrisinho. Levantei a mão e baguncei ainda mais o cabelo de Baptiste por pura brincadeira. — Se a namorada for eu, adoraria conhecer a casa do Bruce. E adoraria que fosse se trocar pra gente ir comer, Baptiste. — Disse em tom brincalhão e pisquei para o rapaz, puxando Bruce para um abraço e soltando-o logo. Eu era tipo aquelas garotas de desenho animado que sufocavam os bichos de tanto carinho. No instante seguinte eu senti algo ruim, tontura novamente, os ouvidos zunindo e uma dor no estômago. Oh merda! Segurei no braço de Baptiste e massageei a têmpora com a outra mão, abaixando o rosto e fechando os olhos, esperando passar. Contei até dez, sentindo a dor ir e voltar, aliviar depois. — Se te serve de consolo, também estou apavorada. Não sei o que fazer e acho que o estresse me causou esse desmaio. Eu confesso, Baptiste, estou apavorada. — Sorri de canto, olhando para ele no fundo dos olhos negros. Uma verdade absoluta. Apavorada por não saber o que fazer, principalmente.
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