Sala de Cinema

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Sala de Cinema

Mensagem por Secret em Qui 21 Ago - 21:35:24

Relembrando a primeira mensagem :

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Re: Sala de Cinema

Mensagem por Baptiste R. O'Donnel em Ter 26 Ago - 23:48:56

My love was taken a long ago...


If you still care, don't ever let me know.

Aydra devorou a pizza quase tão sem cerimônias quanto eu e odeio admitir quando digo que a cena foi adorável. Eu odiava meninas cortês, que queriam impressionar, tentavam ao máximo ficar bonitas e se preocupavam demais com isso. Eu gostava de pessoas para conversar, para falar seja qual merda fosse e ter liberdade para agir como eu era: Desprezível e sem muita edução. Era assim que Alexia me tinha e era assim que eu via aquela vagabunda antes de tudo. Depois de toda aquela história eu realmente deveria pegar trauma de vocalistas de banda interesseiras.
Eu pegava Aydra as vezes falando com a sua barriga, coisa que eu achava bizarro e engraçado ao mesmo tempo. Parando para perceber bem, desde o dia em que ela havia aparecido no apartamento, o volume estava muito maior. Eu sentia enjoo de olhar para ela, não por nojo, mas por nervosismo de que as coisas pareciam mais oficiais agora. Aquela coisa ia nascer sim. E eu ia ser pai, gostando da ideia ou não. Ia ser pai do meu modo de ser pai: Ficando longe. Por um momento achei ótimo o silêncio quando o filme começou. Um grupo de jovens haviam chegado em uma cabana onde eles passariam a semana para fazer Mia, a personagem principal, tentar largar o vício de cocaína. O filme havia acabado de tomar o seu início quando os movimentos ao meu lado passaram a ser mais constantes e eu via de canto de o olho que a loira não estava muito confortável. Tentei não rir da cena enquanto pegava o meu terceiro pedaço, mastigando-o com vontade. Eu poderia viver de pizza, não me importaria em ser assassinado por elas. Valeria a pena ter uma morte assim.
— Quando eles vão começar a ser possuídos ou algo do tipo? Não curto esses filmes que enrolam demais pra começar o desespero.
Ergui uma sobrancelha olhando de canto para a menina quando a ouvi falar comigo. O filme não tinha dado nem seus cinco minutos iniciais para começar qualquer tipo de ação. Eu já havia o assistido. Era um filme mergulhado em total terror, sangue e enjoo por cenas terrivelmente fortes de mutilação, logo o meu tipo favorito. Um sorriso de canto se abriu em meu rosto enquanto eu dava um gole em meu refrigerante de Cola.
-Paciência, jovem gafanhoto-bolinha. O filme começou agora e não se preocupe: Depois que acharem o livro amaldiçoado, todos os sete que estão na casa vão ficar possuídos pelo menos uma vez e perder uma parte do corpo. A coisa vai ficar interessante.
Dei de ombros enquanto voltava a fitar a tela. Não demorou muito para eu ouvi-la dizer em seguida:
— É isso que curto no terror, a adrenalina.
Soltei uma risadinha com o que ouvi e dei de ombros. Meus olhos pararam em Aydra quando mais uma vez a via acariciando a barriga e olhando para a televisão em tom um tanto que animado, provavelmente esperando pela parte boa. Meus olhos caíram involuntariamente - ou não - para as pernas da loira que estavam descobertas pela saia que usava e umedeci meus lábios com a língua para só então perceber o que eu estava fazendo e me repreender por isso. Puta merda. Dei pause no filme e apertei o botão para ligar as luzes, olhando para ela em tom de repreensão. Cruzei os braços.
-Antes de conseguirmos frequentar o mesmo cômodo, precisamos de regras básicas: Primeiro de tudo, pare de alisar essa barriga. É uma mania chata, estranha e eu aposto que ele não pode te sentir. -Falei em tom sarcástico, mas um tanto paciente. -Segundo, cubra essas pernas. Já me basta ter te engravidado uma vez, não quero tentar uma segunda. E terceiro, pare de tentar ser legal. Isso não vai te ajudar em nada e só vai frustrar o meu trabalho de te fazer infeliz. -Desviei os olhares abrindo um sorriso um tanto irônico no canto dos lábios. -Se possível, tente ser um pouco menos atraente. É bizarro olhar pra uma grávida e pensar o que eu penso. E eu não quero pensar o que eu penso, acredite em mim. Eu te quero bem longe de mim.
Resmunguei, observando a garota cuidadosamente.

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Re: Sala de Cinema

Mensagem por Aydra Winston Yates em Qua 27 Ago - 9:28:16

Some movie
Pelo menos meu falatório não tinha irritado Baptiste, ele até mesmo pareceu interessado em me explicar o que iria acontecer em algum tempo no filme que mal tinha começado e já me causava arrepios, também poderia ser por conta da temperatura baixa do ar condicionado. Ai merda! Eles iriam perder uma parte do corpo, seriam mutilados por eles mesmos – ou não – por conta de estarem possuídos por um demônio, ia ter muito sangue, ação e suspense, isso era adorável. A sala escura auxiliava na sensação constante de ansiedade, tomei mais um gole da minha bebida açucarada para tentar acalmar meus nervos. Parece que tudo é mais intenso quando você carrega outro ser dentro de você, é como se realmente tivesse sentindo por dois. Deixei outro sorriso aparecer em meus lábios ao pensar nisso, dessa vez mais tímido e sem nenhum ruído de risada. Repentinamente o filme parou e as luzes foram ligadas. Olhei confusa para o lado do músico tentando entender se o filme tinha travado ou se eu tinha feito alguma coisa errada para que Baptiste surtasse. O rapaz não estava ao meu lado, estava de frente pra mim com os braços cruzados e um olhar muito parecido com Augustus quando me repreendia por alguma coisa ou queria me dar um conselho. Arqueei as sobrancelhas me ajeitando na poltrona ainda com as pernas cruzadas sob mim, esperando a bronca chegar e alguma palavra ríspida que me deixasse nervosa de novo. Aquela paz que havia se alastrado em nós nos últimos cinco minutos estava boa demais pra ser verdade mesmo. — Antes de conseguirmos frequentar o mesmo cômodo, precisamos de regras básicas: Primeiro de tudo, pare de alisar essa barriga. É uma mania chata, estranha e eu aposto que ele não pode te sentir. — Até que havia começado leve. Notei que eu realmente estava com uma das mãos sobre a barriga e inconscientemente acariciava-a com a ponta dos dedos de forma carinhosa. Aposto que ele pode sentir muito mais do que você sente., não ousei verbalizar mesmo que achasse que fosse uma verdade absoluta. Era engraçado Baptiste ditar regras de convivência, mas se essa fosse a regra estava bem acessível. Parei de alisar a barriga, mas não tirei a mão dali, continuando a fitar os olhos negros do rapaz. Seria muito mais fácil odia-lo se ele fosse velho, gordo e feio. Pena que era o oposto disso. Tinha toda vida pela frente e muito se assemelhava a perfeição. Fisicamente falando, claro, já que o interior dele era tão negro quanto as íris. — Segundo, cubra essas pernas. Já me basta ter te engravidado uma vez, não quero tentar uma segunda. — Meu queixo caiu gradativamente de surpresa enquanto eu desviava o olhar para minhas pernas descobertas. Realmente havia boa parte à mostra, eu duvidava que aquilo fosse incomodar Baptiste, mas parecia que estava enganada. Assenti levemente fechando a boca, abaixando as pernas e puxando a saia o quanto pude já que ela era curta demais. Sempre gostei de roupas curtas por mais que evitasse usa-las em público, me deixava mais confortável principalmente agora que qualquer coisa me agoniava.  — E terceiro, pare de tentar ser legal. Isso não vai te ajudar em nada e só vai frustrar o meu trabalho de te fazer infeliz. — Arqueei uma sobrancelha, abri um sorriso inibido e mordi o lábio da mesma forma. — Se possível, tente ser um pouco menos atraente. É bizarro olhar pra uma grávida e pensar o que eu penso. E eu não quero pensar o que eu penso, acredite em mim. Eu te quero bem longe de mim. — Outra vez meu queixo caiu. Abaixei a cabeça e escondi o rosto contra minhas mãos, escondendo tanto minha expressão de incredulidade quanto meu sorriso bobo. Balancei a cabeça negativamente erguendo então o olhar para encontrar o de Baptiste, ainda escondendo minha boca com as mãos mas claramente era possível ouvir o som da minha gargalhada, mesmo que abafada. Eu não sabia o quão sério ele estava sendo, mas obviamente estava fazendo alguma piada. Ele não poderia estar falando sério. Soltei o ar pela boca meio aberta controlando aquela risada gostosa. — Boa piada. — Disse com a voz ainda um tanto desregular com uma pitada do riso ainda. Ele me achar atraente era muita zoeira. Baptiste já era bem mais alto do que eu, em pé ainda ficava pior. Me levantei tentando não ficar tão pequenina perto dele, era inútil mas pelo menos ficava menos injusto. — Eu não estou tentando ser legal, eu só quero que nossa convivência seja pelo menos aceitável. Basicamente temos um contrato, vamos ter que morar juntos pelos próximos meses porque... — Ergui o indicador na frente dele não como um ato de rebeldia, mas descontraído, apontando o número um. — ... Um: eu tô esperando um filho seu, quer você queira quer não. — Ergui o outro dedo, apontando o dois. — Dois: seus empresários querem promover sua banda, e eu sou tecnicamente sua promoter agora. — Dei uma risadinha, brincando com as palavras.  Abaixei a mão, colocando as duas na cintura e adotando uma postura inquiridora, pendendo a cabeça para um lado. — E decida um ponto, você me confunde o tempo todo. Que você me quer longe eu sei, é óbvio, o motivo ainda não tão óbvio, mas enfim. Agora me explique o que quer dizer com “não quero pensar o que penso”? O que você pensa? — Arqueei as sobrancelhas em um tom até mesmo petulante, nem havia notado que estava assim. Também não tinha notado a proximidade entre Baptiste e eu, e quando a notei senti o coração disparar descontroladamente. Mas eu já tinha começado, certo? Tinha que terminar. — Sabe o que eu acho? Você quer transar comigo e esconde essa vontade por trás desse ódio. — Não era exatamente a verdade, era mais um desejo. Me joguei na poltrona por fim, não suportaria mais um segundo naquela proximidade sem ceder a vontade de toca-lo. O que esperar de Baptiste agora? Bem, o óbvio, que ele se irritasse e saísse porta a fora. Meio que me deitei no estofado fingindo olhar para a tela além do rapaz quando na verdade o fitava, mordendo o lábio de forma inibida.
 Baptiste
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Re: Sala de Cinema

Mensagem por Baptiste R. O'Donnel em Qua 27 Ago - 12:08:34

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Eu tenho que admitir que fiquei surpreso com a reação de Aydra. Eu esperei qualquer coisa,  desde choro até surpresa,  choque, medo, mas aquilo..?  Aquilo era demais.  A loira balançou a cabeça negativamente erguendo o olhar para mim e escondendo a boca com a mão para não me deixar ver o sorriso em seu rosto enquanto ela soltava uma gargalhada gostosa. Eu sinceramente não ligava de fazer as pessoas rirem, na verdade eu gostava quando meu senso de humor peculiar era compreendido, mas a questão era que eu não estava sendo engraçado e que não havia nada que me irritasse mais do que pessoas que não me levavam a sério. Fuziliei a menina com os olhos, em tom sério e descontente enquanto a ouvia falar com um conforto e coragem que não tinha ideia de onde ela havia tirado.
— Boa piada. — Respondeu em tom de deboche, fazendo-me abrir um sorriso sarcástico, sentindo o meu sangue ferver. Ela se levantou,  ficando de pé e de frente para mim.  — Eu não estou tentando ser legal, eu só quero que nossa convivência seja pelo menos aceitável. Basicamente temos um contrato, vamos ter que morar juntos pelos próximos meses porque... — Ergueu o indicador em forma de um número um, fazendo-me erguer uma sobrancelha. — ... Um: eu tô esperando um filho seu, quer você queira quer não. — Ergueu o outro dedo, apontando o dois. — Dois: seus empresários querem promover sua banda, e eu sou tecnicamente sua promoter agora. — Ela soltou uma risada sarcástica, enquanto eu pressionava os músculos do meu corpo,  ainda observando-a seriamente. Eu não gostava daquela petulância,  nem um pouco. Alguém definitivamente não conhecia o seu lugar.  Aydra levou as mãos até a cintura em uma espécie de posição inquiridora e tombou a cabeça para o lado. Trinquei os dentes segurando o meu ódio ao máximo. Eu estava sendo tirado do sério.  — E decida um ponto, você me confunde o tempo todo. Que você me quer longe eu sei, é óbvio, o motivo ainda não tão óbvio, mas enfim. Agora me explique o que quer dizer com “não quero pensar o que penso”? O que você pensa? Sabe o que eu acho? Você quer transar comigo e esconde essa vontade por trás desse ódio.
Um momento de silêncio se alastrou na sala, provavelmente por conta do meu choque diante da coragem e da petulância da menina ao falar comigo daquela forma e tudo o que fiz foi abrir um sorriso sarcástico totalmente amargo, com as mãos em punhos cerrados. Eu não podia bater numa mulher,  mas eu queria. Pessoas me respeitavam e por isso eram dignas de serem chamadas de "pessoas". Aydra havia me desafiado ao falar comigo daquela forma de tal tamanho que me senti ofendido. Por mais que ela não tivesse dito nada demais, ela havia me desafiado claramente e só isso formava uma razão para eu querer ensina-la uma lição. E eu ia. A menina ia se sentar, mas não permiti. Puxei-a pelo braço trazendo-a novamente para perto de mim, mas dessa vez de costas. Levei os lábios até a orelha dela, segurando-a fortemente contra mim de forma com que ela não pudesse se afastar. Meu coração batia forte e eu sentia meu sangue circulando quente por minhas veias. Eu havia perdido a minha putinha, não havia? Talvez Aydra pudesse me compensar já que havia sido a razão da minha perda.
-Escute aqui, princesa. -Falei em tom grave, quase com um sussurro deixando transparecer minha clara irritação. Abri um sorriso de canto,  ainda segurando-a forte pelo pulso. -Você está saidinha demais,  não acha? Acabei de dizer "antes temido e respeitado", acho que não te fiz temer o suficiente, então é o seguinte: você vai dizer agora que não sabe de nada do que está falando e que foi um momento de loucura momentâneo. -Falei em tom firme, escorregando uma das minhas mãos por suas coxas, subindo levemente a sua saia. Sorri sentindo a sua pele sob os meus dedos. -Vai me pedir desculpas por ter ousado falar comigo dessa forma e admitir que você é nada. Aí eu talvez te poupe de uns tapas. -Falei com tom totalmente sugestivo, mergulhado em ironia. Mordi o lóbulo da orelha da menina, escorregando a ponta da língua  por seu pescoço em seguida. -E vai voltar a se comportar como uma boa garota. Vontade de transar com você? Acho que beatas não deveriam dizer isso, pega mau. -Sorri de canto,  raspando os dentes por seu pescoço,  subi a mão direita que estava em sua coxa, subindo-a até entre as suas pernas,  mas não tocando-a lá ainda. Apenas levantei sua saia o suficiente para deixar sua bunda exposta. Pressionei minha pélvis contra ela e soltei uma risadinha baixa. -E se eu quisesse te foder... Eu faria.
Falei por fim, arrastando as duas mãos por sua cintura, beijando o seu pescoço e soltando a respiração quente contra a área,  puxei levemente os seus cabelos para afasta-los do meu caminho e subi ambas as mãos,  pousando-as sobre os seus seios, sentindo-os cobertos pela blusa sob os meus dedos. Sorri, sussurrando logo em seguida.
-Fui claro?

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Re: Sala de Cinema

Mensagem por Aydra Winston Yates em Qua 27 Ago - 18:09:19

Some movie
Antes que eu pudesse realmente me sentar, senti meu braço ser puxado e meu corpo ser virado ao contrário do de Baptiste, ficando então de costas pra ele. Imediatamente meus sentidos entraram em desespero e tentei me desvencilhar do aperto que tinha em meu pulso, mas minha força comparada à dele chegava a ser cômica. Eu podia sentir todo o corpo do rapaz contra o meu, principalmente sua boca próxima ao meu ouvido espalhando arrepios frenéticos por mim. Seu tom de voz era tão ameaçador, mas não soava inteiramente ameaçador... Havia algo a mais ali, algo que eu não conseguia distinguir. Continuei me mexendo contra ele tentando sair do seu aperto, era tão patético que por fim desisti. Baptiste não iria me soltar e estava me torturando agora, era muito pior do que se ele tivesse simplesmente se enfurecido e saído pela porta me ignorando mais uma vez. Era como se eu tivesse mexido em uma ferida recente e a feito sangrar. Meu peito subia e descia por conta da respiração desregular, meu coração martelava tão forte que eu pensava que iria sair pela boca, meu menino remexia em meu ventre causando uma sensação ainda pior. Baptiste podia fazer qualquer coisa comigo, mas com meu bebê não. Me mantive quieta, arfante, ouvindo sua voz. Por mais que eu sentisse medo não parecia que o músico iria realmente me machucar. Ele estava subindo minha saia com uma das mãos, deuses! O toque dele em minha pele lembrou em muito a noite em que o conheci, a forma com que ele simplesmente me levou a um nível que eu não tinha chegado com nenhum outro homem. — Vai me pedir desculpas por ter ousado falar comigo dessa forma e admitir que você é nada. Aí eu talvez te poupe de uns tapas. — Eu já estava imóvel, mas aquilo me deixou ainda mais estupefata. Tapas? Quis me virar para fita-lo, observar sua expressão e saber qual era a veracidade daquelas palavras, mas eu ainda estava presa, completamente indefesa pra ele. Realmente um nada. Baptiste não teria mesmo coragem de me machucar. Ou teria? Os últimos dias e os últimos acontecimentos só me provavam que eu não podia prevê-lo. Vi meus olhos se fecharem quando seus dentes passaram pelo lóbulo da minha orelha, todo meu corpo incluindo os pelos da nuca se eriçaram, reagindo a ele imediatamente. Era uma grande merda não poder controlar os sentidos, mais merda ainda sentir uma boa sensação com aquilo. Minha nuca estava molhada pela saliva de Baptiste, mas não era só minha nuca que estava molhada. — E vai voltar a se comportar como uma boa garota. Vontade de transar com você? Acho que beatas não deveriam dizer isso, pega mau. — Naquele momento não me importei que ele me chamasse de beata, pelo menos Baptiste não tinha negado que queria mesmo transar comigo. Se bem que o músico poderia apenas estar jogando, brincando comigo, eu ainda sentia certo medo. Então sua mão subiu para entre minhas pernas, senti meu corpo se contrair em antecipação, mas o toque não veio. Não sabia exatamente quando ele tinha erguido minha saia a ponto de me deixar exposta, só que agora eu sentia perfeitamente os jeans de Baptiste contra minha pele, se pressionando contra mim de forma que eu podia sentir seu volume entre as pernas. Gemi sem realmente poder segurar, me repreendendo pelo ato imediatamente. O que era aquilo, meu deus? — E se eu quisesse te foder... Eu faria. — Estremeci e soltei o ar pela boca meio aberta, agora sabendo qual era a mistura do tom de voz dele: ameaçador, sugestivo e extremamente sexy. Minhas mãos foram liberadas enfim, eu podia sentir o ardor onde antes estavam os dedos do rapaz pressionando minha pele, mas não consegui movê-las. As mãos de Baptiste correram pelo meu corpo parando em meus seios, deixando meu ar ainda mais rarefeito e uma vontade absurda de... — Fui claro? — Sussurrou por fim contra meu ouvido, me fazendo estremecer de novo. Claro ele não havia sido, eu mal conseguia pensar com toda aquela excitação tomando cada terminação nervosa do meu corpo, minha mente estava tão nublada de informações que tudo o que eu conseguia assimilar era Baptiste contra mim, suas mãos, seu toque... Por quanto tempo esperei? Mas eu não podia ceder, minha mente me alertava que era errado, era apenas um jogo. Eu só não conseguia suportar a ideia de que estava ali com ele e para ele e não faria nada. Minha voz sumiu e por um momento só se podia ouvir o som da minha respiração, meu coração e o dele. Fechei os olhos bem apertados, talvez se eu me concentrasse em outra coisa poderia me controlar melhor. Merda! Simplesmente não podia controlar.

Eu não sou um nada. — Comecei, minha voz tão baixa que se não estivéssemos tão próximos o rapaz não poderia me ouvir. — E você quer transar comigo.Está louca! Meu subconsciente reclamava, mas meus desejos e vontades eram maiores do que aquilo. Eu morreria ali de tanta teimosia, mas não podia negar a mim mesma o que esperei por meses, até mesmo antes de descobrir que estava grávida. Se fosse durar só aquele momento, que seja. — Você quer me foder, estou literalmente sentindo isso. — Explicitei a palavra como tanto tinha ouvido falar diretamente da boca dele, tirando coragem não sei de onde para escorregar uma das mãos para trás de mim e encontrar o volume de Baptiste, apertando-o entre meus dedos. — Mas eu prometo ser uma boa garota. — Afinal, era isso não era? Sempre fui considerada teimosa, mas minha teimosia muito contrastava com a minha submissão. Pousei minha outra mão sobre uma das dele e o fiz me apertar, ignorando minha vergonha. — Não é errado sentir o que está sentindo, é da carne, natural. — Notei que dizia aquilo confiante, mesmo que minha voz ainda estivesse falha pela respiração alta, mais pra mim do que pra ele. Mexi minha mão sobre o jeans do rapaz de maneira displicente, deixando de pensar e agindo apenas pelo momento. Ainda estava de costas para Baptiste, imóvel e me sentindo totalmente acuada. Minha mão foi até o fecho da calça que ele usava intencionando abri-la, minha respiração estava mais alta e eu sentia um calor infernal no corpo todo, nem mesmo o ar frio conseguia abaixar aquela temperatura. — Me deixa fazer o que eu sei que você quer que eu faça.
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Re: Sala de Cinema

Mensagem por Baptiste R. O'Donnel em Dom 14 Set - 22:05:31

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-Eu não sou um nada. — A ouvi sussurrar sem mover sequer um músculo depois de parecer ter desistido de tentar se livrar de mim. — Você quer me foder, estou literalmente sentindo isso. -Continuou enquanto um curto sorriso se abria em meu rosto. Eu considerava Aydra uma menina certinha, quase uma beata, mas ouvi-la falar daquele jeito chegava a ser um paradoxo excitante. Meus olhos estavam firmes sobre a menina e eu ainda a segurava, tocando o seu corpo sem medo e gostando dos efeitos que pareciam causar nela. Eu evitava tocar o seu ventre por puro medo, então me limitava apenas a ombros, seios e coxas, o que já estava de bom tamanho. Estremeci e me senti um pouco surpreso ao sentir a mão da menina sobre a minha ereção, mas não me afastei. Apenas me mantive alargando um sorriso no rosto. Como eu poderia ter me esquecido de ter comido uma menina assim? Não que as outras não fizessem isso, mas não tinham cara de anjo como a loira diante de mim. — Mas eu prometo ser uma boa garota. — Me arrepiei diante da submissão da menina e assenti positivamente, gostando do que eu via. Me segurei para não abaixar a roupa íntima dela e fode-la ali naquele momento. Soltei um curto suspiro sentindo a mão da loira se movendo sobre minha ereção, me deixando mais excitado. Engoli em seco, ainda fitando-a sem medo. Aydra por fim abriu o meu zíper. — Me deixa fazer o que eu sei que você quer que eu faça.
Nem me preocupei em dizer nada. Virei a menina de frente para mim e avancei em seus lábios, beijando-a em tom intenso e deixando minha língua invadir a sua boca. Saboreei dos seus lábios, e explorei-os com toda a intensidade que existia em mim, apertando seus seios sob meus dedos e sentindo-os em seus bons volumes, com vontade de levá-los à boca. Escorreguei a mão para entre as pernas dela, apertando firme a sua bunda e pressionei minha ereção contra a sua pélvis, sentindo minha respiração cada vez mais alta. Mordi o lábio separando-os dos dela e empurrei-a pelos ombros para que se ajoelhasse no chão. Aproximei minha pélvis do rosto dela, mesmo ainda vestido com minhas calças jeans. Um sorriso de canto se abriu em meu rosto.
-Vamos testar suas habilidades, beata? -Falei em tom baixo, cruzando os braços. -Quero que me chupe e com vontade.
Praticamente mandei olhando-a em tom um tanto sério, mas com um brilho claro do mais puro desejo em meus olhos, enquanto eu a devorava com as orbes.
[...]
Minha respiração ainda estava alta e o suor escorria pelo meu corpo quando vesti meus jeans novamente. Meus olhos caíram em Aydra, ainda nua em partes, parecendo procurar por suas roupas. Ela era gostosa, eu tinha que admitir. Mesmo estando gorda ou grávida, ela conseguia ser deliciosa e minha vontade de coloca-la de quatro mais uma vez era muito grande, mas eu tinha mais coisas para resolver no dia. Por um momento até me esqueci da Alexis, a vagabunda que antes era meu passatempo sexual. Se ela não me queria, eu tinha onde arranjar e não com muita dificuldade. Aquela era a minha realidade.
-Eu não posso negar o fato de estar impressionado. -Abri um sorriso divertido, arrumando a camisa em meu corpo. -No fim das contas comer uma grávida não foi tão broxante quanto pensei que fosse ser.
Pisquei, ainda impressionado pelo fato de eu ter conseguido ignorar a barriga. Bem, Aydra estava grávida, grávida de mim e agora eu tinha a memória da noite em que havíamos saído do show e na qual eu havia transado com uma virgem. Uma virgem. Se eu soubesse que ela nunca tinha aberto as pernas antes, não teria feito o que fiz, mas mais uma vez agi sem medir a situação. Agora eu estava preso com aquele problema e tinha que encarar. Tinha que encarar também o fato de que minha irmã chegaria a qualquer momento e eu não estava preparado para aquilo. De todas as cinco, Hannah era a minha menos preferida.
Abri um sorriso divertido ao perceber que Aydra tinha dificuldades em encontrar a sua blusa e estava prestes a fazer um gesto legal e ajuda-la, quando passos puderam ser ouvidos. Meus olhos caíram na direção da porta para só então eu encontrar o segurança branquelo, aquele que Aydra chamava de Henrick, adentrar o local, parecendo surpreso com a cena que encontrou. Abri um sorriso de canto um tanto sugestivo e olhei logo em seguida para Aydra que assim como eu ainda tinha a respiração alta e as bochechas coradas. Soltei um suspiro dando de ombros em tom indiferente e com um sorriso largo no rosto, encarando os olhos do segurança enquanto prazerosamente fechava o zíper da calça. Nada mais legal do que ver o sofrimento de um coração iludido na face dos outros. Meus olhos se viraram para Aydra logo em seguida.
-Bem, isso foi divertido. Se me dão licença, tenho assuntos com os quais lidar.
Pisquei enquanto agarrava minha jaqueta sobre a poltrona e a jogava no ombro, parando de frente para Henrick e lhe dando dois tapas no ombro. Sorri.
-Ela é toda sua agora, amigo.
Falei em tom maldoso e divertido enquanto apenas me virava e dava uma piscadela para a loira, retirando-me do local em busca de Robert com meu maldito novo telefone.

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Re: Sala de Cinema

Mensagem por Aydra Winston Yates em Seg 15 Set - 21:08:02

Some movie
Queria me jogar em uma daquelas poltronas e nunca mais sair de lá. Estou tão fodida! Estava fodida no sentido de ter feito merda, mas também estava fodida no sentido literal da palavra e da ação. Corpo molhado de suor, pernas trêmulas, tinha certeza que meu cabelo estava emaranhado, a respiração descompassada assim como os batimentos cardíacos, sentia meu corpo todo quente e dolorido: desde meu pescoço até pernas e bunda. Eu estava eufórica, contudo, ainda assimilando os acontecimentos. O que foi feito estava feito, o que aquilo acarretaria para meu bebê? Eu precisava falar com meu médico com urgência. Mas mais do que isso, precisava me vestir. A saia era só abaixar, o sutiã estava às minhas vistas e logo em meu corpo, mas a blusa tinha sido abduzida por algum espírito já que eu não conseguia encontra-la de forma alguma. Eu evitava olhar para Baptiste, mesmo depois de ter feito tudo aquilo com ele ainda sentia vergonha. Era uma coisa inexplicável. — Eu não posso negar o fato de estar impressionado. No fim das contas comer uma grávida não foi tão broxante quanto pensei que fosse ser. — Ouvi a voz de Baptiste enquanto me abaixava para procurar sob a poltrona minha blusa perdida. Quis rir não por ter sido engraçado, mas por ele ainda se portar tão defensivamente mesmo depois de ter transado comigo, mesmo depois de ter sentido prazer comigo, mesmo ainda querendo fazer tudo de novo comigo. Apesar da vontade não ousei rir, apenas olhei para ele tempo suficiente pra ver sua expressão. Baptiste era um safado, mas um safado gostoso e incrivelmente bonito com o rosto corado, não me arrependi de ter capturado aquele momento. Inspirei fundo e me levantei, não tinha encontrado a maldita blusa sob as poltronas, então onde ela deveria estar? — Parece que vou ter que sair seminua na casa. — Brinquei, virando-me para Baptiste. Ele encarava a porta com aquele sorriso superior, parecendo satisfeito com o que via. Pena que eu não podia dizer o mesmo.  Ao desviar o olhar para onde estava o do músico, encontrei a última pessoa do mundo que eu esperava ver naquele dia. Henrick trocava olhares entre Baptiste e eu, parecendo não acreditar no que via. Imediatamente meu sorriso sumiu, engoli em seco me perdendo naquele momento. Puta merda.Bem, isso foi divertido. Se me dão licença, tenho assuntos com os quais lidar. — Olhei incredulamente para Baptiste, ele não podia me deixar sozinha agora, não naquela situação. Eu só havia me esquecido que o músico não se importava com ninguém. — Ela é toda sua agora, amigo. — Acrescentou, saindo da sala e realmente me deixando sozinha. What? Como assim “toda sua agora, amigo”? O papo de exclusividade tinha acabado rápido demais pro meu gosto, apesar de eu ter uma pontinha de esperança de que Baptiste tivesse dito aquilo com a plena consciência de que nada aconteceria entre Henrick e eu.

Meu segurança-melhor-amigo estava vestido à paisana: bermuda larga, camiseta cavada e lisa sob um blusão de frio, tênis de corrida, tinha um aparelho amarrado ao braço direito que julguei ser seu ipod. Era estranho ver Henrick fora do terno, mas ele ficava bem e muito mais bonito assim desleixado. Ele tirou o blusão e o jogou sobre meus ombros para me tampar, uma atitude tão gentil que contrastava com sua expressão feroz. Henrique me analisava com diversas emoções estampadas. — Aquele filho da puta. — Sussurrou, as palavras saindo apertadas pelos dentes trincados. Dei um passo para trás mantendo distância do homem, abanando a cabeça negativamente. — Ele não fez nada. — Tentei defender Baptiste com a verdade. Ele realmente não tinha feito nada que eu não tivesse permitido. — NADA! Como assim, NADA? Como você me explica então esses hematomas no seu pescoço, Aydra? Como me explica suas olheiras que estão visíveis? Como me explica também esses punhos roxos? E me diz que ele não fez nada? Ele é um filho da puta aproveitador de mulheres! Eu fico um dia fora e isso acontece. — Henrick parecia possuído por uma fúria descomunal, eu nunca o tinha visto dessa forma. Na verdade nunca tinha presenciado ninguém agindo dessa forma, com exceção de Baptiste. O que Henrick queria dizer com “hematomas”? Olhei para meus punhos e vi que eles estavam vermelhos com as marcas dos dedos de Baptiste. Abanei a cabeça negativamente, abrindo um sorriso largo e arqueei as sobrancelhas sugestivamente, tentando amenizar a tensão. — Henrick, ele não fez nada. Esses hematomas são nada. Minhas olheiras são nada. Não se culpe pelo que aconteceu. Acredite em mim quando digo que Baptiste foi gentil enquanto você esteve fora. Ele esteve calmo noventa por cento do tempo, nós até assistimos filme juntos, passamos um bom tempo juntos sem que ele me machucasse. Essas marcas são nada perto do quanto estou feliz, entende? Se pra ter a felicidade que eu busco com Baptiste eu precisar ficar com hematomas, que seja, eu aguento. — Expliquei com a voz baixa, porém firme. Não era exatamente verdade, mas também não era uma mentira. Eu não sabia o quanto estava disposta a isso. Minhas emoções ainda estavam confusas quanto ao que eu sentia, queria estapear o músico ao mesmo tempo que me sentia eufórica por ter tido-o por inteiro comigo. Henrick me olhou como se sentisse uma real dor, uma dor que eu nunca saberia a intensidade, só parecia forte demais. — Espero que coloque a criança antes de você nessa história. — Disse, se virando para a saída. Respirei fundo, dando um passo à frente e tocando gentilmente o braço do segurança, que dava dois do meu. — Não fique bravo. — Comecei, tentando deixar as coisas melhores pra mim. Henrick ainda tinha a expressão de quem tinha levado um tiro, parecia que estava mais branco do que o normal. As pupilas estavam dilatadas e eu não fazia ideia do motivo. Parecia alguém que estava sendo torturado com choque. — Não estou bravo, estou decepcionado. Vim te chamar pra correr na praia comigo, mas acho que está cansada demais pra isso. A gente se vê algum dia, senhorita Yates. — Henrick era mais do que apenas meu empregado, era meu amigo, mas ainda assim não tive forças para ir atrás dele e me desculpar. Meus ombros pareciam pesar uma tonelada e eu estava ainda mais cansada do que sentira antes.  Passeei os orbes pelo local mais uma vez e vi próximo ao telão um objeto branco jogado, ao me aproximar detectei minha peça perdida, sentindo um alívio extremo por ter encontrado-a. Peguei o tecido com uma das mãos analisando-a para perceber que ela estava bastante amassada. Dessa vez não consegui conter o sorriso triunfante estampar meus lábios. Pelo menos eu poderia sair daquela sala agora e ir pro meu quarto. Dormir era uma boa opção, já que tinha perdido a única companhia que fazia questão de estar comigo.
Encerrado
 lonely
Aydra Winston Yates
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Re: Sala de Cinema

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