Quarto do Eckl

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Quarto do Eckl

Mensagem por Secret em Seg 22 Jul - 14:10:14

Quarto do Eckl

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Re: Quarto do Eckl

Mensagem por Rachel Horowitz-Berry em Seg 10 Mar - 20:17:49

WON'T LET YOU GO.
O
táxi seguia veloz pelo caminho já muito bem conhecido por mim. Emily manteve-se calada desde nossa saída do Palais. Eckl ainda estava desacordado e isto me deixava cada vez mais temerosa. Meus olhares desviavam do garoto para Emily, estava preocupada com ambos. Eu estava ao lado dela no momento em que viu Billie a beijar uma outra garota, eu sabia que ela não estava bem e não havia nada que eu pudesse fazer para ajuda-la, me sentia impotente naquela situação. Como tentativa de uma distração, comecei a encarar as ruas de Manhattan que corriam diante dos meus olhos. Minha mente ainda mostrava-se conturbada, poucos pensamentos eram acessíveis a mesma, entre eles o principal resumia-se a um único ser. Secret.

O utilitário parou a frente do prédio dos Morteri, e também das Von Helling. Era inevitável, todos os caminhos sempre davam naquele maldito prédio que fora o palco dos meus piores momentos durante minha estadia na cidade. Com a ajuda do motorista do táxi, carregamos Eckl para o elevador. Mesmo não gostando tanto daquele lugar, estava mais aliviada por ter saído do Palais. O elevador alcançou a cobertura dos Morteri, a movimentação no apartamento parecia pouca, quase inexistente se não fosse pelos criados. Convoquei a um que passava por acaso no local, pedindo ajuda para carregar ao desfalecido Eckl, que tinha os braços enroscados aos pescoços meus e de Emily. Transportamos Eckl para seu quarto, pondo o deitado sobre a cama. Somente aquele instante pude respirar normalmente, estando mais aliviada por vê-lo a salvo em sua casa.

Esgueire-me até a parede onde Emily estava encostada. Era claro que ela ainda não estava tão bem. Pensei em questiona-la o que a atormentava, mas preferi não pressionar, não naquele momento. — Emily. Será que eu poderia ir ao seu apartamento? Bem, na festa, eu sofri um imprevisto e eu preciso muito me limpar, preciso urgentemente de um banho. — Relembrar daquele sórdido acontecimento ainda fazia meu estômago revirar em náusea. Eu me sentia imunda e não só exteriormente.

Recolhi as chaves do apartamento das Von Helling com Emily e caminhei para fora do apartamento dos Morteri. A cada canto que eu olhava me trazia uma lembrança dos momentos no qual eu estava presente aquele local. Meu encontro com Eckl, meu encontro com Eden. Mesmo que não gostasse tanto dali, foi naquele apartamento que conheci duas pessoas, sendo elas as que mais me marcaram. Eden numa situação totalmente frustrante, numa fuga. Fuga esta que me presenteou com a melhor amiga que eu poderia imaginar ter. Eckl, o charmoso fantasma da ópera que arrebatou a toda minha atenção com seus intrigantes e belos olhos azuis, sendo eles os únicos que eram vivos em minha mente, sempre.

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Re: Quarto do Eckl

Mensagem por Emily Von Helling em Qui 3 Abr - 9:31:36


At the curtain’s call it’s the last of all!

A estação de rádio tocava baixinho um jazz, daqueles que induziam lentamente ao sono. Mas pelo jeito a última coisa que faria naquela noite era dormir. Suspirei enquanto me ajeitava no banco. Minha mente vagava aos últimos acontecimentos. Jurava ainda poder sentir o gosto do beijo de Thomas, mas em questão de fração segundos o doce sabor era substituído pelo sabor amargo da traição. Havia chego à festa como uma garota normal, feliz e com um namorado fantástico, mas sai dela arrasada, sozinha e confusa. Senti o toque de Rachel em meu braço, havíamos chego. Eckl permanecia desacordado e suas últimas palavras, mesmo que sem nexo, ainda ecoavam em minha mente. O trajeto desde o taxi até o interior do elevador pareceu inexistente para mim. O fiz de modo tão automático que se quer me lembrava de ter falado com o motorista ou o porteiro.

Despertei-me ao ouvir o som do elevador indicar que havíamos chego ao topo, a cobertura dos Morteri. Ao adentrar, senti o típico arrepio que sempre me ocorria ao estar naquele lugar. Concentrei-me apenas em manter Eckl em segurança e o levar até seu quarto. Logo o garoto estava estirado em sua cama, adormecido como um anjo. Por que tudo havia de ser tão complicado? Por que não poderíamos voltar ao passado? Nos tempos em que minha única preocupação era não trocar o nome dos gêmeos durante nossas brincadeiras. Era tão mais fácil ser criança. Rachel se postou ao meu lado, falando sobre algo que havia acontecido na festa e pedindo as chaves do meu apartamento. Fiz certo esforço em querer respondê-la, mas as palavras pareceram sumir em meus lábios.

Alcancei-lhe as chaves e a vi se retirar, segui seus passos até a porta do quarto e a encostei evitando fazer o mínimo de barulho. Voltei-me para o garoto adormecido. Eckl parecia alheio a tudo o que estava acontecendo e de fato ele estava. Sentei-me  na beirada da cama e retirei seus sapatos. Estava tão perdida em meus pensamentos que aquilo fora a única coisa que me apeteceu de fazer no momento. Em seguida retirei os meus próprios e deitei-me a seu lado. Eckl parecia de fato um anjo adormecido. Mas eu sabia que ele estava enfrentando seus demônios, assim como eu. Enquanto esperava pela volta de Rachel, tentei adormecer. O som da respiração de Eckl parecia ter um efeito calmante e estava obtendo exito em seus resultado. Levei minhas mãos ao seu cabelo, lhe fazendo leves caricias. Odiei-me por saber que tudo era culpa minha, de um jeito ou de outro.

Eram as minhas escolhas que levaram a essas consequências e eu sequer estava sofrendo com elas diretamente. Ouvi alguns barulhos ecoarem pelo apartamento e logo cheguei a conclusão de que certamente seria Edgar ou algum dos empregados.E mesmo ali com Eckl, jamais me senti tão sozinha e emocionalmente fraca. Senti meus olhos marejarem e a amargura das lagrimas tomarem conta de mim. Pela primeira vez na noite me permiti chorar. Não aguentava mais tudo o que estava acontecendo. E não poderia mais deixar ninguém enfrentar meus demônios por mim. O ar já não parecia existir e me senti sufocar. Como é que se respira mesmo? Levantei-me desesperadamente e andei até uma das janelas, afastando as cortinas. New York era tão bela. Eu sentiria falta de seus agitos, intrigas e tudo o mais que estava implícito no simples fato de residir na Big Apple. Mas uma decisão tinha de ser tomada e eu estava decidida. Era hora de recomeçar. Em um novo lugar. Uma nova cidade. Ou não.
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Re: Quarto do Eckl

Mensagem por Eckl Dohrn Morteri em Sab 12 Abr - 5:05:40


AWAKENING WITH SHADOWS
O passado parecia tomar conta de tudo a meu redor. Mas não aquele passado feliz em que Edgar e eu, ainda suportando a presença um do outro, talvez até querendo estar juntos, sendo irmãos, tentávamos invadir o quarto de Danika e bagunçar seus inúmeros vestidos e espalhar sua maquiagem pela casa. Não. Era o passado macabro e detestável que insistia em me assombrar. Eu via tudo muito escuro. Talvez eu estivesse dormindo. Ou morto. Seria menos mal. Pelo menos eu não mais teria que lidar com o sofrimento alheio, nem com o meu. Não mais vida, não mais dor. Parece-me um maravilhoso trato. Mas os gritos dela sempre me perturbam. Estão sempre ecoando para que eu lembre do monstro que fui. Que sou.

***************

- Ah, Eckl, vamos. Vai ser divertido. Sem você não rola a nerdzinha ir com a gente. Você sabe que ela é louca por você. – Emily fazia sempre aquela carinha fofa quando queria que eu fizesse alguma coisa que ela sabia que eu normalmente não faria.

- Deixa eu ver se entendi bem, Emi. Vocês querem que eu seduza uma garota que é apaixonada por mim, faça-a ir conosco até aquele casarão caindo aos pedaços pra ela sofrer bullying?

- Sim. E seja bastante convincente. Diga que é só uma saída com amigos para um lugar legal. – Disse Edgar me estendendo o telefone. Emi ainda fazia beicinho. Eu nunca resistia àquela carinha.

- Ok. Mas nada pesado que a faça me odiar pra todo o sempre. – Disse eu ainda relutando.

E uma névoa arroxeada cobre toda minha visão. Os gritos agudos recomeçam e eu sinto calor. A névoa se torna fumaça. Fumaça com fuligem. Alguém me segura. Com força. Eu grito para me soltarem. Está muito quente. E os gritos continuam. Eles rasgam minha pele e arranham dolorosamente meu peito. Sinto meu sangue escorrer e minha cabeça doer. Semiconsciente, ouço Emily chorar desesperadamente. E mais dos gritos. Eles parecem querer me agarrar forte e me levar para o inferno. Eles me chamam. Claramente me chamam.


***************

Minha cabeça lateja. Conheço essa dor. É o prêmio no fundo de cada garrafa de uísque. Flashes da festa começam a surgir. Sim. Eu estava na Kissing Party. A música era boa, a bebida era boa, a boca era deliciosa. Mas a consciência pesava a cada gota de lascívia. Emily e Rachel. Minha cabeça latejava muito. Minhas pálpebras estavam pesadas em demasia. E eu estava por demais preguiçoso para tentar levantá-las e abrir os olhos. Senti minha cama sob mim. E o perfume de Emi. O inebriante perfume da garota que tinha um poder inegavelmente grande sobre mim. Adormeci novamente sentindo-a perto como nunca a senti.

...
Instantaneamente meus olhos se abriram. Instintivamente procurei por Emily ao meu lado. Estava bom demais para ser duradouro. Aquele seria jamais um corpo que adormeceria e despertaria em minha cama da maneira que eu quero. Virei-me e o gosto salgado das lágrimas me vem. Limpei meu rosto e me pus a fitar a porta aberta de meu quarto. Minha mente estava vazia. Adormeci novamente.

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Re: Quarto do Eckl

Mensagem por Rachel Horowitz-Berry em Sab 12 Abr - 6:29:11

I just wanna hold ya.
E
stava em um contante momento de alegria após findar o banho, fora revigorante. Usufrui de todos os produtos disponíveis no banheiro da bela residência das Von Helling. Queria me certificar que estava limpa e livre de qualquer resíduo do momento repugnante que havia passado. A todo instante mantive o casaco de Eckl em mãos, este tinha o cheiro inigualável e inebriante do rapaz.  Não sabia se era normal, mas me sentia em casa no apartamento de Emily e Eden. Observava a cada espaço dos cômodos, estes tendo um toque de cada uma das meninas, era tudo muito belo e apreciativo. Tomei a liberdade de pegar uma roupa de Emily emprestada, um leve vestido rosado que caia naturalmente ao meu corpo. Não poderia trajar apenas o casaco de Eckl, no momento do desespero fora um ótima saída, mas desta vez eu tinha opção.

Após secar os cabelos, o penteei numa trança e por fim me retirei do apartamento. Quanto tempo havia permanecido ali? Tudo parecia correr tão lentamente ao meu ver que as horas pareceram minutos para mim. A mesma calmaria pairava no apartamento dos Morteri. Os criados mantiveram-se em suas tarefas e pareceram não notar a minha presença por ali. Segui ligeiramente pelo mesmo caminho onde localizava-se o quarto de Eckl, porém algo me chamou a atenção. Mesmo que houvesse visto de relance, eu reconheceria aquele tom acastanhando em qualquer lugar. Meu olhos fixaram na silhueta que jazia imóvel na cama, este sendo o quarto de Edgar, o irmão gêmeo de Eckl. Não houve precisão de uma aproximação minha para que eu a identificasse. Wendy. Havia conhecido a garota numa das aulas da universidade, não foi difícil criar um laço afetivo por ela, tanto que a mesma morava comigo e Stacey. Um lado de mim queria invadir aquele quarto e arranca-la daquela cama o mais depressa possível. Conhecia a fama de Edgar e não suportaria ver Wendy ser usada por ele. Entretanto, eu conhecia muito bem aquela menina e sabia que em situações como aquela, a única ajuda que a mesma recorria era de si mesma.

Retomei minha caminhada, seguindo até os aposentos de Eckl. Parei na porta solvendo com os olhos a todo o cômodo, algo parecia estranho, Emily não estava mais ali. Fechei a porta e segui a procura dela dentro do quarto. Inutilmente olhei no closet, até no lavabo mas não tive bons resultados. Caminhei de volta para o cômodo principal do quarto e sentei sobre a cama. Onde estaria Emily? Aquela pergunta passou a rondar minha mente, tomando boa parte de minha atenção. Não poderia estar no seu apartamento, já que me dera as chaves. Pelo que a conhecia, ela deveria ter ido embora dali. Não sabia o motivo, mas Emily detestava ficar no apartamento dos Morteri.

Por uma fração de segundos, esqueci completamente onde estava. Havia me focado em pensar no paradeiro de Emily e simplesmente esqueci que estava diante de Eckl Morteri. Guiei o olhar até o garoto, observando atentamente ao mesmo repousar. Eu não sabia explicar mas tinha fortes sentimentos com relação a ele. Tudo havia acontecido tão rapidamente. Desde a festa a fantasia feita naquele apartamento, eu evitava cruzar o caminho do rapaz. As lembranças daquela intensa noite ainda era viva em minha memória e somente naquele momento em percebi que fora estupidez minha ter fugido dele e da morena misteriosa de nome Samira. Eckl parecia tão sereno enquanto dormia. Sua beleza era nítida a mim agora, sempre dava um jeito de ignora-lo ou desviar de seu caminho mas não via necessidade daquilo ali. Retirei os sapatos e deitei na cama ao lado do garoto. Não conseguia controlar aos meus batimentos cardíacos que repentinamente aceleraram com a proximidade que estava do moreno. Num claro momento de imprudência, toquei a face do garoto com a ponta dos dedos. Eckl Morteri... tão belo. Eu visivelmente não estava normal. Quando retornei a realidade estava tocando os lábios de Eckl com os meus. Ligeiramente me afastei, deitando novamente na cama e virando as costas para o garoto, esperançosa de que o mesmo estivesse dormindo e não houvesse presenciado nada que eu havia feito no meu inesperado momento de alienação.




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Re: Quarto do Eckl

Mensagem por Eckl Dohrn Morteri em Seg 28 Abr - 18:12:26


STAY
O escuro ainda tomava conta de meus arredores. Meus olhos ainda estavam fechados. A escuridão era boa, acolhedora, calorosa. Não. O escuro é mau, tende à maldade, ao pesadelo. Entretanto eu me sentia bem. Protegido. Como se o monstro que residia nas mais profundas correntezas das trevas não pudesse me devorar, não conseguisse me tocar. Como se os fantasmas pretéritos que tanto me atormentavam tivessem medo de se aproximar. Não era o escuro que me abraçava, era alguém. Minha sonolência preguiçosa não me permitia descobrir quem era. Mas era bom. Eu nunca me sentira protegido daquela maneira. Eu nunca me sentira amado. E amor, dentre os Morteri, sempre fora raridade. O senhor e a senhora Morteri sempre ocupados demais com os dementes, Danika sempre ocupada com seu próprio umbigo e Edgar sempre ocupado me odiando. Os braços que me envolviam pareciam me amar. E eu, sinceramente, estava começando a amar o jeito como eles me faziam sentir.

Um aperto mais aconchegante fez com que meus olhos se abrissem instantânea e involuntariamente. Agradeci a alguma deidade qualquer por não ser indiscreto, pois a imagem diante de mim era, pelo menos, surpreendente. Rachel estava adormecida com a cabeça sobre meu peito. Os braços dela eram os que estavam me abraçando. Era ela que me aconchegava e me protegia. Era ela que estava me amando. Uma lágrima escorreu sem sentido do meu olho esquerdo. Minha respiração começou a ficar descompassada ao passo que eu me perguntava mil e uma questões. Porque ela estava ali? Porque ela estava deitada na cama comigo? Porque eu me sentia amado enquanto ela me abraçava? Minha cabeça girava sempre que eu tentava encontrar respostas plausíveis, porém a falta delas começava a me perturbar. Foi quando eu me perdi na visão indubitavelmente bonita de Rachel dormindo. Ela parecia despreocupada, sem um passado pesado demais para que ela carregasse sozinha. Ela parecia apenas a bela bailarina com o belo sorriso que salpicava meus pensamentos aqui e ali.

Um impulso me fez agir como eu agi. Primeiro eu notei que uma mecha lhe cobria um dos olhos. Retirei-a delicadamente e acariciei o rosto da garota. A pele quente e macia me fez arrepiar. O cheiro suave de seus cabelos me tranquilizava e, de alguma forma, me fazia ter essa sensação para sempre. Aproximei meus lábios dos dela para beijá-la quando meu celular tocou alto fazendo com que Rachel despertasse abruptamente. O que se seguiu foi confuso e rápido. Ela se desculpava ininterruptamente e eu tentava explicar que não tinha motivo para tantas desculpas. Ela enumerava os porquês de não dever estar em meu apartamento e eu dizia que não tinha nenhum problema nisso. Ela falava e falava e recolhia suas coisas pelo quarto. Segurei seu braço antes que ela saísse pela porta. – Eu não sei o que sinto por você, mas quando você me abraçou, eu senti algo que não quero nunca mais deixar de sentir... – Dizia eu com a voz já embargando. A confusão e o medo visíveis em meu rosto e perceptíveis em cada palavra que pulava de minha boca. – Eu tenho muito medo de muitas coisas... – O choro foi incontrolável. As lágrimas desciam por minha face enquanto eu tentava achar a melhor maneira de expressar o meu interior. – Não vai. Eu... eu... eu não quero ficar sozinho. Não quero mais sofrer. E eu sinto aqui no meu peito que se você for embora agora, eu vou sofrer mais. Não sei o que você tem, mas eu me sinto seguro e tranquilo ao seu lado. – Limpei algumas lágrimas. – Fica aqui. – E sem mais palavras, colei meus lábios nos dela abraçando-a pela cintura e encostando-a contra a porta.
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Re: Quarto do Eckl

Mensagem por Rachel Horowitz-Berry em Ter 29 Abr - 1:25:43



Darling don't be afraid.
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O som da respiração de Eckl era o único som que reinava naquele cômodo silencioso. Ele parecia tão sereno enquanto repousava que dormir parecia algo extremamente atrativo ali. Nunca imaginaria que terminaria aquela noite deitada ao lado do garoto por quem segredava uma paixão desde o primeiro dia em que o conheci. Ajeitei-me na cama pairando a cabeça no peito desnudo e macio de Eckl. Agarrando-me a súbita audácia, abracei o corpo do garoto, aconchegando-o a mim delicadamente. Era inexplicável a sensação de tê-lo em meus braços, algo surreal, algo que nunca imaginara nem nos meus melhores devaneios, nada se comparava aquilo. Por fim, contemplei a escuridão, adormecendo ao lado da pessoa que mais rondava meus pensamentos naqueles últimos meses. Mesmo sem estar dormindo vivenciava um dos meus melhores sonhos.

Com a mesma facilidade que havia adormecido despertei ao som do aparelho celular de Eckl, porém este foi de longe o maior susto que havia levado. Ao abrir os olhos vislumbrei Eckl defronte a mim, seu rosto mantendo uma proximidade perigosa do meu e esta não era as únicas coisas próximas entre nós. Meu braço ainda encontrava-se entrelaçado ao corpo quente do moreno, meu coração soltava sobre meu peito ameaçando rasga-lo bruscamente. Tomada por um inesperado pânico, me afastei do garoto que mostrou-se tão perdido quanto eu naquela situação. — Desculpe, Eckl. Me desculpe, eu não sei onde estava com a cabeça. Eu deveria ter ido embora, por favor me perdoa. Você tem várias pessoas aqui para cuidar de você e eu... eu fui estúpida em permanecer aqui. Perdão — Corria de um lado ao outro recolhendo as poucas coisas que me pertenciam no cômodo, disparando as palavras contra o garoto que agilmente correu ao meu encontro impedindo-me de sair do quarto.

Minha mente trabalhava numa saída plausível para aquilo. Eu me sentia uma completa estúpida, pela segunda vez fugindo do garoto. Eckl começou a falar e tudo que havia pensado em fazer se dissipou. Encarava ao rapaz estagnada, meu olhar seguia dos seus olhos aos seus lábios diversas vezes enquanto o mesmo seguia falando aos prantos palavras tão doces que fizeram meu coração se acalmar. Fica aqui. — Arquejei, sentindo meu corpo fraquejar subitamente e tudo ao redor pareceu perder o foco, eu apenas via a ele. Bastou um breve desvio de olhar e fui tomada pelo beijo do garoto, abismando-me por breves segundos. Meu olhos foram fechando-se lentamente e sem pressa alguma comecei a retribuir do beijo. Sentia os braços de Eckl entrelaçados a minha cintura e involuntariamente os meus correram por seu corpo, parando na altura de seu ombros.

— Eu nunca irei deixa-lo... Eckl — Uma dor terrível me tomou ao afastar os lábios dos de Eckl. Não queria soltar daqueles lábios inebriantes e que tanto desejava. — Eu estou perdidamente apaixonada por você, Eckl Morteri. Sempre estarei aqui... para ti. — Um sussurro fraco saiu dos meus lábios que a todo momento tocava os dele em longos selinhos demasiados em afeto. Minha mão fazia carinhos lentos em sua nuca enquanto eu retomava o beijo que nunca deveria ter interrompido.

*
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Re: Quarto do Eckl

Mensagem por Eckl Dohrn Morteri em Qua 7 Maio - 21:53:26


I cannot deserve you
Doce. O sabor dos lábios de Rachel me fez planar até algum lugar que até então eu desconhecia. Sim, já fui beijado por outras garotas antes. Mas não, nunca com tanta paixão. Nunca segurei uma garota em meus braços como estava segurando Rachel. Tão entregue. Tão apaixonada. Tão minha. Voei ao passado. Mais exatamente à primeira e à última vez que beijei Emily. Éramos duas crianças recém-saídas das fraldas. Eu, Danika e Edgar havíamos nos estabelecido em New York há algum tempo. Emi já era parte de nosso grupo. O interesse dela sempre repousou em Ed, mas um dia aconteceu. Totalmente casual. Seco. Da última vez, ela se lamentava sobre o passado, sentada em meu sofá. Totalmente deprimido. Amargo.

Incrivelmente, uma outra garota conseguira me fazer apagar uma lembrança relacionada a Emily Von Helling e isso é uma façanha admirável. Na verdade, o embalo no qual o beijo de Rachel me levava, fizera minha mente mais branca do que nunca. Em um determinado momento, eu só via flashes coloridos e fogos de artifício. Depois eu somente viajei. Em cada onda, em cada espasmo prazeroso, em cada segundo em que nossos lábios estavam colados e nossas línguas dançando libidinosamente, eu sentia como se derretesse.

Involuntariamente, ergui Rachel e a prendi mais contra a porta, tomando novamente a frente do beijo. As mãos macias dela acariciavam-me enquanto eu, por algum motivo contrário a mim, refletia se aquilo era certo ou não, se, mesmo ela dizendo que estaria comigo sempre, meu instável ser aceitaria aquela pura presença ao meu lado. Um turbilhão de pensamentos e situações pretéritas passou pela minha cabeça e abruptamente parei o que estávamos fazendo. – Desculpa... – Suspirei. – ... mas mesmo eu querendo essa tranquilidade e esse calor que você consegue me passar, querendo manter você sempre comigo, eu não posso ser egoísta ao ponto de te manter com um cara tão perturbado quanto eu. – Suspirei mais fundo dessa vez. – Rachel, eu já fiz coisas horríveis. Não mereço alguém como você nem como inimiga. – Ela me fitava incrédula. – Acredite. Eu não te mereço. Você é boa demais para mim. – Sentei pesado em minha cama. – Vai. Vai antes que eu te contamine. Eu mereço morrer sozinho. – Esperei qualquer tipo de reação da parte da garota, exceto um tapa. Rachel, com uma mão pesada em meu rosto, me fitava ainda incrédula, mas agora com um levíssimo toque de fúria.
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Re: Quarto do Eckl

Mensagem por Rachel Horowitz-Berry em Ter 13 Maio - 23:35:46



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Era provável que a única explicação para eu ter agido da forma que agi foi o completo desespero. Um tapa. Eu havia dado um forte tapa na cara de Eckl. Encarei ao garoto ainda com sem acreditar no seu súbito ataque de repulsa enquanto eu recebia o melhor beijo que já havia dado em toda a vida. Não queria me sentir mal naquele momento, Eckl estava sendo tão verdadeiro comigo, ele havia desabafado, se aberto e mesmo que não concordasse com o que ele me dizia sobre ser mal e não me merecer eu não o julgaria por isto.

— Eckl, preste atenção em mim. — Suspirei fundo e me ajoelhei a frente dele nivelando nossos rostos e encarando a profundidade de seus olhos azuis. — Eu não sei o que aconteceu com você, ou o que você fez no passado. Mas, Eckl, isso é passado. Você é o melhor garoto que eu tive o prazer de conhecer. — Segurei as mãos trêmulas do garoto e entrelacei os dedos com os dele. Era impossível ele ser uma pessoa ruim — Não tem nada de mal em você, se fosse tudo isso que insiste dizer eu nunca teria me apaixonado por ti. — Sorri serenamente e guiei o rosto ao dele para beijar seu rosto. — Desculpe pelo tapa, eu sou um tanto... impulsiva. — Sorri.

Levantei do chão e sentei ao lado dele na cama. Mesmo que tentasse era impossível não pensar no motivo para Eckl se achar tão ruim assim. Eu conhecia a Edgar, o irmão gêmeo dele e podia dizer que ele sim era mal, ou pelo menos aparentava ser. Eckl e Edgar eram como duas faces da mesma moeda e eu estava certa que Eckl era o lado bom daquilo. Eu não conseguia imaginar uma razão para ele se condenar e se isso fosse real, se ele realmente houvesse sido ruim algum dia ele claramente havia mudado e isto era algo de se admirar. — Eu não irei desistir de você. Não tão fácil assim. Você é incrível, Eckl, queria que se visse do jeito que eu te vejo. — Segurei o rosto dele e o virei para mim delicadamente. Sem hesitar ou pedir autorização guiei a boca a dele roubando um beijo calmo e carinhosos dos finos lábios do moreno.



*
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Re: Quarto do Eckl

Mensagem por Eckl Dohrn Morteri em Qui 22 Maio - 2:05:05


CAN IT HAPPEN?
– Eu não irei desistir de você. Não tão fácil assim. Você é incrível, Eckl, queria que se visse do jeito que eu te vejo. – As palavras de Rachel me chegaram a meus sentidos batendo mais forte que o tapa. Porque alguém tão incrível como ela iria querer estar ao lado de um alguém tão incerto, perturbado e maculado como eu? As lembranças nefastas, as ações malditas e o passado tão manchado que me assombravam constantemente e há tanto tempo me fizeram acreditar que Eckl Dohrn Morteri não é digno de nada bom. Será que eu me desiludi por todo esse tempo? Será que eu sou merecedor de amor? Provavelmente não. Eu já decidira que me odiaria para todo o sempre. Pelo menos desde que ela se foi. E eu sou culpado por ela ter ido.

Levantei a cabeça e olhei exatamente para o nada mais distante possível. – Mas... eu não... não posso... você é... – Minhas palavras vagas e tristes foram cessadas por mais um beijo. Os lábios macios e doces de Rachel me deram novamente a maravilhosa sensação de segurança. Entretanto, dessa vez, uma pitada de pimenta ou de luxúria, sei lá, deixou a coisa toda bem mais inebriantemente sensacional. As mãos delicadas dela acariciavam minha nuca carinhosamente enquanto eu tentava explorar todo o momento. Meus pensamentos se esvaíram e por um momento eu fui potencialmente feliz.

Depois do que me pareceram milênios, cessamos o beijo e eu me pus a olhar nos olhos calmantes dela por alguns segundos. – Por que motivo uma bailarina tão incrível apareceu na vida de um garoto tão não merecedor? – Ela sorriu e aquele sorriso me fez perceber que Rachel é provavelmente a chave para a tal da felicidade que eu tanto anseio.
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Re: Quarto do Eckl

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